0 O Livro dos Leme – Origem da Família Leme – Os primeiros paulistas

http://olivrodoslemes.blogspot.com/  

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A Melhor e mais completa História dos Leme e mais exata esta aqui:

A ORIGEM A A PRIMEIRA GERAÇÃO DOS LEME – O texto mais bem documentado e atual

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Este livro dos Leme abaixo desconhece esta pesquisa da prima portuguesa:

 

LEIA MAIS AQUI:

Excelente site sobre a origem dos Leme:

http://www.candex.us/genealogia/genealogia.html

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OS LEMES

(Este não é um trabalho pronto, é um registro de pesquisa que pode mudar de acordo com as descobertas de novos dados.)

Os antepassados da Família Lem eram comerciantes de destaque na cidade de Bruges, hoje Bélgica. Naquela época, a cidade era uma importante metrópole do Condado de Flandes que ocupava parte do oeste da Alemanha, noroeste da França, Bélgica e Holanda.

Bruges, que na língua nativa é Brugge provavelmente vem da nome “Bryggja”, palavra de origem nórdica, talvez de algum dialeto antigo talvez usado por vikings, que significava “ancoradouro”, lugar onde se deixavam os barcos. Ironicamente essa cidade que fora fundada no século IX por vikings, mais tarde quando se tornou alvo de outros grupos desse mesmo povo, fora fortificada por Badwin, seu primeiro conde e governante, para proteger seus cidadãos das pilhagens dos seus “parentes ainda nômades e bárbaros”. Por essa descrição podemos afirmar que os “Lem” tem origem nessas tribos germânicas.Devido a importância comercial daquele lugar, Bruges era um ponto onde se encontravam mercadores do mundo inteiro. Como Portugal se destacava no comércio marítimo, ali os portugueses também comercializavam os produtos que traziam em suas caravelas, tais como a especiarias, madeira e mais tarde, o açúcar da Ilha da Madeira, primeiro lugar a produzir o açúcar na Europa que depois foi implantado no nosso país, onde os Lemes se tornaram importantes donos de engenho, a começar pelo arrendamento do Engenho de S.Jorge dos Erasmos, depois a região de Campinas, fundada pelo descendente Francisco Barreto Leme, interior da província que virou o Estado de S.Paulo, Minas Gerais, etc.Os Lem tinham suas próprias caravelas e por isso conseguiram do rei de Portugal o monopólio do comércio de cortiça por dez anos, franquia essa dada a Maerten Lem (Martin Lem) e talvez tenha sido isso o passo definitivo para que membros desse clã fossem mais tarde para Madeira e de lá vieram para o Brasil. Fato esse, que se não houvesse acontecido, não existiríamos e nem o nosso país seria o mesmo de hoje.

Os dados sobre esses primeiros Lem são obscuros, e pouco provável que venham ser esclarecidos definitivamente. Mesmo, em relação aos diversos Maerten Lem, Martin Lem, Lem,Lems e Leme. Assim, ainda não se consegue afirmar com convicção “quem foi quem” no começo de nossa árvore genealógica.

Através de vários pesquisadores obtivemos algumas informações, porém cheia de hipóteses, baseadas em cálculos do tempo, expectativa de vida. Alguns registros e citações em inventários, obras de pesquisas antigas e costado de algumas famílias nos levam a algumas famílias européias e conseqüentemente a uma parte da linha genealógica dessa grande família.

Os pesquisadores mais antigos como Pedro Taques de Ameida Leme, Luiz Gonzaga da Silva Leme, além de outros se dedicaram a vida toda a pesquisar essas origens, com base em outras pesquisas como a de Manuel Soeiro em seus Anaes de Flandes, nos fornecem algumas bases confiáveis. Por aqui, Dr, José (da Silva Lemes) Guimarães, que viveu em Ouro Fino, com base nas pesquisas do Monsenhor José do Patrocínio Lefort, residente em Campanha, também se dedicou às pesquisas de sua origem Lemes, que o levou produzir a grande obra publicada após seu falecimento: “As Três Ilhoas”, além de outros estudos como “Os Martins Ribeiro”, “Os Goulart”, etc.

A árvore propriamente dita:

Conforme apurei em alguns trabalhos, o primeiro Lem que se tem notícia, ou que pelo menos de quem há algum registro, foi Willem Lem, também citado como Guillaume Lem, na forma francesa já que parte do condado de Flandes falava essa língua, além do holandês e seus dialetos.

Willem ( ou Guillaume) poderia se referir a mais de um na árvores genealógica. Algo que não fica muito claro quando analisamos os trabalhos sobre esse clã.
Alguns estudiosos citam um filho com o mesmo nome, o que complica a aceitação de apenas um membro Willem.

Comecemos pelo ano referência de 1350 que é a data do provável nascimento do primeiro Willem de nossa árvore:

ANO 1350
1)WILLEM LEM (I) – (também citado na forma francesa de Guillaume) – Hipóteses com base em pesquisas dea Ruud e Will Lem – teria nascido por volta de 1340/50 e teria falecido por volta de 1440).Em 1391 ele teria se casado com Catherina (Claire) de Beernem, viúva de Jean Golebeters.
Analisando as datas temos que na época do casamento, Willem teria 51 ou 61 anos de idade, o que deixa dúvida numa época quando os homens viviam menos de 60 em média.Isso poderia sim ter acontecido, mas por razões patrimoniais.
Outro ponto que complica aqui é a data provável de seu falecimento: 1415 ou l440 – Em 1415 Willem teria 75 ou 65/100 ou 90 – Isso nos leva a concluir que provavelmente não seria esse o Willem que se casara com Claire, mas um filho seu de mesmo nome.
Considerando por esse lado, Willem I que nascido em 1340 teria tido um filho com sua esposa de nome desconhecido, e teria dado a ele o seu nome, o que passaria para nós como Willem II, alem dos filhos Raem e Jan (data referência : 1390).
Mas vamos considerar que Willem II tenha nascido em 1370: assim em 1391 teria 21 anos e poderia ter se casado com a viúva Claire Van Beernem.
2) WILLEM LEM (II) : Seguindo o raciocínio anterior, Willem II poderia ter nascido por volta de 1360/70 ou até mesmo 1380 como está em alguns trabalhos publicados no Brasil.Mas para ter se casado com D.Claire, vamos estimar 1360/70. Assim,com 31 ou 21 anos em 1391, poderia se casar muito bem com Claire Van Beernem, que pode ser a mesma pessoa descoberta nos registros franceses sobre a famíla, conforme nos informou Ruud Lem, com o nome de Catherine …….?
Se assim aconteceu, Willem II poderia ter vivido até 1415 e falecido, na melhor das hipóteses com 55 anos, ou ido até os 65.
Esse Willem poderia ser o pai de: Willem, Raem e Jan (Jean/Joam) conforme descoberta recente de Ruud Lem, residentes em Bergues St.Winoch em 1390, E, também ter tido o filho com o nome de Maerten Lem, filho de um primeiro casamento e órfão de mãe que teria morrido de parto, ou mesmo ser o único filho de Willem com Claire que faleceu nesse parto em 1395, quatro anos depois desse segundo casamento.
Maerten Lem, que entrou nos estudos dos pesq uisadores portugueses e brasileiros como Martim Lems (ou Martin Lems, conforme o estudioso paraguaio Martin Romano) seria o verdadeiro início da genealogia Leme.
A Dúvida que surgiu nesse Maerten Lem é a existência de uma união com uma portuguesa de nome Joana de Barros, citadaa em alguns trabalhos como mãe de Martin Lems, aquele que veio se casar com Leonor Rodrigues, citada no início dos trabalhos de Luiz Gonzaga da Silva Leme, em sua Genealogia Paulistana.
Ainda com dúvidas difíceis de se confirmar, aceitamos o que divulga Martin Romano:
Martin Lem, que na sua demonstração teria nascido em 1.400 ( talvez, pela citação de Ruud em 1395 no parto que o deixou órfão de mãe) seria o pai de: ( não cita o nome da mãe)
1)Martim (Martin Lem/Maerten Lem)
2)Charles
3)Willem ( ou Guillaume, já que poderiam residir na parte francesa do condado de Flandes).

Martim figura nessa árvore com a identificação de Martim Leme, mas que acreditamos ser na realidade Maerten Lem, com o nome aportuguesado.

Martim Leme, ou Maerten Lem, nascido por volta de 1450 ( data que complica a sequência, tornando ter sido mais filho de Martin Lem, o irmão de Charles e Willem Acima).

Martim Leme (Martin Lem ou Maeten Lem) criado e educado em Bruges, voltara mais tarde para Lisboa já adulto para cuidar dos negócios do seu pai Maeten Lem, e foi pai de três fihos citados em quase todos os trabalhos genealógicos sobre esse clã:

1)Antonio (ou Anton) Lem
2)Martim Lem
3)Louis Lem (Luiz)

Conforme citam, Martin Lem (Martim Leme I) passou a Portugal por causa do comércio e se estabeleceu em Lisboa. Ele foi mangnânimo de tal modo dedicado ao engrandecimento deste reino que montou por sua conta uma ursa (ou charrua) e nela mandou o seu filho Antônio Leme com vários homens de lança e espingardas a auxiliar a expedição de El-Rey D. Affonso, no ano de 1643 numa luta contra os mouros na África. Em recompensa “El-Rey” o tomou como fidalgo de sua casa.

Porem teve com Leonor Rodrigues, dama solteira da corte, os seguintes filhos:

1- Antônio Leme;
2- Luiz Leme;
3- Martim Leme, que se tornou Cavalheiro da Câmara do Imperador Maximiliano I;
4- Rodrigo Leme ( sem geração)
5_ Catharina Leme que se casou com Fernão Gomes da Mina, e depois em segundas núpcias com João Rodrigues Paes; e
6- Maria Leme, que se casou com Martim Diniz em Lisboa.

Outra definição encontrada na internet muda a sequência e alguns dados desses filho de Martin Lem (Maerten Lem) com Leonor Rodrigues: (Costado de Eanes)

1-Luis Leme que quando o pai voltou para Bruges em 1466, foi em sua companhia e morreu jovem e sem descendência.
2-ANTÔNIO LEME
3-Martin Leme “O Moço” (dúvida) (* 12.11.1450 em Lisboa e + em Funchal-Ilha da Madeira) que foi com seu irmão e seu pai para Flandres e de lá voltou com Antônio para a tomada de Arzila e Tanger em 1471. Em 1483 com o mesmo irmão Antônio, foram se estabelecer na Ilha da Madeira na industrialização e exportação de açucar. Lá, em Funchal, veio a se casar com Maria Adão Ferreira, filha de Adão Gonçalves Ferreira (o primeiro homem a nascer na Ilha da Madeira) e de Beatriz Peres Esteves (Brites Pires) os quais, por parte de outro filho, João Adão “O Velho”..
4- João Leme, nascido em Lisboa a 20.11.1459 e falecido em Funchal/Ilha da Madeira, sem descendência.
5- Rodrigo Leme nascido em Lisboa a 20.11.1460 e falecido ainda criança.
6- Catarina Leme nascida e falecida em Lisboa casada em primeiras núpcias com Fernão Gomes de Mina e em segundas núpcias com João Rodrigues Paes, filho de Paio Rodrigues Paes e de Isabel ANES, com geração em Portugal de ambos os casamentos.
7- Maria Leme nascida em Lisboa onde também faleceu em 1460, solteira.

Nossa geração Luso-Brasileira continua aqui com Antônio Leme. Mas uma confusão com os nomes das esposas desse e de outro Antônio Leme nos deixa sem certeza da veracidade dos dados.
Antonio Leme acima, filho de Maeten Lem (Martin Lem ou Martim Leme) e Leonor Rodrigues teria se casado com um mulher de nome Catharina de Barros, que aqui denomino como Catharina I.

NOTA:
Catharina de Barros I – na definição de Martin Romano:
Hay alguna confusion con su descendencia, dado que hay varios Martin Leme y Antonio Leme, hijos uno de otros… y dos Antonio Leme, casados con una Catharina de Barros… pero por las fechas de nacimiento, esta Catharina de Barros solo puede ser consuegra del Martin Leme b. 1450…
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Antônio Leme, acima, filho de Martim Leme (Maerten/Martin) e Leonor Rodrigues teria nascido em Fuentes de Maya, Galícia por volta de 1440 ou 1450, e fora morador de Bruges onde fora criado e educado como flamengo, o que justifica o apelido a ele dado como Antônio Leme, o flamengo.Mais tarde teria ido para Lisboa para cuidar dos negócios da familia e por ordem de seu pai Maeten Lem teria lutado em Marrocos contra os mouros, conforme já citado acima; “comandou um urca, embarcação de guerra que fora preparada em Bruges com recursos dos Lem para lutar junto a expedição comandada pelo rei D.Afonso V e seu filho, futuro sucessor D. João III para ocupar as fortalezas de Arzila e Tanger, bases da pirataria moura. Por esse feito, Antonio Leme foi armado cavalheiro da casa de D.João III, o que foi confirmado pelo Rei D.Afonso V. (Como se vê a história se repete, pairando mais dúvidas).

Esse Antônio Leme tivera um único filho: MARTIM LEME.

Mas outra fonte cita os seguintes filhos:

Martin Leme
Leme Leme (?)
Pedro Leme
Leonor Leme
Antonia Leme casada com Pedro Afonso de Aguiar
Aleixo Leme
Ruy Leme

Martim Leme, filho do Fidalgo Antônio Leme, se casara com Maria Adão Ferreira, filha de importante família da Ilha da Madeira,tendo o filho Antônio Leme, nascido em Funchal, Ilha da Madeira em 1471.
Desse Martim Leme há uma citação de uma carta de recomendação do infante e duque Dom Fernado, Senhor da Ilha da Madeira, à Câmara de Funchal, por onde passou em 1483, vindo a falecer naquela vila, onde deixou dois filhos:
1)Antônio Leme
2)João Leme.

Antônio Leme, o madeirense, se casa na ilha com Catharina de Barros, que classifico aqui como Catharina de Barros II, que alguns citam uma ascendência constestada com os pai que na realidade poderiam ser de Catharina de Barros I casada com o galego Antônio Leme, conhecido como “o flamengo”.

Antonio Leme, que teve larga descendência de sua mulher Catherina de Barros filha de Pedro Gonçalves da Clara, e de sua mulher Izabel de Barros; a qual instituiu um morgado na vila da Ponta do Sol, que possuem os descendentes de sua filha D. Leonor Leme; e seu filho Pedro Leme, instituiu outro na freguezia de S. Antonio, junto a esta Cidade, com obrigação de se conservar esta apellido nos administradores dele. (compilado do texto original de Martin Romano). E, Martin Lem (pai de Antônio e outros) decidiu voltar para Bruges, na Bélgica e lá ocupou altos cargos locais e, depois se tornaria um dos nomes mais cogitados da política, das finanças e do militarismo dos países baixos.
A filiação dessa Catharina, contestada por alguns, nos diz que ela descendia de Pedro Gonçalves da Câmara e de Izabel de Barros……
Antão Leme,
filho de Antônio Leme e de Catarina de Barros, em algumas citações. E, filho apenas de Antônio Leme com mulher desconhecida em outras.
Antâo Leme é a continuidade da sucessão desses Leme, embora também há aqui um ponto polêmico: historiadores acreditam que esse filho de Antônio Leme teria nascido antes do casamento dele com Catharina de Barros e portanto não seria descendente dela. Mas a maioria das árvores de família o citam como filho de Antônio e Catharina.
Naqueles tempos, o filho mais velho herdava tudo: os títulos e os bens do pai. Os demais ficavam “a ver navios”(usando a expressão portuguesa), o que na realidade não acontecia pois esses deserdados é que saiam mar aberto rumo a uma oportunidade que o Brasil representava com tantas promessas. Por esse motivo, Antão Leme veio para Capitania de S.Vicente entre os anos de 1532 e 1544 para tocar os negócios da família no negócio de açucar. Diz a história que ele já veio viúvo de seu casamento em Funchal e carregava nas bagagens várias mudas de cana de açúcar tiradas da Ilha da Madeira com as quais Martim Afonso de Souza iniciou a implantação dessa cultura em nosso país (l500-1571).

Antâo teve um único filho:

Pedro Leme, ou pelo menos é o único citado nos registros.

E, chegando à Colônia foi nomeado Juiz Ordinário de sua Câmara em 1544. *
A implantação dessa cultura, no país se deu talvez com a parceria com um empresário flamengo, Erasmus de Rotterdam, razão da escolha do nome da primeira industria de açucar em S.Vicente, o “Engenho de S.Jorge dos Erasmos” (conforme anotações de Martin Romano)

Pedro Leme nasceu em Funchal em 1515 e faleceu em S.Paulo em 1592 com 77 anos de idade. Casou-se três vezes:

1)Com Izabel Paes (natural de Abrantes(PT), no continente;
2)Com Luzia Fernandes, natural da Ilha da Madeira;
3)Grácia Rodrigues de Moura, também de Funchal, Ilha da Madeira.

Com a primeira esposa teve o filho Fernando Dias Paes, que recebera o mesmo nome do avô materno, tio de João Pinheiro, Desembargador do Paço. Falecendo sua primeira esposa, Pedro Leme retorna à Ilha e lá se casa com Luzia Fernandes com que teve a filha Leonor Leme. Depois, víuvo pela segunda vez se casa com Grácia Rodrigues de Moura, com que teve Antônia Leme, nascida entre 1590 e 1592 na Vila de S.Vicente.
Pedro veio para o Brasil na companhia de sua filha Leonor Leme, que na época já era casada com Braz Teves (ou Esteves)

LEONOR LEME SE CASA COM BRAZ TEVES.

NOTAS: O genealogiasta Pedro Taques afirma ainda que Leonor Leme veio em companhia de seus pais da Ilha da Madeira, e já era casada em 1550 com Braz Esteves, morador da vila de São Vicente. E conforme acentua este autor “na mesma vila viveram muitos anos, abastados com lucros do engenho de assucar, chamado de São Jorge dos Erasmos” .
Luiz Gonzaga da Silva Leme, outro genealogista, acrescenta que Braz Esteves e o sogro, Pedro Leme, eram proprietários do citado engenho. No entanto, David Ferreira de Gouveia não concorda, alvitando que seriam talvez técnicos associados industrialmente. Ainda segundo este historiador, há uma ligação profunda com os administradores do engenho de S. Jorge dos Erasmos, com negócios de açúcar e provavelmente no fim da vida exportavam, vendiam ou faziam contrabando de açúcar para o Prata ou Perú .
Braz Esteves “depois se passou com seus filhos para a vila de São Paulo, onde fez o seu estabelecimento, e foi uma das primeiras pessoas da governança desta republica”. Do seu matrimónio com Leonor Leme nasceram cinco filhos, na vila de São Vicente. Um deles, Pedro Leme, ocupou todos os cargos da república, tendo uma sua trineta, Rosa Leme do Prado, também conhecida como Rosa Maria do Prado, é uma das avós da Família Silva Lemes de Campanha e Cambuquira, conforme se comprova a seguir, irmã que era de Maria Leme do Prado, esposa do madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, ambas com grande descendencia não só em nossa região como também em outros lugares do Estado de Minas Gerais, Estado de S. Paulo e sabe Deus onde mais.
Essa historia continua…….
Pedro voltou à Ilha da Madeira, com o seu filho Fernando. Na ilha Pedro se casou em segundas núpcias com Luzia Fernandes. E, dessa nova união nasceu a filha Leonor Leme.
Em 1550, Pedro, a filha e o genro se mudam para o Brasil. Considerado pela sua fidalguia ocupou cargos na capitania conforme se pode atestar pelo texto abaixo:

“….e veio a fazer assento na vila, capital de São Vicente; onde desembarcou (…) e ali foi estimado, e reconhecido com o carater de fidalgo. Foi pessoa da maior autoridade na dita vila; e com a mesma se conservaram seus netos. Ali justificou Pedro Leme a sua filiação e fidalguia, em 2 de Outubro de 1564, perante o desembargador Braz Fragoso, provedor-mor da fazenda e ouvidor geral de toda a costa do Brasil” Diz Pedro Taques que ele quer justificar,

“que é filho de legitimo matrimonio de Antão Leme, natural da cidade do Funchal, na ilha da Madeira, o qual Antão Leme é irmão direito de Aleixo Leme, e de Pedro Leme, os quais todos são fidalgos nos livros de el-rei, e por tais são tidos e havidos, e conhecidos de todas as pessoas que razão tem de o ser; e outro sim são irmãos de Antonia Leme, mulher de Pedro Affonso de Aguiar e de D. Leonor Leme, mulher de André de Aguiar, os quais outro sim são fidalgos, primos do capitão donatario da Ilha da Madeira”.

Pedro Leme, foi o primeiro povoador da Fazenda de Santana. Em 1575, participou nas lutas contra os tamóios aldeados em Cabo Frio (Rio de Janeiro), em 1585, foi juiz ordinário em Santos e, no mesmo ano, participou, com o capitão-mor Jerónimo Leitão, numa entrada aos Carijós.”
Pedro Leme I faleceu em 1600

Nascido em Funchal/Ilha da Madeira emigrou para São Vicente/São Paulo/, antes de 1540 em companhia de sua filha Leonor e de seu genro Braz Teves (ou Esteves) que era artífice carpinteiro e plantador de cana com seu sogro Pedro.
Segundo se lê em Ilka Neves, mudou-se para o Brasil também por questões familiares decorrentes de seu primeiro casamento com Luzia Fernandes “cuja origem não se sabe”. Luzia que era, como Pedro, natural da Ilha da Madeira, veio a falecer em 1560 em S.Vicente, sendo sepultada na Igreja de Nosso Senhor, então Matriz da Vila.

Em São Vicente herdou do pai, propriedades , entre elas a parceria na produção do Engenho de São Jorge dos Erasmos. Revindicou e obteve reconhecimento dos direitos de fidalgo da Casa del Rei, por despacho de sentença de 03.10.1564 (Ilka Neves).

Devido a decadência da industria açucareira de S.Vicente a partir de 1591, e após a Vila e arredores serem atacadas e assoladas por corsários ingleses sob o comando de Sir Thomas Cavendisch, Pedro se desfez de suas propriedades e mudou-se para a Vila de São Paulo. Pedro casou-se pela segunda vez, ainda em S.Vicente com Grácia Rodrigues de Moura, filha de Gaspar Rodrigues de Moura, tendo com ela a filha Antônia nascida entre 1590 e 1592 em S.Vicente.

9)Leonor Leme,(*1526 em Funchal na Ilha da Madeira +13/01/ 1633, com 98 anos de idade na Vila de S.Paulo) Braz Teves( ou Esteves), seu marido, nasceu em 1520 na Ilha Da Madeira, Portugal. Casaram-se em Funchal por volta de 1540/50 ( mais lógico 50) e tiveram os seus filhos já no Brasil, conforme citação abaixo, tirada da Genealogia Paulistana de Luiz Gonzaga da Silva Leme:

FILHOS DE LEONOR LEME E BRAZ TEVES:

Cap. 1.º Pedro Leme (neto) que nasceu em S.Vicente por volta de 1560 e faleceu por volta de 1640 que se casou com Helena do Prado, filha de João do Prado, originário de Olivença(cidade portuguesa, hoje sob domínio espanhol, apesar dos protestos) e de Felipa Vicente, esta descendente de Pedro Vicente e de Maria de Faria, naturais de Portugal, que foram também dos primeiros povoadores e que em 1554 eram lavradores de grandes canaviais e tinham parte no engenho de açúcar de S. Jorge dos Erasmos.)

NOTAS:Pedro Leme fez entradas no sertão onde conquistou muitos índios bravios e com eles se estabeleceu em S. Paulo onde serviu os cargos do governo, inclusive o de juiz ordinário em 1588 e 1592. Depois de fazer seu testamento, em 1594 resolveu-se a fazer nova entrada ao sertão para aumentar o numero de índios a seu serviço e efetivamente o fez, vindo a falecer em 1597 no arraial do capitão-mor João Pereira de Sousa Botafogo, e sua mulher faleceu em 1627 em S. Paulo.
Casou-se em segundas núpcias com Maria de Oliveira.
Pedro Leme, natural de S. Vicente, foi homem nobre e da governança da terra como se vê em seu depoimento como testemunha em 1640, com 70 e tantos anos de idade, em uma demanda entre Catharina do Prado, viúva de João Gago da Cunha, e Salvador Pies de Medeiros sobre reivindicação de uns chãos sitos na vila de S. Paulo. Por esta declaração de idade em 1640, vê-se que nasceu entre 1560 e 1570. Foi 1.º casado com Helena do Prado f.ª de João do Prado (de Olivença) e de Filippa Vicente: Tit. Prados. Segunda vez cremos com fundamento que foi casado com Maria de Oliveira(1) f.ª de … Teve q. d.:

os filhos de Pedro Leme

Da 1.ª mulher Helena do Prado

1-1 Lucrecia Leme § 1.º

1-2 Braz Esteves Leme § 2.º

1-3 Matheus Leme do Prado § 3.º

1-4 Capitão Pedro Leme do Prado § 4.º

1-5 Capitão Domingos Leme da Silva § 5.º

1-6 Aleixo § 6.º

1-7 João Leme do Prado § 7.º

1-8 Helena do Prado § 8.º

1-9 Filippa do Prado § 9.º

Da 2.ª mulher a f.ª única:

1-10 Maria de Oliveira § 10.º

Desse Pedro Leme (neto) descendem muitos Prado, e provavelmente o meu avô materno Estevão Horácio do Prado, parente dos mesmos Prado da cidade de Paraguaçu no Sul de Minas, com os quais, por ser filho natural reconhecido por seu avô, um Prado legítimo, não mantivera nenhum contato com a Família, abrindo mão de seus direitos sucessórios em favor dos meio-irmãos, embora sendo pobre pela razão de ter sido rejeitado pelo pai, talvez um jovem rapaz adolescente que teria engravidado sua namoradia cabocla, para desgosto daqueles coronéis da época. Fora criado por uma tia materna na cidade de Campanha-Sul de Minas, no local hoje pertencente a Monsenhor Paulo, denominado Cervo. Ali perto na Fazenda Santa Luzia conheceu Maria do Carmo Rezende com se casou para se mudar depois já com dois ou três filhos para cidade de Cambuquira, outrora próspera vila em formação na região que passou ser conhecida como o “Circuito das Águas”.

Cap. 2.º Matheus Leme nasceu, provavelmente em S.Vicente por volta de 1645…….. Casou-se com primeiro com Antônia Chaves, depois na viuvez com Antônia Gago – foi setanista (bandeirante) e tomou parte de expedições com Antônio Raposo Tavares,àl Guaira en 1628./Pedro Leme II
Nascido em São Vicente/São Paulo por voltas de 1560. Filho de Braz Tevez e de Leonor Leme de Funchal/Ilha da Madeira.

Cap. 3.º Aleixo Leme, fº de Braz Teves e de Leonor Leme, foi natural da vila de S. Vicente, e mudou-se para S. Paulo onde foi das primeiras pessoas, e ocupou honrosos cargos, segundo escreveu Pedro Taques. Faleceu em 1629 em S. Paulo e foi casado em S. Vicente com Ignez Dias, irmã de Antonia de Chaves mulher de Matheus Leme.
Teve pelo inventário de sua mulher Ignez Dias, falecida com testamento em 1655, os seguintes f.ºs (C. O. de S. Paulo):

1-1 Luzia Leme ( uma das nossa ligações com os Leme paulistas)

1-2 Braz Leme (*1629 +1678 c/ 49 anos em Sorocaba – SP)
1-3 Aleixo Leme
1-4 Francisco Dias Leme
1-5 Francisca Leme
1-6 Ignez Dias
1-7 Leonor Leme
1-8 Maria da Silva
1-9 Maria Leme
1-10 Manuel Chaves

Cap. 4.º Braz Esteves Leme (I) nasceu por volta de 1678, data discutível já que existe uma citação de trabalho de pesquisa feito na USP sobre a língua falada em S.Paulo naqueles tempos, que dá a data de 1636 como a do inventário de Braz Esteves Leme, da qual destacamos o seguinte:
“………..O último argumento usado por Buarque de Holanda para a hipótese do uso da línguageral refere-se à requisição de Álvaro Neto, prático na língua da terra, para traduzir odepoimento de Luzia Esteves, no inventário de seu pai Brás Esteves Leme (1636), por Luzia ‘não saber falar bem a língua portuguesa´.
Eis a citação:
foi dado o juramento dos Santos Evangelhos sobre um livro delles perante mim
escrivão a Luzia Esteves filha natural de Braz Esteves que no seu sitio achou
por ser dos filhos e filhas a mais velha que…. para que ella declarasse toda e
qualquer fazenda que ficasse de seu pae assim bens moveis como de raiz ouro e
prata e peças do gentio da terra e o mais que houvesse e tinha a dita Luzia
Esteves de idade 14 ou 15 annos pouco mais ou menos ella tudo prometteu
declarar e por não saber falar bem a língua portugueza o juiz dos órfãos deu o
juramento dos Santos Evangelhos a Álvaro Netto o moço por ser homem
pratico na língua da terra que elle declarasse tudo o que a dita Luzia Esteves lhe
declarasse… (Testamentos e Inventários, Braz Esteves, vol.10:327-8)

Cap. 5.º Lucrecia Leme nasceu por volta de 1598 e faleceu em 01/07/1641 Casou-se com Fernando Dias Paes, com o qual teve um filho que recebeu o mesmo nome do pai: Fernando Dias Paes que se casou com Catarina Camacho.

Recordando:
Fernando, o pai, era tio de Lucrécia Leme, pois era filho de Pedro Leme( seu avô) que tinha sido casado com Izabel Paes (natural de Abrantes(PT), no continente com qual teve o filho Fernando Dias Paes, que recebera o mesmo nome do avô materno, tio de João Pinheiro, Desembargador do Paço.

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A PARTIR DAQUI O SOBRENOME LEME NÃO APARECE MAIS COMO O PRINCIPAL E A DESCENDÊNCIA SE ESCONDE DENTRO DE OUTROS SOBRENOMES POR ESSE TRONCO DA ÁRVORE.

LUZIA LEME filha de Aleixo Leme e Ignez Dias casou-se com o CAPITÃO FRANCISCO DE ALVARENGA.
Francico foi filho de Antônio Rodrigues de Alvarenga **e Anna Ribeiro) em 1616. Francisco nasceu em 1587 e faleceu em 1675 com 88 anos de idade. Luzia faleceu eAnna Ribeiro,1 filha de Estevão Ribeiro Bayão Parente and Magdalena Fernandes Feijó De Madureira, nascida em 1560 in São Vicente, Sp Brasil e falecida em 23/10/1647 in São Paulo, Sp, Brasil com 87. Anna se casou com Antonio Rodrigues De Alvarenga em São Vicente, Sp Brasil. Antonio nasceu em Lamego e faleceu em14/09/1614 em São Paulo, Sp, Brasil. Estevão Ribeiro Bayão Parente nasceu em Beja, Portugal.
Estevão casous-e com Magdalena Fernandes Feijó De Madureira. Que nasceeu na cidade do Porto, Portugal.
Tiveram os seguintes filhos:
Anna Ribeiro (*1560 em São Vicente, Sp Brasil – falecida em 23/10/1647 São Paulo, Sp, Brasil) e Leonor Pedroso (*1636 em São Paulo, Sp, Brasil). ** ANTONIO RODRIGUES DE ALVARENGA, pai de Francisco Alvarenda, nasceu em Lamego, e faleceu em São Paulo aos 14 de setembro de l614 em S.Vicente(SP).

Consta no inventário de Francisco os seguintes filhos tidos com Luzia Leme:

I. Thomázia Ribeiro de Alvarenga.
III Anna Ribeiro.
IV Maria Leme De Alvarenga , falecida em 1654 em Parahiba, Brasil.
V Francisca Leme De Alvarenga.
VI Luzia Leme De Alvarenga.
VII Frei Bento Da Trindade.
VIII Aleixo Leme De Alvarenga.
IX Ignez Dias De Alvarenga.

NOTAS:
General Notes: Ana Ribeiro, natural de São Vicente, onde nasceu cerca de 1560, era filha de Estevam Ribeiro Baião Parente e de Magdalena Fernandes Feijó de Madureira. Faleceu em 23 de outubro de 1647 em São Paulo, com testamento, tendo sido sepultada na capela-mor da igreja dos carmelitas, em jazigo próprio.
Luiz Gonzaga Silva Leme, em seu “Genealogia Paulistana”, informa que seu nascimento se deu no Porto, Portugal. Tal informação não guarda consonância com o seguinte depoimento de Ana Ribeiro de 9 de Abril de 1622, constante do processo de canonização do Padre José de Anchieta, publicados na Revista da ASBRAP nº 3: “Natural de São Vicente, com mais de 60 anos de idade, filha de Estêvão Ribeiro e de Madalena Fernandes. Durante algum tempo com ele se confessou em São Vicente. Relatou um milagre acontecido com seu filho, Jerônimo, que então contava 2 anos de idade. Estava há três dias sem se alimentar. Apresentou-o ao Padre Anchieta, que passava pela sua porta. “Deixe-o ir para o céu”, disse Anchieta. Isso à noite. No dia seguinte o menino estava bom, inclusive de uma ferida incurável que até aí tinha no rosto. Todos reconheceram o milagre: nem um sinal ! Narrou outro episódio, em que tomou parte seu marido Antônio Rodrigues, que abandonou um índio que estava enfermo havia 5 anos. Voltando Anchieta à Vila de São Vicente pede a Antônio que tratasse do índio. Fazendo-se vir o índio de São Paulo para São Vicente, onde ficou internado em casa dos padres destinada aos índios, lá o medicou Rodrigues três ou quatro vezes. Sarou prontamente. A cura foi atribuída a Anchieta. De relíquia, possuía um dente dele. Sobre Anchieta disse ser ele homem milagroso, apostólico, celeste”.
Outro depoimento de Ana Ribeiro, este de 7 de Janeiro de 1628: “Natural da Vila de São Vicente, com cerca de 68 anos de idade, filha de Estêvão Ribeiro e de Madalena Fernandes. Conheceu-o e tratou com ele, e com ele se confessou muitas vezes, na Vila de São Vicente, no tempo que já tem dito. Teve um filho na Companhia que com a idade de dois anos, já moribundo, foi curado por Anchieta e depois saiu dela. No que profetizara o Padre José: “Deixai-o ir para a glória, que não vos dê algum desgosto”. Seu marido, Antônio Rodrigues, que Deus tem, extraiu um dente de Anchieta, que ela conservava com grande veneração. A mãe dela, testemunha também, tinha grande veneração por ele. Narrou o episódio da peça de teatro que encenaram em São Vicente e não choveu enquanto a obra se desenvolveu, apesar das nuvens carregadas. Ela e muitas outras mulheres lhe pediam que lhes fizesse alguns milagres e o dito padre pelejava com elas e as repreendia por lhes dizerem aquilo”

1) Sobre a nobreza da família Alvarenga, reproduzimos o que escreveu Pedro Taques – Nob. Paulistana-: “Antonio Rodrigues de Alvarenga passou em serviço do Rei a ser um dos primeiros povoadores da vila de S. Vicente, que em 1531 fundou o donatário senhor dela Martim Afonso de Sousa por concessão de El-Rei dom João III. Nesta vila casou-se Antonio Rodrigues de Alvarenga com Anna Ribeiro, natural da cidade do Porto, donde passou com duas irmãs e vários irmãos na companhia de seus pais Estevão Ribeiro Bayão Parente, natural de Beja (o qual era parente em grau próximo de Estevão de Liz, Morgado bem conhecido em Vila Real) e de sua mulher Magdalena Fernandes Feijó de Madureira, natural da cidade do Porto. De S. Vicente passou para S. Paulo Antonio Rodrigues de Alvarenga com sua mulher, e, como pessoa tão distinta soube conseguir respeito e veneração, e foi senhor proprietário, por mercê do donatário, do ofício de tabelião do judicial e notas de S. Paulo, onde faleceu com testamento a 14 de Setembro de 1614 (C. O. de S. Paulo); e d. Anna Ribeiro faleceu em S. Paulo com testamento a 23 de Outubro de 1647 e foi sepultada na capela-mor da igreja dos religiosos carmelitas, em jazigo próprio, no qual descansavam as cinzas de seu filho Antonio Pedroso de Alvarenga, sargento-mor da comarca de S. Paulo com 80$ de soldo”.
Brasão de armas dos Alvarengas D. Pedro por graça de Deus príncipe de Portugal, etc. Faço saber aos que esta minha carta de brasão de armas virem que o capitão Estevão Ribeiro de Alvarenga e seus irmãos Antonio Pedroso de Alvarenga, o padre-mestre Fr. Luiz dos Anjos, e o padre-mestre Frei João da Luz, carmelitas calçados, naturais da vila de S. Paulo, filhos legítimos de Diogo Martins da Costa e de sua mulher Izabel Ribeiro, netos por parte paterna de Belchior Martins da Costa e de sua mulher Ignez Martins, naturais da cidade de Évora, e pela materna de Estevão Ribeiro de Alvarenga e de sua mulher Maria Missel, naturais da vila de S. Paulo, o qual Estevão Ribeiro de Alvarenga é filho de Antonio Rodrigues de Alvarenga, natural da cidade de Lamego, filho de Balthasar de Alvarenga e de sua mulher Messia Monteiro, e o dito Antonio Rodrigues de Alvarenga teve outro irmão chamado Manoel Monteiro, filho do mesmo pai e mãe, o qual foi familiar do santo ofício, os quais filhos de Diogo Martins da Costa me fizeram uma petição, na qual me pediam que por viverem na vila de S. Paulo nunca puderam tirar seu brasão de por lhes competir, e que queriam fazer o certo e notório em juízo contencioso, e mostrar por testemunhas fidedignas como eram os mesmos descendentes do dito Antonio Rodrigues de Alvarenga, o qual era fidalgo de geração, e eles sucessores eram herdeiros, e lhes competiam as armas e nobreza dos seus antepassados, pais e avós dos sobreditos; que outrossim, queriam justificar como descendiam da muito ilustre família dos Alvarengas, tão conhecida neste reino; e assim queriam renovar esta memória e honra, para lograrem eles suplicantes e seus descendentes, e se conservar em suas casas para as não consumir o tempo e para que possam lograr daquelas liberdades e foros concedidos a tais famílias e gerações pelos senhores reis deste reino, meus antecessores. E sendo esta petição apresentada ao meu corregedor do cível da corte desta minha muito nobre e sempre leal cidade de Lisboa, nela pois que justificassem o que relatavam perante ele, e fizessem certo o que diziam; e sendo apresentadas sete testemunhas de todo o crédito fora de suspeita e de toda a exceção, maiores, e as mais delas cavaleiros do hábito de Cristo, naturais da cidade de Lamego, depuseram de fato próprio; sendo lhe os autos conclusos neles proferiu a sentença seguinte: ‘Vistos estes autos dos justificantes a fl. 2, o capitão Estevão Ribeiro de Alvarenga e seus irmãos Antonio Pedroso de Alvarenga e os padres-mestres Frei João da Luz e Frei Luiz dos Anjos, carmelitas calçados; ditas testemunhas a fls. 7 que eu inquiri, e certidões que se juntaram de fls. 8 em diante, se mostra serem os justificantes filhos legítimos de Diogo Martins da Costa, e de sua mulher Izabel Ribeiro, netos pela parte masculina de Belchior Martins da Costa e de sua mulher Ignez Martins etc. … julgo aos sobreditos justificantes por filhos legítimos do dito Diogo Martins da Costa e por descendentes da muito ilustre geração e família dos Alvarengas e Costas, e os julgo também por cristãos velhos sem raça de mouro ou judeu, nem de outra alguma infesta nação e poderão tirar as suas sentenças de processo, e paguem as custas dos autos. Lisboa, 2 junho de 1681. E sendo a dita sentença assinada e publicada pelo dito meu corregedor, da minha corte e casa da suplicação, tirada do processo, e passada pela minha chancelaria, a qual sendo apresentada ao meu rei de armas Portugal, porque a minha tenção é honrar aos meus vassalos, ainda aqueles que mais remotos vivem, para que se não extingam as nobrezas e fidalguias, que seus avós adquiriram e alcançaram. Hei por bem, e me praz de lhes conceder todas as honras, liberdades e isenções que as tais famílias de Alvarengas têm e logram neste meu reino e senhorios de Portugal, e poderão trazer as ditas armas que lhes competem, que são as dos Alvarengas, que, visto no livro de armaria, lhes são dadas e conservadas as armas seguintes: um escudo direito com suas orlas e folhagens com um elmo em cima, e sobre o dito elmo um leão rapante com uma espada dourada na mão direita e na outra mão esquerda uma estrela de prata, e o dito escudo orlado com filetes dourados, e terá no meio cinco estrelas prateadas em campo azul, e as pontas das folhagens serão também douradas. Com estas armas, que são as que se vêem, poderão usar delas como suas por lhes competir: e com elas poderão entrar em festas, carros, justas e torneios, levando-as em seus escudos e rodelas e pondo-as nas portas de suas casas e quintas, e mais partes que lhes bem parecer, e quiserem; e gozarão de toda nobreza e fidalguia que têm os fidalgos de geração por lhes competir, e assim estar julgado no juízo da correição do cível de minha corte, por cujo efeito lhes mandei passar esta de brasão de armas e geração, para que constem as que lhes pertencem, e são as mesmas que estão no dito livro de armaria, que está em mão e poder do meu rei de armas Portugal, por lhes competir, por assim passar por fé o escrivão do seu cargo, que esta subscrevem, a qual vai assinada pelo meu rei de armas Portugal… E eu Francisco de Moraes Coutinho, escrivão das gerações, o subscrevi. Rei das armas Portugal.
Cumpra-se e registre-se em câmara. S. Paulo 17 de abril de 1683 anos’. Foi transladado para o registro da câmara de S. Paulo por Jeronimo Pedroso de Oliveira, escrivão da mesma em 1683, sendo oficiais Jorge Moreira, Miguel de Camargo, Manoel de Lima do Prado, Antonio Garcia Carrasco e Thomé Mendes Raposo.

THOMÁZIA RIBEIRO DE ALVARENGA

Thomázia se casou com Francisco Bicudo de Brito (falecido em 1654) , filho de Antônio Bicudo e Maria de Brito

NOTA: Os Bicudo descendem de Antônio Bicudo Carneiro, natural da Ilha de S.Miguel nos Açores, terriório português, exerceu vários cargos públicos em S.Pulo (1574 a 1584 como vereador de SP. Foi tame´m sertanista e explorou ouro no pico do Jaraguá- cidade de S.Paulo. Antônio Bicudo Carneiro se casou com Izabel Rodrigues,com a qual teve os seguintes filhos:Antônio, Domingos, Nunes Bicudo, Maria Bicudo, Matha, Jerônima e Guiomar.
Segundo escreveu Pedro Taques, os Bicudo vieram da ilha de S. Miguel para a capitania de S. Paulo no tempo de seu povoamento. Eram dois irmãos Antonio Bicudo e Vicente Bicudo (1) os quaes em 1610 requereram à camara de S. Paulo pedindo 800 braças de terra em quadra, partindo pelo rio Carapucuhiba; e neste requerimento declararam que havia muitos annos que habitavam esta terra, onde sempre ajudaram com suas pessoas e armas ao bem publico, achando-se nas guerras que contra os portugueses moviam os barbaros gentios que infestavam a terra; e que eram casados e tinham filhos (Arch. da camara de S. Paulo, caderno de registros, Maio de 1607). Antonio Bicudo foi da governança da terra, ouvidor da comarca e capitania pelos annos de 1585; foi quem mandou levantar pelourinho na villa de S. Paulo no dito anno de 1585. Foi casado com Izabel Rodrigues, natural de S. Paulo, segundo se vê do testamento de seu f.º Antonio Bicudo em 1650 em que declara sua filiação. Título dos Bicudos, Silva Leme. Genealogia Paulistana. Dicionário. Ermelino Leão, 73. Natural da Ilha de São Miguel, Açores. Juiz em 1574 e 1584. Vereador em 1575. Ouvidor em 1585. Partcipou da entrada de Afonso Sardinha ao sertão do Jeticaí em 1593, na de Nicolau Barreto ao Guairá em 1602 e na grande de Antonio Raposo Tavares em 1628 ao mesmo destino. Foi o responsável, de acordo com Pedro Taques, pela colocação do pelourinho de São Paulo em 1585. Carvalho Franco. Dicionário de Bandeirantes : 1954, 101. l

Antonio Bicudo

General Notes: Segundo escreveu Pedro Taques, os Bicudos vieram da ilha de S. Miguel para a capitania de S. Paulo no tempo de seu povoamento. Eram dois irmãos Antonio Bicudo e Vicente Bicudo, os quais em 1610 requereram à câmara de S. Paulo pedindo 300 braças de terra em quadra, partindo pelo rio Carapucuíba; e neste requerimento declararam que havia muitos anos que habitavam esta terra, onde sempre ajudaram com suas pessoas e armas ao bem público, achando-se nas guerras que contra os portugueses moviam os bárbaros gentios que infestavam a terra; e que eram casados e tinham filhos (Arq. da Câmara de S. Paulo, caderno de registros, Maio de 1607).
Foram pessoas de qualificada nobreza pelos seus antepassados deste apelido na ilha de S. Miguel, como se lê nos Nobiliários das famílias nobres e ilustres das ilhas dos Açores.
ANTONIO BICUDO CARNEIRO, filho de Antônio Bicudo e mulher desconhecida, casou-se com Izabel Rodrigues.
Antonio Bicudo foi successor de seu pai na fazenda de Carapucuiba. Fez entradas no sertão onde conquistou muitos indios gentios que, depois de instruidos nos dogmas do catholicismo, lhe prestaram serviços no carater de administrados, já na cultura de sua fazenda, já na exploração de faisqueiras de ouro na serra do Jaraguá e ribeirão de Santa Fé.
Antonio Bicudo Carneiro foi da governança da terra, ouvidor da comarca e capitania pelos annos de 1585; foi quem mandou levantar pelourinho na villa de S. Paulo no dito anno de 1585. Foi casado com Izabel Rodrigues, natural de S. Paulo, segundo se vê do testamento de seu f.º Antonio Bicudo em 1650 em que declara sua filiação.
Título dos Bicudos, Luiz Gonzaga na Genealogia Paulistana. Dicionário. Ermelino Leão, 73. Natural da Ilha de São Miguel, Açores. Juiz em 1574 e 1584. Vereador em 1575. Ouvidor em 1585. Partcipou da entrada de Afonso Sardinha ao sertão do Jeticaí em 1593, na de Nicolau Barreto ao Guairá em 1602 e na grande de Antonio Raposo Tavares em 1628 ao mesmo destino. Foi o responsável, de acordo com Pedro Taques, pela colocação do pelourinho de São Paulo em 1585. Carvalho Franco. Dicionário de Bandeirantes : 1954, 101. l

Filhos do casamaento de Antonio Bicudo Carneiro com Izabel Rodrigues:

1- Antônio Bicudo, falecido em 1650;
2- Domingos Nunes Bicudo;
3- Maria Bicudo;
4- Martha de Mendonça;
5- Jerônima de Mendonça;
6- Guiomar Bicudo.

Antonio Bicudo, falecido em 1650, casou-se com Maria de Brito, filha de Diogo Pires e Izabel de Brito, sendo Maria De Brito,filha de Diogo Pires e Izabel De Brito. Já seu sogro, Diogo Pires era filho de Salvador Pires e N… De Brito, falecido em 1650.Já Salvador Pires, filho de outro Salvador Pires(I) e Maria Rodrigues vindos da cidade do Porto – PT, sendo este Salvador(pai) descendente de João Pires e mãe não citada.

Notas: Salvador Pires(I) casado com Maria Rodrigues veio da cidade do Porto para a vila de S. Vicente consta de uma carta de sesmaria que em 1573 lhe concedeu Jeronimo Leitão, capitão-mor governador loco-tenente do donatário Pedro Lopes de Sousa, da qual também consta que passara da vila de S. Vicente para a de Santo André no ano de 1553, e lhe foi dada meia légua de terras na Tapera que tinha sido alojamento do índio Baibebu, partindo pelo campo de Piratininga direito à serra, por ser dito Pires lavrador potentado, que dava avultada soma de alqueires de trigo ao dízimo, além da colheita de outros frutos todos os anos”. Em seguida, diz Pedro Taques que Salvador Pires teve de Maria Rodrigues dois f.ºs:

1º – Manoel Pires, casado com Maria Bicudo, e
2º – Salvador Pires, casado duas vezes, sendo no segundo casamento com Mécia Fernandes, também conhecida como Méssia Assu (Méssia Grande) natural de S. Paulo, f.ª de Antonio Fernandes e de Antonia Rodrigues, por esta neta de Antonio Rodrigues e da índia batizada pelo padre Anchieta com o nome de Antonia Rodrigues, a qual foi filha de Piqueroby, maioral de Hururay. Vide Vol. 1.º à pág. 47.
Ainda segundo Pedro Taques, “Grande variedade encontramos sobre a origem dos Pires da capitania de S. Paulo. Segundo umas memórias de pais a filhos, foi progenitor desta família Salvador Pires, que de Portugal trouxera dois filhos: Salvador Pires e Manoel Pires; porém, o exame e lição dos cartórios nos levaram a descobrir a verdade sobre o assumpto, que é a seguinte: entre os nobres povoadores da vila de S. Vicente, que a esta ilha chegaram com o fundador dela o fidalgo
Martim Affonso de Sousa em princípios do ano 1531, vieram João Pires, chamado v o Gago v natural do Porto e seu primo Jorge Pires que era cavaleiro fidalgo (naquele tempo era este foro o melhor) cujo alvará veio ao nosso poder para o lermos. Este João Pires trouxe consigo da cidade do Porto o filho Salvador Pires, o qual se casou (não se sabe ao certo se em Portugal ou em S. Vicente) com Maria Rodrigues também natural do Porto, que veio para S. Vicente com seus irmãos, f.ª de Garcia Rodrigues e de Izabel Velho. De S. Vicente passaram a Santo André da Borda do Campo João Pires o Gago e seu filho Salvador Pires com sua mulher Maria Rodrigues, e ficaram nessa povoação que foi aclamada vila em 1553 em nome do donatário da capitania Martim Affonso de Sousa, sendo o dito João Pires o Gago o 1.º juiz ordinário desta vila. (Cam. de S. Paulo cad. 1.º, tit. 1553 da vila de Santo André). Maria Rodrigues era já falecida em 1579, porque em 1580 foi passada a seu marido quitação de haver cumprido com as disposições testamenteiras da defunta sua mulher pelo prelado administrador, sendo escrivão da câmara eclesiástica e visita Francisco de Torres.

Teve Salvador Pires(II) grandes lavouras mantidas por númerosos trabalhadores que eram índios catequizados sob sua administração. Foi pessoa principal no governo da república e faleceu com testamento em 1592 em S. Paulo na sua fazenda de cultura, situada acima da cachoeira – Patuahy -no rio Tietê com uma légua de terra em quadro. Foi seu testamenteiro e curador de seus f.°s Bartholomeu Bueno de Ribeira, seu genro.

Teve: Da 1.ª mulher(N…Brito* talvez seja Maria Brito):

Cap. 1.º Beatriz Pires
Cap. 2.º Diogo Pires
Cap. 3.° Amador Pires
Cap. 4.° Domingos Pires.

Da 2.ª mulher(Méssia Fernandes ou Méssia Assu):

Cap. 5.° Maria Pires
Cap. 6.° Catharina de Medeiros
Cap. 7.° Anna Pires
Cap. 8.° Izabel Fernandes
Cap. 9.° Salvador Pires de Medeiros
Cap. 10. ° João Pires
Cap. 11.º Custodia Fernandes
Cap. 12.º Antonio Pires.

Levado por um erro em alguns dos costados consultados na internet, ou devido a má interpretação, cheguei a afirmar que descendíamos de Méssia Fernandes(Assu). Na realidade, como poderão ver, descendemos de Diogo Pires, um enteado dessa grande senhora de sangue indígena.

Voltando à nossa árvore principal, temos que Antonio Bicudo (Falc.em 1654) e Maria de Brito( filha de Diogo Pires acima identificado) tiveram os seguintes filhos:

1 – Francisco Bicudo de Brito (falecido em 1654)
2 – Margarida Bicudo de Brito
3 – Izabel Bicudo de Brito
4 – Maria Bicudo de Brito.

5 – Cap. João Bicudo de Brito

6 – Antônio Bicudo de Brito.

NOTA: Há aqui uma grande chance de decendermos de um desses Bicudo, através de Maria Bicudo que se casou com Manuel da Cunha Gago, pais de Guilherme da Cunha Gago, pai de José da Silva Leme, cuja mãe se chamava Méssia da Veiga Leme, conforme está no livro Cambuquira Estância Hidromineral e Climática de Thomé e Manuel dos Santos Brandão.

Seguindo a linha genética temos:

Francisco Bicudo de Brito casou-se com Thomázia Ribeiro de Alvarenga.E, dessa união nasceram os seguintes filhos:

1 – Maria Leme Bicudo
2 – Francisco Bicudo de Brito
3 – Ana Ribeiro

Maria Leme Bicudo casou-se com Cornélio da Rocha. (falecido em 1699), ele filho de Arthur Corte Bello e Madalena…….de tal.
Dessa união nasceu, entre outros:
1 – Cap. Antônio da Rocha Leme, nascido em 03/05/1667 na Freguesia de Santana da Vila de Parnaíba – SP e falecido em Baependi-mg, cidade histórica proxima de Cambuquira.
Cap.Antônio da Rocha Leme, Nascido em 03 de maio de 1667 na Freg. De Santana da Vila de Parnaiba (SP) e faleceu em Baependi –MG que se casou com Antonia do Prado Leme, nascida na Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá (SP) e falecida em Baependi (MG) conhecida também com Antônia do Prado de Quevedo, bisneta do Capitão Francisco de Alvarenga, chegado ao Brasil na companhia de Martim Afonso de Souza, prima em segundo grau do capitão-mór Pedro Dias Paes Leme, pai de Fernão Dias Paes Leme, o bandeirante Fernão Dias.

Antônia, descendia ainda pelo lado materno de João do Prado, nobre fidalgo de Olivença, Portugal, que viera na mesma expedição de Martim Afonso, e que fora Juiz Ordinário em 1588 e 1592 e foi casado com Felipa Vicente, filha de Pedro Vicente, colonizador de S.Vicente, de quem era bisneta, ( conf. Cita Pedro Taques, Vol II, pags. 2 e 2).

O cap. Antônio da Rocha Leme e sua esposa Antônia do Prado Leme ( ou Antônia do Prado de Quevedo) tiveram os seguintes filhos:

1 – Rosa Leme do Prado ( também citada como Rosa Maria do Prado) – nascida em Nossa Senhora da Piedade de Guaratinguetá – SP e falecida em Campanha-MG em 08/08/1750;
2_ Maria Leme do Prado, nascida em 1697 em Guaratinguetá e falecida em Baependi aos 11/07/1756;
3- Miguel de Quevedo;
4- Arthur da Rocha;
5- Lourenço Leme
6- Margarida do Prado Leme
7 -Catharina de Sene Leme; e
8 – Francisca Leme do Prado.

Rosa Leme do Prado se casou com Manuel Nunes Gouveia E, desse casamento descobrimos:

1- Ana Izabel de Goveia ( ou Gouvea)
2 – José Angelo de Gouveia
3 – Antônia do Espírito Santo Gouveia

Nota: Maria Leme do Prado, irmá de Rosa, foi a esposa de Cel. Thomé Rodrigues Nogueira do Ó, e deixou uma vasta descendência na região, inclusive Campanha e Cambuquira, entre eles praticamente todos os Nogueira, Nogueira da Gama, Paiva, etc.

Anna Izabel de Gouvea casou-se com Bernardo da Cunha Cobra, filho de Domingos Rodrigues Cobra e Antônia Maria de Jesus, que nasceu em 19/07/1705 em Almada, PT e faleceu em Campanha em 16/03/1765 com 59 anos.
Desse casamento nasceram os seguintes filhos:

1- Cap.Domingos Rodrigues Cobra
2- Jerônima Maria de Jesus ( * em Baependi em 1736)
3- Manuel Cobra
4- Maria da Conceição Cobra
5- Joaquim Cobra
6 – Inácio Manuel Cobra
7 – Maria Joaquina de Gouvea
8 – Antonio Cobra
9 – Maria de Jesus
10- Bernardo da Cunha Cobra (Filho) crismado em 02/06/1753
11- José Rodrigues Cobra
12- Ana Cobra

Maria Joaquina de Gouvea casou-se com Bonifácio Borges da Costa (Piranga) , filho de Miguel Borges da Costa e Tomásia Gonçalves de Moraes.

Filhos do casal:

18)Manuel Borges da Costa, que se casou com Ana Francisca de Jesus (*)filha Francisca Tereza de Jesus e João Antônio da Fonseca,sendo Francisca filha de Júlia Maria da Caridade e de Diogo Garcia da Cruz.

NESSE PONTO ACONTECE O CRUZAMENTO DE DESCENDENTES COM DESCENDENTES DE WILLEM LEM, esses outros ainda sem a identificaçãodo link que os liga ao patriarca belga.

Conforme consta no trabalho de Tomé dos Santos Brandão e seu filho Manoel dos Santos Brandão, o pai que foi prefeito da cidade e o filho médico estudioso das águas minerais, os LEMES de Cambuquira descendem de MÉCIA DA VEIGA LEME. Essas informações descritas no Livro Cambuquira Estância Hidromineral, foram coletadas de trabalho de José Guimarães, um descendente da família Cambuquirense que por sua vez teve o auxílio do Padre José do Patrocínio Lefort, natural da cidade de Campanha e estudioso das famílias ligadas àquela antiga cidade-mãe do Sul de Minas.
As origens de Mécia da Veiga Leme ainda são obscuras, mas considera-se que ela descenda de Braz Esteves Leme, um dos filhos de Braz Teves e Leonor Leme ( filha de Pedro Leme e Luzia Fernandes, naturais de Ilha da Madeira) e também de Bartolomeu Bueno da Veiga ou de algum parente do mesmo, vindos para o Brasil na mesma época e residentes em Mogi das Cruzes(SP) ou Baependi(MG).
Mécia da Veiga Leme e Guilherme da Cunha Gago ( filho de Manoel da Cunha Gago e Maria Bicudo) são os pais de JOSE DA SILVA LEME.

NOTA :Conforme publicação feita pelo Arquivo Público do Estado de S. Paulo, Campanha, a cidade-mãe do Sul de Minas, elevada à condição de Freguesia em 1739, recebera grande quandidade de paulistas vindos, na sua maioria, de Jacareí, Taubaté, Atibaia, Guaratinguetá e Mogi das Cruzes. Com esse desenvolvimento, a vil passou a se chamar Santo Antônio do Vale da Piedade da Campanha do Rio Verde, hoje chamada só de Campanha.

SILVA LEMES e nossa “grande árvore”. (SUJEITO A CORREÇÕES)
Embora os “Lemes” tenham chegado ao Brasil muito antes de outras famílias que compõem a nossa árvore genealógica, a nossa grande árvore completa, até o presente momento de minhas pesquisas tem como base a árvore de Julia Maria da Caridade , uma das “Três Ilhoas” tratadas na obra de mesmo título de nosso parente mais ilustre, nascido em Cambuquira, o advogado Dr. José Guimarães.
Talvez seja a mesma genética da curiosidade presente em Guimarães, que esteve presente em outro parente mais distante, o também advogado e engenheiro Dr. Luiz Gonzaga da Silva Leme, Pedro Taques de Almeida Leme, ambos paulistas, o segundo usado como referência pelo segundo, e está em mim, Gilberto da Silva Lemes, também bacharel em Direito e em outros membros da família, como Daniel de Vilhena Lemes, que sei elaborou um “book genealógico” da família com o material que possuía e Almir Ferreira Lopes, bisneto do Capitão Cláudio e fotógrafo profissional residente em Campanha – mg, que também tem um grande repertório de fotos de família.

Vamos à história:

Conforme foi dito acima, José Guimarães, tendo como base também os trabalhos de outros estudiosos do assunto, entre eles Monsenhor Jose do Patrocínio Lefort, padre em Campanha-mg, chegamos à Ilha do Fayal no arquipélago dos Açores, território Português.
Foi em Faial que nasceu JULIA MARIA DA CARIDADE, às sete horas da tarde do dia 08 de fevereiro de 1707, na Freguesia de N.S. das Angústias, Vila da Horta, sendo filha de Manuel Gonçalves e Maria Nunes.
Com o falecimento de seu pai, sua mãe e suas duas irmãs acompanharam o genro, esposo de Antônia da Graça, e rumaram numa caravela para os domínios portugueses na América, nesse caso, destinados à colonização do Uruguai, naquela época conhecida como Sacramento, Província Cisplatina, etc.
A sua vinda para o Brasil se deve, talvez, a um ato de insubordinação, ou de mudança de planos do reino, que fez com que 150 colonos açorianos destinados àquela colônia descessem no Rio de Janeiro, sendo que grande parte destes subiram a Serra da Mantiqueira vindo colonizar o Sul de Minas, Vale do Paraíba, Interior de São Paulo, entre outros lugares. Isso aconteceu por volta de 1723.
Um ano depois da chegada à região do Rio das Mortes, hoje São João Del Rey, a jovem Júlia com 17 anos casa-se com DIOGO GARCIA DA CRUZ, com 34 anos, em 29. de junho de 1724.
Desse casamento, nasceram 14 filhos:

1) – Ana Maria do Nascimento
2) _ Helena Maria de Jesus
3) _ Maria do Espírito Santo
4) _ José Garcia
5) _ Júlia Maria do Nascimento
6) _ Diogo Garcia (filho)
7) _ Tereza Maria de Jesus
8) _ Catarina Maria do Espírito Santo
9) _ João Luiz Gonçalves (ou Garcia)
10) _ Madalena Maria de Jesus (Garcia)
11) _ Manoel Gonçalves Correa (Padre)
12) _ Antonio
13) _ Francisca Tereza de Jesus
14) _ Mateus Luiz Garcia.

Nós descendemos de FRANCISCA TEREZA DE JESUS.

Francisca Tereza de Jesus nasceu em São João Del Rey, cujo registro de batismo consta de 17.09.1748 e faleceu em 13.04.1785. Casou-se em 14.10.1765 com JOÃO ANTONIO DA FONSECA que faleceu em 22.05.1808 Ambos foram sepultados na capela de Três Corações-mg.
Antônio foi nomeado Guarda-Mor de Conceição do Rio Verde em 1780.
Viúvo se casou com Josefa Gonçalves de Morais filha de Miguel Borges da Costa e Tomásia Gonçalves de Morais (que entram na nossa árvore mais adiante)

Desse casamento, resultaram nove filhos (netos de Júlia Maria da Caridade e Diogo Garcia), a saber:

1–Júlia Maria da Caridade (neta)
2–José Antônio da Fonseca (alferes)
3-Tereza Maria da Fonseca
4_João Antonio da Fonseca (alferes)
5_Antonio Joaquim da Fonseca
6_Manuel
7_Manuel
8_Francisca Tereza de Jesus (filha)
9_Ana Francisca de Jesus

Nós descendemos de Ana Francisca de Jesus, a última filha de Francisca e Antônio acima.

Ana Francisca de Jesus nasceu em 21.11.1784, creio que em Campanha (ou mesmo Cambuquira que naquela época era um distrito daquele centro regional) e em 30.05.1799 casou-se com MANUEL BORGES DA COSTA (filho de Bonifácio Borges da Costa e Maria Joaquina de Gouvêa).
O casal fora proprietário da Fazenda Congonhal, hoje de propriedade dos herdeiros de José Generoso de Carvalho.
Ana Francisca faleceu em 12.03.1833 com testamento, onde constam os nomes dos seus 11 filhos (bisnetos de Júlia Maria da Caridade):

Desses 11 filhos de Ana Francisca e Manuel Borges da Costa, sete se uniram a Lemes, começando aqui, propriamente dito, a nossa entrada na árvore que começa na Ilha do Faial com os pais de Júlia Maria da Caridade.

Os filhos:

1-Francisca de Paula Galdina; c/c Domingos José da Silva (Domingos da Silva Leme, filho do Furriel José da Silva Lemes);
2-Adriana Maria de Jesus;
3-Francisco Borges da Costa (Capitão)
4-Antônio Borges da Costa; c/c Feliciana da Silva Gularte (neta de José da Silva Leme).
5-Joana Vitória Borges da Costa
6-Alexandrina Maria de Jesus c/c José Vicente da Silva Lemes (dando origem, através de seu filho Antônio Germano da Silva Lemes, aos Germanos).
7-Feliciana Maria de Jesus c/c com Antônio Joaquim da Silva Lemes, de onde se vem Capitão Cláudio Amâncio da Silva Lemes e Dr. José Guimarães.
8-Inácio Borges da Costa c/c Bárbara Maria de Jesus, filha de Vicente da Silva Leme, em primeiras núpcias.
9-Maria do Carmo de Jesus c/c João Evangelista da Silva Lemes (filho de Vicente da Silva Leme)
10-Cândida Maria de Jesus c/c Alferes Tomé da Silva Lemes (filho de Vicente da Silva Lemes) – a sua neta Cândida Maria de Jesus, ou Cândida da Silva Lemes (filha de seu filho Antônio dos Reis da Silva Lemes) se casou com Ildefonso da Silva Lemes (filho de Francisco Sebastião da Silva Lemes e Maria do Carmo da Silva Lemes), dando origem aos “Lifonsos”.
11-José Borges da Costa (falecido na infância).

Aqui começa a geração dos Silva Lemes, que descendem do Furriel JOSÉ DA SILVA LEME , através de seu filho VICENTE DA SILVA LEME e ESCOLÁSTICA JOAQUINA DO MONTE CASINO (ou Escolástica Joaquina Ribeira, já que era filha de Tomé Martins Ribeiro, considerado ao lado de seu Tio Tomé Martins da Costa, fundadores de Três Corações).

ATENÇÃO!…: Veja também a árvore de Antônio Martins da Costa, origem dos Martins Ribeiro, de onde vem Escolástica esposa de Vicente, já postado neste blog.

Passáramos agora tratar do tronco do SILVA LEMES, esquecendo os demais bisnetos de Júlia Maria da Caridade.

Os LEMES de Cambuquira, como já disseram em outros artigos publicados e republicados, descendem do Furriel (que era um título militar) JOSÉ DA SILVA LEME, que por sua vez era filho de MÉCIA DA VEIGA LEME e de GULHERME DA CUNHA GAGO.Guilherme era filho de MANOEL DA CUNHA GAGO e de MARIA BICUDO (paulistas de Mogi das Cruzes).
José, nosso avô comum, nasceu no lugar chamado Palmital do Caxambu (hoje área de Caxambu), naquela época Baependi-mg. (conforme levantamentos de José Guimarães e de Monsenhor José do Patrocínio Lefort, padre em Campanha-mg.)

José da Silva Leme casou-se com Rosa Maria Gularte (conforme está escrito no livro de Dr. Manuel dos Santos Brandão sobre Cambuquira.).
Esse casal teve 13(treze) filhos, entre os quais, consegui levantar seis até agora: Vicente da Silva Leme, Domingos ou Manoel da Silva Leme, Ana da Silva Gularte, Joana da Silva Gularte, Francisca da Silva Gularte, Maria Joaquina da Silva Gularte ou Leme).

Nós descendemos de VICENTE DA SILVA LEME, embora haja outros “Silva Lemes” que entram na árvore ainda não identificados que podem ser descendentes dos demais filhos de José e Escolástica.

OS DESCENDENTES DE VICENTE DA SILVA LEME
(levantamento efetuado, embora possa existir outros filhos aqui não elencados).

VICENTE DA SILVA LEME (ainda assinava LEME como seu pai) teve vários filhos, que estamos levantando em nossas pesquisas. Mas, vamos aqui demonstrar aqueles que nosso parente Dr. José Guimarães elencou em sua obra “As Três Ilhoas”, devido ao casamento destes com descendentes de JÚLIA MARIA DA CARIDADE.
O nosso avô não tinha nenhum laço de sangue com essa “ilhoa”, como já pude demonstrar em outros textos. Ele descendia do Furriel (tenente) JOSÉ DA SILVA LEME, que por sua vez era filho de Mécia da Veiga Leme (de onde vem o sobrenome Leme) e de Guilherme da Cunha Gago, filho de Manoel da Cunha Gago e de Maria Bicudo (da mesma família do jurista e político paulista Hélio Bicudo).

Dos filhos de Vicente da Silva Leme que apuramos até o presente momento temos:
1) José Vicente da Silva Lemes (Germanos)

2) Antônio Joaquim da Silva Lemes, (tronco do Cap. Cláudio)

3) Tomé da Silva Lemes, (tronco de Lifonso, Reis, etc)

4) Barbara Maria de Jesus, ( tronco dos Borges da Costa,

5) João Evangelista da Silva Lemes (outros Silva Lemes ainda não apurados)
6) Inácio da Silva Lemes (outros Silva Lemes ainda não apurados)

7) Amaro da Silva Lemes (c/c Ana Luiza (ou Luzia) de Barros * sem ligações com as descendentes de Júlia Maria da Caridade e Diogo Garcia da Cruz.

1)-JOSE VICENTE DA SILVA LEMES (já com o sobrenome alterado para Lemes) nasceu em 1804 e foi batizado em 08.07.1804 em Campanha, e se casou em 1833 com Alexandrina Maria de Jesus (Borges da Costa) que nasceu em 03. l0.1813 em Três Corações-mg.Ele faleceu em Cambuquira em 24.10.1883 e tiveram 11 (onze) filhos:

Tiveram 11 (onze) filhos:

1- Amâncio da Silva Lemes,
2- Quintiliano da Silva Lemes,
3- Francisco Venceslau da Silva Lemes,
4- Justino da Silva Lemes,
5- Honório da Silva Lemes,
6- Antônio Germano da Silva Lemes,
7- Ana Joaquina da Silva Lemes,
8- Maria Luiza (de Jesus) da Silva Lemes
9- Rita Maria de Jesus,
10-Cândida Maria de Jesus,
11-Maria Lúcia de Jesus,

1)-Amâncio da Silva Lemes casou-se com Ana Francisca de Jesus, filha de Antônio Joaquim da Silva Lemes e Feliciana Maria de Jesus em 28.01.1851 na cidade de Campanha – Mg.
Filha:
1.1 Ana Rita da Silva Lemes que casada, antes de 1879, com Manuel Rodrigues da Costa tiveram como um dos 8 (oito) filhos, Armindo Costa, o grande fotógrafo cambuquirense que deixou um enorme acervo de fotos da cidade e de registros da sua época.
Ana Rita foi única filha do casal e Ana Francisca faleceu em 06 de setembro de 1869.

Amâncio se casou novamente, desta vez com Maria Rita das Dores, sua cunhada, com quem teve 13 (treze) filhos:

l.2 – Amâncio da Silva Lemes Junior;
l 3 – Leopoldo Ludovico Lemes;
1.4 – Mariana da Silva Lemes;
1.5 – Henriqueta da Silva Lemes
1.6 – Jose Evandro da Silva Lemes;
1.7 – Manuel Amâncio da Silva Lemes;
1.8 – Joaquim da Silva Lemes
1.9 – Benvinda da Silva lemes;
1.10 – Astolfo da Silva Lemes
1.11 – Feliciana de Lemes;
1.12 – Hercília da Silva Lemes;
1.13 – Augusto Amâncio da Silva Lemes.

2)- Quintiliano da Silva Lemes casou-se com Balbina, filha de Inácio Borges da Costa e Bárbara Maria de Jesus, com geração não informada.

3) – Francisco Venceslau da Silva Lemes casado com sua prima Maria Francisca de Jesus, filha de João Evangelista da Silva Lemes e Maria do Carmo Borges (1883).
Filhos:
3.1 – João da Silva Lemes;
3.2 – Maria da Silva Lemes;
3.3 – Antônio da Silva Lemes;
3.4 – Genoveva Lemes Xavier c/c com Vicente Xavier (Seria dos Xavier do Cervo, área rural de Monsenhor Paulo, antes pertencente à Campanha?);
3.5 – Emiliana Lemes Xavier c/c com José Xavier;
3.6 – Francisco Venceslau da Silva lemes c/c Marieta filha de Antonio dos Reis;
3.7 – Marciano da Silva Lemes;
3.8 – Jose da Silva Lemes;
3.9 – Honória da Silva Lemes.

4) – Justino da Silva Lemes, casado com sua prima Joana Tertuliana de Jesus, filha de Antônio Joaquim e de Feliciana Maria.
Filhos:
4.1 – Olimpio da Silva Lemes c/c com Maria Antônia de Jesus, filha de Antônio Germano da Silva Lemes e Gertrudes Rosa de Lima;
4.2 – Manuel Justino da Silva Lemes;
4.3 – Maria Carolina de Jesus;
4.4 – Antônio Amâncio da Silva Lemes;
4.5 – Domingos das Chagas da Silva Lemes;
4.6 – João Inácio da Silva Lemes;
4.7 – Ana Francisca Maria de Jesus (primeira esposa de Antônio Germano Filho, pai de Toniquinho Germano, e filho de Antônio Germano da Silva Lemes, tratado na letra “g” abaixo);
4.8 -José da Silva Lemes;
4.9 -Adelaide Maria de Jesus.

Observação: No item 4.4 – Antonio Amâncio da Silva Lemes temos, por enquanto o seguinte dado:

Esse quarto filho de Justino e Tertuliana se casou com Cândida Martins Ribeiro, pais de Benjamim Lemes cujos dados de sua descendência descrevo abaixo:

DESCENDÊNCIA DE BENJAMIM LEMES:

Nota: Sua esposa se chamava Luiza Amália Lemes, filha de João Bonifácio Barbosa Martins e Maria Francisca do Nascimento, esta conhecida como Mariquinha, que foi a primeira mulher de Cambuquira a se formar “professora”.
Sua mãe, Cândida, por assinar Martins Ribeiro, por si só, mostra que ela tem algum parentesco próximo com Escolástica Joaquina da Ribeira (ou do Monte Cassino), filha de Tomé Martins Ribeiro e esposa de Vicente da Silva Leme (3º avô), acima.Na minha hipótese particular, tenho que “Cândida” descenda de Tomé Martins Ribeiro (Filho) , o único que realmente carregou o sobrenome do pai e provável ascendente de todos os outros Martins Ribeiro da cidade, inclusive de Lea, esposa de Edson Lemes, neto de Benjamim.
* Esse Tomé se casou com Maria Joaquina da Silva, filha do Furriel José da Silva Leme e Rosa Maria Goulart, prova que os Martins Ribeiro têm grande chance de descender do Furriel José da Silva Leme e de Rosa Maria Goulart (Gularte),citados no início.
Observação:

Benjamim Lemes, o “coletor”(1891-1946) e Luiza(1896-…..) tiveram os seguintes 4 filhos:

Nelson Lemes, já falecido, c/c Maria José, pais de Mario Nelson Lemes e Maria Bernadete c/c Nelson Alves, pais de Gisele e Juliana

Rolando Lemes, já falecido, c/c Elza Gonçalves Lemes, pais de Rosa, Edson e Deuscélia, sendo Edson c/c Lea Amélia Ribeiro, pais de Elizete, Leonardo e Edson Jr.; Elizete c/c Marcelo Azevedo e pais de Pedro e Sophia, nascidos em NY, USA; Leonardo c/c Cristina Alvarenga, pai de Mel. Já Deucélia c/c Gilberto B. Souza, pais de Gabriel e Ana Paula que com Douglas Lemes tiveram Sarah

Cândida Griselda Lemes c/c Manoel de Souza Cardoso( pais de Amalia), mãe de Marina, . Paulino(pai de Rafael), Benjamim(pai de Luiza), Cristina( que é mãe de cinco filhos,alguns dos quais já lhe deram netos); Manuel (todos assinam Lemes Souza Cardoso

Irene Lemes c/c Arcilio Gardona,já falecido, pais de Rui Carlos Gardona ( pai de Rui,Natali e Júlio Cesar), Benjamim Luiz Gardona c/c Maria Aparecida Villamarim (pais de Theo,Cora e Lígia), Eduardo Lemes Gardona c/c Deise, já falecida ( pais de Isabele [mãe de Emanuele], e Eduardo Gardona Jr, que por sua vez é pai de Vitor Nascimento Lemes Gardona); Margarida ( mãe de Amanda) , Maria Laene Lemes Gardona e Maria Inês Lemes Gardona.
VEJA ARTIGO ESPECIAL SOBRE BENJAMIM LEMES (clique aqui)
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5) – Honório da Silva Lemes (Quinto Filho de José Vicente e Alxandrina);

6) – Antônio Germano da Silva Lemes c/c Gertrudes Rosa de Lima (ou Gertrudes Carneiro) que provavelmente era uma cabocla bem morena, já que os seus descendentes (Toniquinho Germano, Chico Germano e irmãos) tinham a pele mais morena, diferente dos seus primos urbanos de tez mais clara.
Filhos:
6.1 José Germano da Silva Lemes c/c com Ester da Silva Lemes c/ sucessão;

6.2 Maria Antônia da Silva Lemes c/c Olímpio da Silva Lemes c/sucessão;
6.3 Antônio Germano Filho, que se casou duas vezes. A primeira com seu parente Ana Francisca Maria de Jesus (03 de maio de 1889), sendo esta filha de Justino da Silva Lemes e de sua primeira esposa Joana Tertuliana da Silva Lemes.
Desta união houve apenas uma descendente:
6.3.1 – Isabel da Silva Lemes, c/c com seu parente Olímpio da Silva Lemes.
Antônio Germano Filho, viúvo casou-se novamente, desta vez com Maria José de Jesus, que veio ser a mãe de:
6.3.2 – Alzira da Silva Lemes,
6.3.3 – José da Silva Lemes,
6.3.4 – Otávio Germano Lemes,
6.3.5 – Francisco Germano Lemes,
6.3.6 – Sebastião Germano Lemes e
6.3.7 – Antônio da Silva Lemes (Toniquinho Germano).
6.3.8- Benedito Germano Lemes
6.3.9- Geralda da Silva Lemes
6.3.10-Etelvina da Silva Lemes

7)- – Ana Joaquina da Silva Lemes c/c com Manuel Antônio da Silva Lemes, filho de Antônio Joaquim da Silva Lemes e de Feliciana Maria de Jesus (Fonseca-Borges da Costa). O casal teve somente um filho de nome José Vicente da Silva Lemes Neto.
7.1 – José Vicente da Silva Lemes c/c duas vezes, sendo a primeira com Maria da Silva Lemes, (irmã de Marfisa da Silva Lemes) filha de Amaro da Silva Lemes e Ana Luzía de Barros; depois se casou com Urbana Ferreira, com geração.
São filhos do primeiro casamento:
7.1.1 – Adolfo da Silva Lemes,
7.1.2 – Arlindo da Silva Lemes,
7.1.3 – Maria da Silva Lemes,
7.1.4 – Mario da Silva Lemes,
7.1.5 – Rita da Silva Lemes
E mais duas filhas com os apelidos “Zuza” (7.1.6) e “Zica” (7.1.7), cujos nomes ainda não conseguimos apurar.
Do segundo casamento, ainda não temos os nomes dos filhos.

8) – Maria Luzia (de Jesus) da Silva Lemes c/c com Manuel Antônio, viúvo de Ana Joaquina sua irmã (letra h). O casal teve os seguintes filhos:
8.1- Honorato da Silva Lemes,
8.2 – Lídia da Silva Lemes,
8.3 – Alexandrina da Silva lemes (esta c/c com Adeládio Ferreira, pais de Maria Ferreira c/c Joaquim da Silva Lemes, filho de Júlio da Silva Lemes e Maria das Dores de Jesus.),
8.4 – Maria das Dores (de Jesus) da Silva Lemes (esta c/c com o Júlio da Silva Lemes, filho de Cândida Maria de Jesus e do Alferes Tomé da Silva Lemes, filho de Vicente da Silva Leme, filho este do Furriel Jose da Silva Leme e Rosa Maria Gularte.);
8.5 – Américo da Silva Lemes c/c com Maria Clara c/sucessão,

8.6 – Manuel Inácio da Silva Lemes c/c Tarcília de Carvalho
que tiveram 9 filhos: (todos com sucessão ainda não apurada.).

8.6.1 – Júlio de Carvalho Lemes,
8.6.2 – Sérgio de Carvalho Lemes,
8.6.3 – Manuel de Carvalho Lemes,
8.6.4 – Antônio de Carvalho da Silva Lemes,
8.6.5 – Jonas Carvalho Lemes,
8.6.6 – Fausto de Carvalho Lemes,
8.6.7 – Joaquim Carvalho Lemes,
8.6.8 – Geralda Carvalho Lemes
8.7.9 – e José Ambrósio Carvalho Lemes

9) – Rita Maria de Jesus c/c João Correa de Carvalho, pais de Maria Lemes Carvalho, esta casada com José Pompeu da Silva Filho, filho de José Pompeu da Silva e Francisca Ferreira Rodrigues, origem dos “Pompeu” de Cambuquira e Três Corações. Descendente destes José Pompeu Neto (Juca Pompeu) tinha uma propriedade no Congonhal e sua esposa era da Família Mafra. Este senhor, aos 91 anos de idade cuidava dos papéis de sua propriedade e todo ano ia até a repartição fazendária atualizar o seu cadastro. Muito gentil, sempre levava um “queijinho” de presente para os funcionários.

10) Cândida Maria de Jesus c/c com Manuel Borges da Costa, filho de Inácio Borges da Costa e Maria do Carmo de Lima (segunda esposa) e, portanto cunhada de Ana Vitória Borges, esposa do Capitão Cláudio Filhos:
10.1 – Alexandrina Rosalina da Costa c/c Jonas Martins Ribeiro,
10.2 – José Lemes Borges,
10.3 – Manuel Borges da Costa Filho,
10.4 – e Candido Borges da Costa.

11) Maria Lúcia de Jesus c/c com seu tio Inácio da Silva Lemes (filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino – estes: ele, filho do Furriel José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte; ela, filha do alferes Tomé Martins Ribeiro e Maria Inácia de Jesus).

DESCENDENTES DE ANTONIO JOAQUIM DA SILVA LEMES E FELICIANA MARIA DE JESUS (da Fonseca /Borges da Costa)

Casaram-se em entre 1833 e 1850 – ele, filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino (Martins Ribeiro), neto, portanto do Furriel José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte pelo lado paterno e do Alferes Tomé Martins Ribeiro e Maria Inácia de Jesus – José da Silva Lemes, filho de Guilherme da Cunha Gago e de Mécia da Veiga Leme, neto do lado paterno de Manoel da Cunha Gago e Maria Bicudo.

Tiveram os seguintes nove filhos:
1- Ana Francisca de Jesus,
2- Manuel Antonio da Silva Lemes,
3- Joana Tertuliana de Jesus, * que se casou com Justino da Silva Lemes, acima identificado, avós de Benjamin Lemes,o *Coletor”.
4- Isabel Maria de Jesus,
5- Antônio José da Silva Lemes,
6- Cláudio Amâncio da Silva Lemes
7- Maria Rita das Dores,
8- Feliciana Erotildes da Silva Lemes,
9- Joaquim Chagas da Silva Lemes.

1 – Ana Francisca de Jesus c/c seu primo Amâncio da Silva Lemes, filho de José Vicente da Silva Lemes (já descrito no tronco deste) com 11 filhos;

2 – Manuel Antônio da Silva Lemes c/c com sua prima Ana Joaquina, filha de José Vicente. Tiveram os seguintes filhos:
2.1 – José Vicente da Silva Lemes Neto (que com Maria José tiveram 7 filhos já descritos no tronco de seu pai acima).
Casou José Vicente Neto novamente com Urbana Ferreira…
Manuel, viúvo casou-se com Maria Luiza de Jesus, sua prima e cunhada, com a qual teve mais 7 filhos:
2.2 – Honorato da Silva Lemes c/c sua parente Maria Carolina de Jesus (filha de Justino da Silva Lemes e Joana Tertuliana),
2.3 Lídia Maria de Jesus c/c Tomé Inácio da Silva Lemes, filho de Vicente Maciel da Silva Lemes e Maria Rita de Jesus c/ sucessão,
2.4 Alexandrina da Silva Lemes, etc…
Manuel, viúvo pela segunda vez, casou-se com Deolinda Maria Dias com quem teve mais um filho:
2.5 Antônio Jose da Silva Lemes Sobrinho casado c/ sucessão e outras quatro filhas ainda não identificadas.

3 – Joana Tertuliana de Jesus c/c Justino da Silva Lemes (tronco de Jose Vicente acima e com detalhes da ascendência no item ref a Justino);

4- Isabel Maria de Jesus c/c Honório da Silva Lemes (tronco de José Vicente acima);

5- Antônio José da Silva Lemes c/c Ana Cândida, filha do Alferes Tomé da Silva Lemes, seu tio, e de Cândida Maria de Jesus, com quem teve os seguintes filhos:
5.1 – Antônio José da Silva Lemes Júnior,
5.2 – Cândida da Silva Lemes c/c Samuel Martins Ribeiro c/sucessão,
5.3 – Benvida da Silva Lemes c/c com Ademar Miranda de quem descende José Lemes de Miranda (esposo, já falecido, de Maria Eugênia da Apae/Cambuquira),
5.4 – Silvino da Silva Lemes que se casou três vezes (c/…de Miranda, c/Áurea e c/ Maria José de Vilhena) com sucessão somente da primeira esposa, ainda não identificados por nós.
Antonio José, viúvo, se casou com Inácia Maria de Jesus já viúva também de João Inácio da Silva Lemes, sendo ela filha de José Inácio da Silva Lemes e Maria Cândida de Miranda;

6- Cláudio Amâncio da Silva Lemes, nascido em 1854. Casou-se com D.Vitória (Ana Vitória da Costa) filha de Inácio Borges da Costa e sua segunda esposa Maria do Carmo de Lima. Dessa união não houve filhos.
Cláudio Amâncio, Capitão Cláudio, como ficou conhecido, teve uma filha natural cuja paternidade era negada (ou escondida) durante toda a sua vida, mas que foi a sua herdeira universal conforme testamento.
Essa filha foi D.Efigênia de Azevedo, filha de Justina Azevedo. Depois de casada, Ephigênia (assim se escrevia o seu nome) ganhou o sobrenome Lemes do marido que também era seu parente por parte do pai, Capitão Cláudio. No testamento, Cláudio assegurou o patrimônio para sua filha e netos, clausulando-o que somente os bisnetos teriam a posse e domínio definitivo, algo muito inteligente já que temia deixar desamparada a filha querida.
D. Vitória, se não sabia desse vínculo de sangue com Efigênia, mostrava que desconfiava já que pedia para ver os pés dela para com certeza comparar com os do seu marido. Embora essa desconfiança, ou até conhecimento da hereditariedade da afilhada, como a chamava o capitão, as duas ficaram muito amigas, quase um sentimento de mãe e filha por parte de D.Vitória, que mesmo afastadas com a morte do marido, preferia a companhia da “afilhada aos seus parentes”.

7 – Maria Rita das Dores c/c Amâncio da Silva Lemes (tronco de Jose Vicente acima);

8 – Feliciana Erotildes da Silva Lemes c/c João Barnabé de Souza, este filho de João Bernardes de Souza e Maria Joaquina da Silva (filha de José da Silva Leme e Rosa Maria Gularte) de quem descende via sua filha Elisa Julieta de Souza, o Dr. JOSÉ GUIMARÃES, autor da obra “As Três Ilhoas”, onde consta toda a descendência das filhas de Manoel Gonçalves Correa e Maria Nunes (Helena, Júlia e Maria da Graça), naturais dos Açores, ilhas portuguesas no Oceano Atlântico.
8.1 – Alem de Elisa Julieta que foi casada com Teodorico Ovídio Guimarãess, o casal ainda teve:
8.2 – Maria
8.3 – e Elisa (falecidas na infância),
8.4 – Maria Amália de Souza e Silva c/c Eulálio da Silva (filho de Jose Antônio da Silva e de Vitória Augusta Lemes) que foi diretora do Grupo Escolar Dr.Raul Sá,
8.5 – João Barnabé Filho que foi inspetor de alunos no mesmo colégio de sua irmã,
8.6 – Emiliana Quintina de Souza c/c Antônio Eustáquio de Figueiredo (professora em Carmo do Rio Claro, onde faleceu),
8.7 – 8.8, 8.9 e 8.10 – gêmeas duas vezes e felecidas,
8.11 – Silvina Celina de Souza c/c com João de Matos Mello (falecida em São Paulo onde deixou descendentes, inclusive Onissis Melo Lavieri),
8.12 – Ermelinda de Souza Maia c/c Oriosto da Silva Maia c/ sucessão deixada em São Paulo, Campanha, Soledade de Minas (José de Souza Maia c/c Maria de Lourdes Vieira) e um descendente casado com Maria das Graças Lemes (filha de Sebastião Germano Lemes, irmão de Toniquinho Germano, ambos de Cambuquira-mg),
8.13 – Emilia de Souza Lemes c/c com Derval da Silva Lemes (filho de Domingos da Silva Lemes e Rita de Oliveira Lemes) que tiveram os filhos:
8.13.1 – José Natal da Silva Lemes c/c Sabina Carvalho Lemes, filhos:

8.13.1.1 – Olavo Lemes e
8.13.1.2 – Gildardo Lemes.
8.13.1.3 – Gilberto Lemes
8.13.2 – Maria Leonor Lemes c/c João Lopes de Siqueira, filhos:
8.13.3 – Celso, Antônio Marcos, João Lopes Filho,
8.13.4 – Francisco conhecido por Chiquito que faleceu solteiro em 1922,
8.13.5 e 8.13.6 – José e José falecido na infância,
8.13.6 – Fernando (falecido na infância),
8.13.7 – Mario Lemes de Souza c/c Francisca Ferreira de Souza com sucessão,
8.13.8 – Maria Jose de Souza Lemes c/c Júlio de Carvalho Lemes c/ sucessão…,

9- Joaquim Chagas da Silva Lemes c/c sua sobrinha Maria Tereza da Silva Lemes (filha de Honório da Silva lemes e Isabel Maria de Jesus), tiveram os filhos:
9.1 – Ernestina da Silva Lemes,
9.2 – Armelinda da Silva lemes (c/c João Lemes, filho de Antônio José da Silva Lemes e de Maria do Carmo de Souza) com sucessão,
9.3 – Joaquim Chagas Filho,
9.4 – Jose Chagas da Silva Lemes,
9.5 – Isabel da Silva Lemes,
9.6 – Armindo da Silva Lemes,
9.7 – e Ademar da Silva Lemes. (Seria esta a ascendência de Jose Chagas da Fonseca?).

DESCENDENTES DO ALFERES TOMÉ DA SILVA LEMES E CÂNDIDA MARIA DE JESUS (Fonseca/Borges da Costa)

Tomé, filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino (Martins Ribeiro) casaram-se antes de 1850, tendo Tomé falecido em 31. de maio de 1874. O casal teve 13 (treze) filhos, a saber:

1-Vicente Maciel da Silva Lemes, que casado com Maria Rita de Jesus, filha de Inácio Borges da Costa e sua primeira mulher Bárbara Maria de Jesus (Lemes conhecidos na época como Vicente do Alto e Rita do Alto) tiveram os filhos:
1.1- Saturnino da Silva Lemes(faleceu solteiro);
1.2– Tomé Inácio da Silva Lemes c/c sua parente Lídia Maria de Jesus (filha de Manuel Antônio da Silva Lemes e sua segunda esposa Luiza de Jesus)- tiveram um filho identificado por Guimarães:

1.2.1 _ Vicente da Silva Lemes c/c Maria do Carmo, filha de Felício da Silva Lemes e Inácia Cândida da Silva;

1.3- José da Silva Lemes que parece ter se casado com Rita Honória da Silva Lemes (filha de João Evangelista da Silva Lemes Filho e de sua segunda esposa Maria Rita da Silva Ferret) sem sucessão;

1.4- Ana Cândida da Silva Lemes c/c Joaquim das Chagas da Silva Lemes;
1.5- Inácia Cândida de Jesus c/c José Borges da Costa Júnior;
1.6- João Inácio da Silva Lemes c/c Maria Esméria da Costa Lemes;

2- Antônio dos Reis da Silva lemes, que se casou em primeiras núpcias com Marfisa da Silva Lemes (filha de Amaro da Silva Lemes e Ana Luzia de Barros). Este Casal teve os seguintes filhos:

2.1 – José dos Reis (falecido solteiro);

2.2 – Júlio dos Reis, que se casou com Andrelina Xavier de Araújo (filha de Joaquim Xavier de Araújo e de Rita Xavier de Araújo), com as seguintes filhas:

2.2.1 – Maria Aparecida Lemes, que em 1916 casou-se com o seu tio, irmão de Júlio, Antônio dos Reis da Silva Lemes Filho (Nico Reis), vindo a serem pais de: Silvio Lemes Reis, Nelson Lemes Reis, Honorinha, etc…

2.2.2 – Rita Reis Lemes, c/c Nestor Lemes (Nestor Sabiá), sendo ele filho de Felício da Silva Lemes e de Umbelina Cândida da Silva Lemes. O casal teve uma filha, e um filho desta casou-se com filho de Benedito Augusto Ribeiro (KTT) também com sucessão.

2.3 – Rosenda dos Reis (faleceu solteira);

2.4 – Mariana Reis c/c Manuel Amâncio da Silva Lemes (filho de Amâncio da Silva Lemes e sua segunda esposa Maria Rita das Dores) com sucessão;

2.5 – Cândida da Silva Lemes c/c com Ildefonso da Silva Lemes (filho de Francisco Sebastião da Silva Lemes e de Maria do Carmo da Silva Lemes) com sucessão;

2.6 – Marieta Reis c/c Francisco Venceslau da Silva Lemes Filho (filho de Francisco Venceslau da Silva Lemes e Maria Francisca de Jesus), com sucessão;

2.7 – Ana Josefina Lemes c/c João Flauzino Pereira, filho de Cassimiro Alves Pereira e de Jovita Alves Pereira com sucessão;

2.8 – Antônio dos Reis da Silva Lemes Filho c/c sua sobrinha (item 2.2.1 acima);

O Sr. Antônio dos Reis (pai) viúvo se casou novamente, desta vez com Maria Carolina Silva (filha de Antônio da Silva e de Vitalina da Silva Lemes) e tiveram mais 2 (duas) filhas:

2.9 – Eurídice dos Reis c/c João Batista de Souza Filho (filho de João Batista de Souza e sua segunda esposa Filomena Maria de Jesus) com sucessão ainda não apurada por nós;

2.10 – Maria de Lourdes, conhecida como Lurde Mumbuca, c/c Joaquim de Souza (filho de Joaquim Felizardo e de Maria de Souza) com sucessão apurada até agora:

2.10.1 – Pepe (nome ainda não identificado)
2.10.2 – Alfredo Souza.

3-Maria Nélia de Jesus (ou Maria Amélia) c/c Francisco Borges da Costa Júnior (filho de Francisco Borges da Costa e Eliodora Maria do Espírito Santo) com sucessão ainda não idenficada.

4-Inácio da Silva Lemes c/c Cândida da Silva Lemes (Candinha) s/sucessão.
5-Pedro da Silva Lemes c/c Margarida Carneiro.

6-Ana Cândida (da Silva Lemes) c/c Antônio José da Silva Lemes (irmão do CapitãoCláudio, com sucessão).

7-Aurora Maria de Jesus, c/c Antônio Martins Rodrigues (filho de José Martins Rodrigues e de Carolina de Barros Rodrigues) com sucessão;

8- Domingos da Silva Lemes, c/c Rita de Oliveira. O casal teve os filhos:

8.1 – Mario da Silva Lemes c/c Alaíde Sério Leme (filha de Vicente Garibaldi Sério e Honória da Silva Lemes – ( Seria aqui a origem de Vicente Lima Lemes, advogado em Cambuquira?)),
8.2 – João Egídio da Silva Lemes (João do Zico?) c/c Ana da Silva Lemes;

8.3 – Derval da Silva Lemes c/c Ercília de Souza Lemes (filha de João Barnabé…);

8.4 – Domingos da Silva Lemes c/c Idalina da Silva Lemes c/ sucessão;

8.5 – Henriqueta da Silva Lemes c/c Benjamim Amorim

8.6 – Maria Clara da Silva Lemes c/c Américo da Silva Lemes…

8.7 – Benjamim Lemes (ou Benjamim da Silva Lemes) c/c Inácia Lemes Borges (Filha de Candido da Silva lemes e de Maria Inácia de Lima) com sucessão;

8.8 – Juvenal da Silva Lemes que faleceu solteiro.

9 – Emílio da Silva Lemes c/c Delminda de Oliveira (irmã de Rita Oliveira item oito acima) e tiveram os seguintes filhos:

9.1 – José Hilário da Silva Lemes c/c Bernardina de Moura (filha de Antônio de Moura e de Ana Moura) com sucessão;

9.2 – Joaquim da Silva Lemes c/c Joana (filha de João da Silva Lemes e Inácia da Silva Lemes) com sucessão;

9.3 – Ana da Silva Lemes c/c Jose de Amorim (filho de José Henrique de Amorim) com sucessão;

9.4 – Benjamim da Silva Lemes (ou Benjamim Lemes)… (?) Este casado com Maria Inácia ( filha de Cândido MARTINS RIBEIRO e Maria da Silva Lemes) c/sucessão;

9.5 – Maria da Silva Lemes c/c Sebastião da Silva (filho de Luiz Raimundo da Silva e Maria Patrocínio Silva);

9.6 – Joana da Silva Lemes c/c Afonso Xavier;

9.7 – Luiz da Silva Lemes c/c Maria da Silva Lemes (filha de Américo da Silva Lemes e Maria Clara…).

9.8 – Mandica (não temos o nome certo;

9.10 – Alzira Aparecida Lemes (faleceu solteira?)

10 – Júlio da Silva Lemes c/c sua parente Maria das Dores de Jesus (filha de Américo da Silva Lemes e Maria Clara da Silva Lemes) com sucessão (6 filhos):
10.1 – Arlindo Bruno da Silva Lemes c/c Rita Goulart;

10.2 – Luiza Dias Lemes c/c Marciano Borges da Costa (filho de Olimípio Borges da Costa e Maria Borges da Costa);

10.3 – Joaquim da Silva Lemes c/c Maria Ferreira (filha de Adeládio Ferreira…) com sucessão;

10.4 – Augusta Dias Lemes (faleceu solteira);

10.5 – Júlia Dias Lemes (faleceu solteira);

10.6 – Divina Dias Lemes (faleceu solteira);

10.7 – Ana Dias Lemes c/c Adolfo Lemes (filho de Jose Vicente da Silva Lemes Neto e Maria da Silva Lemes);

10.8 – Francisca Dias Lemes c/c João Fernandes Filho (filho de João Fernandes e…) com sucessão.

11 – Jeremias da Silva Lemes c/c Maria de Brito (filha de Graciano de Brito e de Antônia de Brito) com sucessão;
Filhos:
11.1 – Jose da Silva lemes;
11.2 – Jeremias da Silva Lemes Filho c/c Marieta da Silva Lemes com sucessão. (Jeremias aos 91 anos ainda dirigia a sua chevrolet caravan para ir a repartição fazendária em Monsenhor Paulo-mg , onde tinha uma propriedade rural, onde o conheci e ainda sem saber o seu nome vi nele a feições dos parentes de Cambuquira. Idenfiquei-me para ele. Assim, toda vez que ele chegava lá já me falava:
“___Como vai parente?”

11.3 – Júlio da Silva Lemes c/c Margarida de Brito (filha de Graciano de Brito e…);
11.4 – Anita da Silva Lemes c/c José Boaventura (filho de Boaventura Villamarim e Henriqueta de Oliveira);
11.5 – Alice da Silva Lemes – faleceu solteira;
11.6 – Maria Isabel da Silva Lemes c/c Tomás de Aquino (filho de Francisco Rafael de Araújo e de Olímpia de Araújo) com sucessão.

12 – Cândido da Silva Lemes c/c Maria Inácia de Lima (filha de João Antônio Borges e Inácia Maria de Jesus), que tiveram os seguintes filhos:

12.1 – Inácia Borges da Silva Lemes c/c Benjamim Lemes (ou Silva Lemes), filho de Domingos da Silva Lemes e de Rita de Oliveira (ver item 8.7 acima) com sucessão;
12.2 – Benedito da Silva Lemes c/c Moralina da Silva Lemes, c/ sucessão;
12.3 – Ana Cândida Lemes c/c Juvenal Martins Rodrigues (filho de Antônio Martins Rodrigues e de Aurora Maria de Jesus) com sucessão;
12.4 -… Lemes (com apelido de “Zica” ou “ Ica”), que creio ser Maria José Lemes casada com Antônio Germano Filho, pais de Toniquinho Germano e irmãos já tratados no tronco dos descendentes de José Vicente da Silva Lemes;
12.5 – Vitória Lemes c/c Pedro Ribeiro c/ sucessão;
12.6 – José da Silva Lemes c/c Georgina Ribeiro c/sucessão;
12.7 – Cândida da Silva Lemes c/c Joaquim Moura (filho de João Moura e…) com sucessão.

13 – Filomeno da Silva Lemes c/c Olímpia da Silva Lemes (filha de Honório da Silva Lemes e de Isabel Maria de Jesus) com sucessão.

BEM, ESTES SÃO OS SILVA LEMES QUE DESCENDEM DE JÚLIA MARIA DA CARIDADE E DOS MARTINS RIBEIRO, QUE CONSEGUIMOS APURAR GRAÇAS AO TRABALHO DO NOSSO PARENTE DR JOSÉ GUIMARÃES.

EXISTE UM GRANDE NÚMERO QUE, EMBORA DESCENDENDO DE JOSÉ DA SILVA LEME E ROSA MARIA GULARTE, NÃO DESCENDEM DE JÚLIA. DESCENDEM DOS MARTINS RIBEIRO, OU ATÉ NÃO TÊM VÍNCULO NENHUM COM ESSAS RAIZES, CUJOS DESCENDENTES SE UNIRAM AOS PARENTES, O QUE PARECE TER ACONTECIDO JÁ QUE NÃO CONSEGUI DESCOBRIR LIGAÇÕES NA PRESENTE ÁRVORE, A NÃO SER DOS DESCENDENTES DESTES.
É O CASO DE FRANCISCO SEBASTIÃO DA SILVA LEMES,MEU TRISAVÔ E DOS PARENTES APELIDADOS DE LIFONSOS (DESCENDENTES DE QUINCA LIFONSO E DE JOSÉ LIFONSO), FELÍCIO DA SILVA LEMES, ETC.
ESPERO QUE ALGUM PARENTE INTERESSADO NO ASSUNTO NOS DÊ INFORMAÇÕES PRECISAS SE SOUBER SOBRE ESSAS ORIGENS.

* AMARO DA SILVA LEMES C/C ANA LUIZA DE BARROS: (25/01/2009)

Filhos descobertos até agora:

1) Marfisa da Silva Lemes

2) Antônio José Lemes da Silva (ou da Silva Lemes)

3) supostamente: Francisco Sebastião da Silva Lemes

Veja novos dados em

http://silvalemes.blogspot.com

a serem atualizados neste blog.

15 Respostas to “0 O Livro dos Leme – Origem da Família Leme – Os primeiros paulistas”

  1. Daniel Lemes Says:

    É muito difícil pesquisar genealogias! Procuro qualquer dado anterior aos meus bisavós, mas não encontro nada. Se alguém souber me dizer se Lemes de Carvalho pode ser oriundo do Lem por favor me informe.
    Será que o Carvalho Lemes tem alguma relação com Lemes de Carvalho? Até onde sei, meu bisavô, que trouxe o Lemes de Carvalho, só veio de Portugal (Ilha da Madeira, se estiver certo), para a região de Ribeirão Preto, por volta de 1920.

  2. claudinei oliveira Says:

    minha familia mais antiga também é LEME o pai do meu tataravô era JOSE LEME e casou- se em 1830 em Tatui sp e o pai dele se chamava MIGUEL LEME sei que Jose Leme nasceu em Sorocaba e que sua mae era Antonia de Arruda. mas eu nao consegui ir alem disso. encontrei muitos LEMES mas nao sei a qual ramo pertencer. pois na regiao de Sorocaba havia muitos.

  3. antonio olimpio lemes coutinho Says:

    eu antonio olimpio lemes coutinho nome para ser correto seria antonio olimpio coutinho leme pai olimpio lemes coutinho correto seria olimpio coutinho leme pai antonio leme possivel silva no nome pai anselmo leme de onde tenho as seguintes informacao meu bisavo era de sto antonio da figueira regiao de bauru sp ou jau sp pequena vila que hoje deve ter mudado de nome sem mais

  4. Gilberto Lemes Says:

    Todos os Leme e Lemes têm a mesma origem descrita no trabalho acima que foram baseados em pesquisas realizadas no século passado por Pedro Taques de Almeida Leme, Luiz Gonzaga da Silva Leme, Ruud Lem e José Guimarães.
    A Genealogia Paulistana, base dessas pesquisas é muito extensa e foi editada em 1905. De lá para cá não houve trabalhos de complementação a não ser alguns trabalhos de grupos familiares, como foi o caso da obra “As Três Ilhoas” de José Guimarães, onde ela trata de suas origens e dentro dela inclui uma parte de sua origem, a da sua mãe “Silva Lemes”.
    Com o surgimento da Internet, isso parece ter ficado mais fácil, no entanto, poucos tiveram acesso aos dados mais antigos e sem saber o nome dos antepassados mais distantes fica difícil descobrir mais ou mesmo “Lincar” esses dados aos existentes nos trabalhos citados.
    A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon) sediada nos Estados Unidos disponibiliza alguns dados que coletou pelo mundo, inclusive no Brasil, onde se pode ter acesso a milhares de dados (batismo, casamentos, óbitos, etc) digitalizados em comum acordo com a Igreja Católica, antiga detentora do cargo de registro anterior à era dos cartórios.
    Por outro lado, os governos têm sido omissos pois o que fez a Igreja Mórmon deveria ter sido feito por algum órgão público, inclusive para garantir o direito de todos em saber as suas origens. Sem isso, muitos dados vão se perdendo com o tempo e já fica hoje impossível de se ler com exatidão nomes e datas nos registros antigos.
    Saudações,
    Gilberto Lemes

  5. Rafael Leme Says:

    Na minha cidade (Pedra Bela-SP, que faz divisa com o sul de minas, e que fica cerca de 223Km de Cambuquira e Campanha) á muitos com o sobrenome Leme, meu bisavô paterno tem este sobrenome “Augusto Leme”, sempre fui muito interessado sobre a árvore genealógica da minha família no entanto é muito difícil obter registros antigos mesmo o sobrenome Leme sendo muito predominante por aqui, mas este documento é com certeza um dos mais úteis que encontrei até agora….

  6. Patrick Mateus Lemes Monteiro Says:

    olá consegui encontrar muitas pessoas através da genealogia paulistana, mas empaquei em alguns nomes, por exemplo, Bartholomeu Monteiro cc Ana Leme pais de Francisca Leme Cabral , Francisco Paes cc Catarina de … pais de Daniel Paes Soares cc Francisca Leme Cabral, pelo que pude perceber minha arvore vai se entrelaçando, onde varios sobrenomes chegam aos Lemes, meu avô paterno é José Lemes Monteiro acredito que de Pindamonhangaba e minha avó Maria rita Paes ( Monteiro Paes)de Guaratinguetá, mas foi através dos monteiro paes da minha avó que cheguei até Martim Lems

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