0 2 Maximina Augusta de Melo e sua família de bandeirantes, paulista de 500 anos

A Melhor História dos Leme é esta:

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A ORIGEM A A PRIMEIRA GERAÇÃO DOS LEME – O texto mais bem documentado e atual

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SOBRE O MARIDO de leonor leme BRAS ESTEVES – VEJA VÁRIOS ESTEVES EM OBIDOS MEDIEVAL:

Ela declara ser de òbidos no processo do padre Anchieta

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Vinte 20 Gerações de LEME

Do ano de  1.410 +- quando nasceu Maerten Lem até o ano de 2.010, 600 anos,  deu 20 gerações.

  1. Maerten Lem (Martim Leme) teve filhos naturais com Leonor Rodrigues
  2. António Leme   c/c  Catarina de Barros, mas não sabemos se Antão Leme é filho de Catarina ou filho natural
  3. Antão Leme  c/c ?………………
  4. Pedro Leme –c/c Luzia Fernandes
  5. Leonor Leme -c/c Brás Es Teves
  6. Aleixo Leme -c/c Inês Dias
  7. Luzia Leme -c/c Francisco de Alvarenga
  8. Tomázia Ribeira de Alvarenga –c/c Francisco Bicudo de Brito
  9. Maria Leme Bicuda   – c/c   Cornélio da Rocha
  10. Antônio da Rocha Leme  c/c  ?Antônia do Prado de Quevedo?
  11. Maria Leme do Prado  -c/c     Tomé Rodrigues Nogueira do Ó
  12. Ana de Jesus Nogueira –c/c Antônio de Souza Ferreira
  13. João de Souza Nogueira –c/c Maria Teodora de Barros Monteiro
  14. Maria Cláudia Nogueira –c/c Antônio Joaquim do Nascimento
  15. Maria Teodora Nogueira (do Nascimento) -c/c  José Alves Faleiros
  16. Maximina Augusta de Melo –c/c Antônio Valim de Melo
  17. Eulina Augusta de Melo Lima –c/c José Joaquim de Lima
  18. Esmeralda de Melo Lima Castro –c/c Aminthas Eudoro de Castro
  19. Luciana de Castro Silveira – Alceu Júlio da Silveira
  20. Paulo César de Castro Silveira -c/c Selma Maria da Silva Silveira

MARTIN LEM

NOSSO TRONCO

NOSSA RAÍZ

MARTIN LEM Casou-se em Setembro de 1467, em Louvain, na Bélgica, com Adrienne van Nieuwenhove, nascida em 1º de Março de 1448, filha de Nicolas van Nieuwenhove e Agnes de Metteneye. Adrienne faleceu em 27 de Março de 1484 (ou 1492), em Bruxelas. Além disso, enquanto morava em Portugal, Martim teve longo relacionamento extra-conjugal com a portuguesa LEONOR RODRIGUES.

Em 1464, seus filhos com Leonor Rodrigues foram legitimados por Dom Affonso V.

Martim faleceu em 27 de Março de 1485, em Louvain, e foi sepultado na igreja de São Donato, em Bruges.

Foi pai de nove filhos e oito filhas:

[de seu relacionamento com Leonor:]

1.1. Luís Leme, nascido em Lisboa. Luís faleceu em Flandres. Solteiro.

1.2. Martim Leme, , nascido em 12 de Novembro de 1450, em Lisboa. Casou-se com […]. Após a morte de sua primeira esposa, Martim casou-se pela segunda vez, com Maria Adão, filha de ADÃO GONÇALVES FERREIRA e de BEATRIZ PIRES (ESTEVES). Martim faleceu em 1487.

Martim foi gentil-homem da Câmara do Imperador Maximiliano I, do Sacro Império.

1.3. João Leme, nascido em 20 de Novembro de 1459, em Lisboa. João faleceu em Funchal, na Ilha da Madeira.

1.4. Rodrigo Leme (Ruy Leme), nascido em 20 de Novembro de 1460.

1.5. Catharina Leme, casada com Fernão Gomes da Mina. Após a morte de Fernão, Catharina casou-se pela segunda vez, com João Rodrigues Paes.

João foi Contador-mor do reino.

1.6. Isabela Leme.

1.7. Maria Leme, casada em Lisboa com Martim Diniz. Maria faleceu em 1490, Lisboa.

1.8. ANTONIO LEME, casado em 1485, em Funchal, com CATHARINA DE BARROS, A NETA, filha de PEDRO GONÇALVES DA CLARA e de ISABEL DE BARROS. NOSSO TRONCO NOSSA RAIZ.

[dO CASAMENTO DE MARTIN LEM com AdrienneNieuwenhove :]

1.9. Charles Lem, nascido em 12 de Julho de 1468. Casou-se com Cornélie Veyse, Dama de Meulebeke, filha de Jean Veyse e de Isabelle de La Douve.

Em 1484, 1490 e 1493, Charles foi Conselheiro em Bruges.

Em 1489, foi preposto da confraria de Saint Sang.

Em 20 de Dezembro de 1491, foi membro da nobre Confraria de Notre Dame de l’Arbre Sec.

Em 1491, foi tesoureiro.

Em 1494 e 1504, foi chef-homme de Bruges.

Em 1504 foi juiz escabino.

1.10. Eleonore Lem, nascida em 1469. Casou-se com Charles de Clercq, filho de Jean de Clercq e de Marie Defevre.

Charles era Cavaleiro, e foi Senhor de Bovekerke.

1.11. Adrien Lem, nascido em 2 de Maio de 1470. Adrien faleceu em 1502. Solteiro.

Em 1494 e 1499, Adrien foi Conselheiro em Bruges.

Em 1498, foi chef-homme de Bruges.

Em 1500, foi oficial do confraria de Saint Sang.

Em 1501, foi juiz escabino.

1.12. Jean Lem, nascido em 9 de Maio de 1472. Casou-se com Jossine van Wulsberghe, nascida em 1472, filha de Jean van Wulsberghe e de […].

Em 1495, Jean foi juiz escabino.

Foi recebedor da prefeitura de Bruges.

Em 1492 e 1503 foi burgomestre de Bruges.

1.13. Marie Lem, nascida em 3 de Junho de 1473. Casou-se com Guillaume Hugonet II, o Saliente, Visconde de Ypres, nascido em 1472, filho de Guillaume Hugonet e de Loyse de Laye. Guillaume II faleceu em 1537.

Guillaume II foi cavaleiro e Senhor de Middelbourg, em Flandres.

1.14. Martine Lem, nascida em 1474. Casou-se Roland van Moerkerke, filho natural de Jacques Moerkerke e de […]. Martine faleceu em 1511, e Roland em 9 de Novembro de 1512, e ambos foram sepultados em Thourot.

1.15. Agnes Lem, nascida em 28 de Abril de 1475. Casou-se com Jean Pascal. Agnes faleceu em 1514.

1.16. Martin Lem, nascido em 8 de Setembro de 1476. Casou-se com Catherine d’Hamer (Catherine d’Hanere), filha de Jean d’Hamer e de Louise de Vleeschhouwer. Após a morte de Catherine, Martin casou-se pela segunda vez, com Jeanne van Eeghem (Jeanne van Eaglen). Jeanne faleceu em 4 de Outubro de 1595, e foi sepultada em Saint André lez Bruges.

Em 1505 e 1532, Martin foi Conselheiro em Bruges.

Em 1513, 1516, 1519, 1523, 1526, 1535 e 1538, foi juiz escabino.

Em 1514, foi chef-homme de Bruges.

Em 1531, foi oficial da confraria de Saint Sang.

Em 1533, foi membro da Sociedade de Saint Georges.

1.17. Catherine Lem, nascida em 1477. Casou-se com Pieter van der Burch (Pierre van der Burgh), filho de Joos van der Burch e de Cathelyne van der Meersch.

Você já viu neste site, as páginas de Maximina, a mais bem nascida de nossas avós, de mais antepassados nobres, de numerosa descendência em Uberaba-MG, nós Lima, os Resende, Valim de Melo, nos Carrilho de Castro, nos Borges, pois bem, aqui, nesta página, a Genealogia dela Bandeirante, ela Maximina que é dos Faleiros de Franca-SP, dos Nogueira de Baependi.

A SUPREMA HONRA DE SER DESCENDENTE DOS BANDEIRANTES:

“Na sua maior parte o Sul do Brasil representa uma conquista dos bandeirantes. À expansão irresistível dessas ondas humanas para as regiões andinas e equinociais deve este país a sua imensidade e a sua configuração territorial, dilatadas e modeladas, ao meio-dia e ao ocidente, pela fortuna da raça indomável, que, em dous séculos de triunfos, estendeu o campo das suas façanhas desde o solo paraguaio até a Bolívia e às antemontanhas peruanas.”
Cassino de São Paulo
Obras Completas de Rui Barbosa.
V. 36, t. 1, 1909. p. 126

Aqui as demais páginas de Maximina: Não deixe de ler e honrá-la:

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PEDRO LEME É PAI DE LEONOR LEME

LEONOR LEME    É  MAE DE    ALEIXO LEME ,,,,ESSE FOI BANDEIRANTE

ALEIXO  LEME   É  PAI  DE     LUZIA LEME

LUZIA LEME     É  MAE DE     TOMAZIA DE ALVARENGA

TOMAZIA         É  MAE  DE    MARIA LEME BICUDA

MARIA LEME  BICUDA      É  MAE DE    ANTONIO DA ROCHA LEME

ANTONIO DA ROCHA LEME       É PAI   DE     MARIA LEME DO PRADO

MARIA LEME DO PRADO é mãe de Ana de Jesus Nogueira

ANA DE JESUS NOGUEIRA é mãe de JOÃO DE SOUZA NOGUEIRA

JOÃO DE SOUZA NOGUEIRA é pai de Maria Cláudia Nogueira

MARIA CLÁUDIA NOGUEIRA é mãe de MARIA TEODORA NOGUEIRA DO NASCIMENTO

MARIA TEODORA NOGUEIRA é mãe de MAXIMINA AUGUSTA DE MELO.

Maria Leme do Prado é mulher de Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, e é  PENTA-AVÓ DE MAXIMINA AUGUSTA DE MELO. 

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PEDRO TAQUES DE ALMEIDA PAES LEME, autor da Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica conta que Pedro Leme embarcou, na Ilha da Madeira e, pelos anos de 1550, já estava em São Vicente com sua mulher Luzia Fernandes, e a filha Leonor Leme, mulher de Braz Esteves.

E veio a fazer assento na vila, capital de São Vicente; onde desembarcou (…) e ali foi estimado, e reconhecido com o carater de fidalgo”.

Foi pessoa da maior autoridade na dita vila de São Vicente; e com a mesma se conservaram seus netos. Ali justificou Pedro Leme a sua filiação e fidalguia, em 2 de Outubro de 1564, perante o desembargador Braz Fragoso, provedor-mor da fazenda e ouvidor geral de toda a costa do Brasil”.

Pedro Leme foi o primeiro povoador da Fazenda de Santana. Em 1575, participou nas lutas contra os índios Tamóios, aldeados em Cabo Frio (Rio de Janeiro).

Em 1585, foi Juiz Ordinário em Santos e, no mesmo ano, participou, com o capitão-mor Jerónimo Leitão, numa entrada aos Carijós.

Ainda segundo este historiador, há uma ligação profunda com os administradores do engenho de São Jorge dos Erasmos, com negócios de açúcar e provavelmente no fim da vida exportavam, vendiam ou faziam contrabando de açúcar para o Rio da Prata ou Perú.

Braz Esteves “depois se passou com seus filhos para a vila de São Paulo, onde fez o seu estabelecimento, e foi uma das primeiras pessoas da governança desta republica”.

Do seu matrimónio com Leonor Leme nasceram cinco filhos, na vila de São Vicente. Um deles, Pedro Leme (neto), ocupou todos os Cargos da República, (QUER DIZER: A CAMARA MUNICIPAL DE SP).

Tendo uma trineta de Brás Esteves e Leonor Leme: D. Maria Leme do Prado, contraído núpcias com o madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, herói da região de Baependí-MG .

De Braz Esteves e de Dona Leonor Leme procedem “os Lemes da casa de Santana; os da casa do Alcaide-mor da Cidade da Bahía e Guarda-mor Geral das Minas; os da casa dos Provedores Proprietários que foram da Fazenda Real da Capitania de São Paulo; os Lemes, Toledos, Laras Rendons, Góis Morais, da Cidade de São Paulo; os Lemes, Pedrosos Barros, Pires, Prados, Pais, Falcões, Bicudos e outros não só da mesma Capitania, mas também das Minas Gerais, Goiás e Cuiabá-MT”.

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Os Lemes – um percurso familiar de Bruges a Malaca (1)

Margarida Ortigão Ramos Paes Leme

Resumo

Martim Leme é pai de António Leme, avô de Antão Leme, bis-avô de Pedro Leme, tris-avô de Leonor Leme, tetr-avô de Aleixos Leme, pent-avô de Luzia Leme, sexto-avô de Tomázia Ribeira de Alvarenga, sétimo-avô de Antônio da Rocha Leme, oitavo-avô de Maria Leme do Prado.

Pelo presente texto veremos como de Martim Leme, mercador flamengo estabelecido em Lisboa em meados do século XV, descendeu ampla geração portuguesa, que aliada logo de início à grande burguesia e à nobreza do reino, com ela depressa se confunde, participando activamente nos empreendimentos ultramarinos que irão definir Portugal perante o mundo.

Embora se mencionem todos os filhos de Martim Leme, que de Portugal irradiaram para a Madeira e para o Brasil, é dado especial destaque a um seu neto, morto na Ásia, cujo testamento se analisa.

Em Setembro de 1521, em Malaca, mas de partida para o Bintão, Henrique Leme escreve o seu testamento (2). Deixa-nos um documento rico em informações que o confirma como membro de uma linhagem de origem flamenga, estabelecida em Portugal desde meados do século XV, e daqui irradiando para a Madeira e para o Brasil, símbolo da dispersão que tanto caracterizou o Portugal do final da Idade Média.

Antes de me debruçar sobre o testamento, tentarei reconstituir as primeiras gerações desta linhagem (3), tomando como ponto de partida aquele é considerado o seu fundador em Portugal, Maerten Lem – ou Martim Leme como aqui foi conhecido – e como ponto de chegada o seu neto Henrique Leme.

Veremos como de um mercador estrangeiro descendeu ampla geração portuguesa, que aliada logo de início à grande burguesia e à nobreza do reino, com ela rapidamente se confunde, participando activamente nos empreendimentos ultramarinos que irão definir Portugal perante o mundo.

As Origens Flamengas

Martim Leme, flamengo de nação, “brugês de Bruges” como é designado numa carta régia de 1456 (4), chegou a Portugal, por via do comércio, em meados do século XV, no reinado de D. Afonso V. Embora fosse natural de Bruges(5), a família, talvez estabelecida nesta cidade desde o princípio do século, seria proveniente de Berghes Saint Winoch, no Ducado do Brabante, conforme o afirmam alguns genealogistas (6).

A família já tinha armas, pois na carta de brasão passada a seu filho António, em 1471, D. Afonso V expressamente o diz: “posto que nos bem em conheçimento somos que elle da parte de seu pay pode trazer armas”  (7).

Sabemo-lo com negócios em Lisboa, pelo menos desde 1452, onde está como “facteur et compagnon de marchandise” de Zegher Parmentier, negociante com casa comercial em Bruges (8).

Ao chegar a Lisboa, traz também procuração de Rombout de Wachtere (9), outrossim comerciante flamengo, para lhe resolver um assunto que aqui se encontrava pendente, relacionado com a venda de jóias. Mais tarde, em 1466-1467, terá uma questão judicial a este respeito, em Bruges, com o dito Wachtere (10).

Entre 1456 e 1466, uma série de documentos registados na Chancelaria de D. Afonso V dão-nos notícia da sua actividade em Portugal, sempre ligada ao comércio.

Assim, em 7 de Junho de 1456, estabelece com o rei um contrato para exportação de cortiça para a Flandres tendo como sócio Pero Dinis, estante em Bruges (11). Curiosamente, duas semanas mais tarde, em 21 de Junho, este mesmo contrato é feito com Marco Lomelino (12), não sendo mencionado o nome de Martim Leme.

Quando, dez anos depois, é dada quitação a Marco Lomelino, já o nome de Martim Leme volta a surgir substituindo Domenico Scotto, que no contrato feito com Marco Lomelino tinha ficado com parte das acções da companhia. Toda esta questão foi desenvolvida por Sousa Viterbo no artigo que escreveu sobre o comércio da cortiça em Portugal (13), e por Virginia Rau no seu estudo sobre a família Lomelino (14), pelo que deixamos aqui apenas o apontamento.

Durante os cerca de quinze anos em que provavelmente viveu entre Portugal e a Flandres (15), Martim Leme foi um importante elemento da comunidade flamenga em Lisboa e certamente membro da Irmandade dos Borguinhões, estabelecida na capela de Santa Cruz e Santo André do mosteiro de São Domingos (16).

Em 1457 aparece-nos inclusive como procurador dos mercadores flamengos, holandeses e zelandeses (17). O documento, datado de 8 de Agosto, apresenta as reclamações dos mercadores súbditos do duque de Borgonha acerca de certos abusos de que eram vítimas por parte das autoridades portuguesas, que os prejudicavam nas suas transacções.

Martim Leme não só serve de interlocutor junto de D. Afonso V como fica a seu cargo uma larga soma de dinheiro pertencente a esses mercadores. Tem como credencial suplementar o facto de falar português e flamengo, pois que se subentende que os referidos mercadores eram prejudicados por não falarem a nossa língua.

Em 1461 é um dos assinantes, juntamente com Gomes Eanes de Zurara, do compromisso da Confraria de Santa Catarina do Monte Sinai, dos livreiros instituída com o patrocínio do condestável D. Pedro, filho do infante D. Pedro, morto em Alfarrobeira (18).

Em 1463, por carta régia datada de Sacavém, 25 de fevereiro, é-lhe dada licença de porte de armas para seis dos seus homens (19), o que assinala uma vertente da violência da época, ao exigir escolta armada como garantia da segurança dos mercadores abastados. Nesse mesmo ano, juntamente com os sócios, empresta ao rei 3.000.000 de reais (20), dos quais 178.000 foram para custear as despesas da armada de Tânger.

A empresa africana, em que D. Afonso V tanto se empenhou, parece também impressionar Martim Leme, pois que mais tarde, em 1471, já regressado a Bruges, armará e enviará à conquista de Tânger uma urca capitaneada por seu filho António (21).

Entretanto, não sabemos quando, durante as suas estadias em Portugal, teve, com Leonor Rodrigues, sete filhos, legitimados em 1464 (22), a saber: Luís, Martim, António, João, Rodrigo, Catarina e Isabel (23).

Adquiriu uma casa na Rua Nova dos Mercadores, que é dada como referência quando do cortejo de aclamação de D. João II em 1485 (24), e, em 1499 (25). Nessa casa vivia, em 1500, a sua “viúva”, como então se intitula Leonor Rodrigues (26).

Ainda, em 1464, o rei concede a Martim Leme, a quem designa de “escudeiro”, autorização para submeter à justiça cristã os seus credores judeus (27).

Por esta altura, em função do teor dos documentos, Martim Leme parece estar a “arrumar” os seus negócios em Lisboa, preparando-se para partir. Efectivamente, por volta do ano de 1466, regressa a Flandres, levando temporariamente com ele o filho António e, talvez, também Martim (28).

Se bem que de regresso a Bruges (29), Martim Leme continua a comerciar com Portugal. Em 1470 serve de fiador do negociante João Esteves numa questão que o opõe ao feitor português Álvaro Dinis sobre contrabando e confisco de marfim (30). No documento pelo qual conhemos a ocorrência é dito:

mercador da nação de Portugal, casado e morador na cidade *Bruges+”.

Em 1473 importa de Portugal, via Zelândia, dois carregamentos de cortiça (31).

Em Lisboa, onde ficou, Leonor Rodrigues casa as filhas e vê alguns filhos partir – António e João para a Ilha da Madeira.

De Luís não temos mais qualquer notícia, mas Martim, que é referenciado na Ilha da Madeira em determinadas ocasiões, deve ter ficado em Portugal dando continuidade aos negócios do pai. Rui fica em Lisboa vivendo “de contínuo” na casa do rei, como adiante veremos.

Leonor Rodrigues terá morrido depois de 1512 e antes de 1521, talvez entre 1516 e 1519 (32).

A primeira geração portuguesa

A crer que as cartas de legitimação referem os filhos por ordem etária, Martim foi o secundogénito de Martim Leme e de Leonor Rodrigues.

Ao sair definitivamente de Portugal, Martim Leme pai não liquidou de forma definitiva os seus negócios aqui. Tudo leva a crer que Martim Leme filho (geralmente alcunhado de “o Moço” nos documentos) o tenha ficado a substituir à frente de uma casa comercial que teria três pontos de confluência: Bruges, Lisboa e a Madeira (para onde mais tarde irá o seu irmão António).

Embora não seja claro se tomou parte na conquista de Arzila, juntamente com o supracitado irmão (33), não restam dúvidas que se dedicou ao comércio.

Em 1477 é um dos sócios de Fernão Gomes da Mina, seu cunhado, que arrematara as rendas da Madeira e pretendia encampar o contrato (34). Em 1478, quando do empréstimo lançado por D. Afonso V para “acorrer às despesas da guerra e defensão do reino”, “Martim Leme, filho de Martim Leme”, empresta 40.000 reais (35).

Em dezembro de 1481, está na Madeira, certamente tratando de negócios, tendo sido surpreendido a jogar às cartas no Funchal (36) em casa de Rui de Araújo, mas é durante todo o ano de 1482 (37) que temos mais notícias dele, pelas reuniões de vereação do Concelho do Funchal, pois, tinha-se comprometido em levar, à Madeira, uma certa quantidade de trigo e por razões que se desconhecem, não conseguiu cumprir o contrato (38).

Esta ou outra questão idêntica estaria por resolver, em 22 de Maio de 1483, quando o duque de Viseu, donatário da ilha, escreve à Câmara, a pedido de Antão de Oliveira, escudeiro da casa da infanta sua mãe, que o roga “por algumas booas obras que reçeebeo de Martim Leme o Moço” dizendo que:

por quoamto elle e Bautista Lomellim fizeram obrigaçam de levarem a esa minha villa do Fumchall soma de pam e o dito Martim Leme nom podera comprir com a sua parte e emcorrera em penna de çertos cruzados como sabees me pidia que asy por lhe fazer merçee como por hy aveer rezam de nom podeer comprir pella saca do pam que ell rey meu senhor defemdeo nestes seus reygnos vos escprevese que da dita penna relevasees o dito Martim Leme por que requere e ouvesees della por quite” (39).

Sabe-se apenas que antes de 13 de Agosto de 1485 já tinha morrido (40), pois que nessa data, na Câmara de vereação apareceu:

Antonio Leme cavaleiro morador na dicta vila e dise que seu irmão Martim Leme que Deus aja ennovara com este conçelho sobre a hobrigaçam em que lhe era dos dozentos moios de trigo que per todo este mes de satembro que ora vem lhe desse aqui postos cem moios de trigo e porque na dicta ennovaçam nom era decrarado se o concelho so queria tomar per ho preço de dous mil rs segundo no contrauto primeiro era haffirmado e porcanto elle dicto ante Antonio Leme tiinha mandado por o dicto trigo e orra esperaua por elle lhes pidio que lhe decrarrasem se queriam tomar o dicto trigo per o preço dos dictos dous mil rs moio ou lho largarem que o vendesse como elle quissese e podesse” (41).

***

Temos pois aqui António Leme, o terceiro filho de Martim Leme e Leonor Rodrigues, seguindo a ordem das legimações. Foi ele, como já referimos, enviado pelo pai, em 1471, à conquista de Arzila.

Na sequência deste feito, recebe, de D. Afonso V, armas novas (42) e é dito como fazendo parte da casa do príncipe D. João.

Durante os anos 80 (43), encontramo-lo plenamente fixado na Madeira, para onde terá ido possivelmente como representante dos interesses da família naquela ilha vocacionada para o comércio do açúcar.

Segundo notícias que nos chegam por via do cronista dos feitos de Cristóvão Colombo, Bartolomeu de las Casas, um dos informadores do descobridor da América foi:

un Antonio Leme, casado en la isla de la Madera [que] le certificó que habiendo una vez corrido con una sua carabela buen trecho al poniente, había visto tres islas cerca de donde andaba…” (44)

António instala-se no Funchal como cultivador de açúcar (45) e toma parte na vida municipal, tendo sido vereador por diversas vezes entre os anos de 1485 e 1491 (46). É, nos documentos que nos chegaram, chamado de “homem bom” e “cavaleiro”, o que o mostra plenamente integrado nos extractos superiores da sociedade madeirense.

Na Madeira casou com Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Clara e de sua mulher Clara Esteves de quem teve, pelo menos, sete filhos: Martim, Antão, Pedro, Aleixo, Rui, Antónia e Leonor (47).

Não sabemos quando morre, mas terá sido depois de 1514, ano em que assina um conhecimento de dívida de 15.000r$ de um moio de trigo recebido do feitor da terça parte da renda das Ilhas(48).

***

De João Leme, o quarto filho do casal Rodrigues-Leme, só sabemos que foi para a Madeira, onde morreu e foi enterrado na igreja do convento de São Francisco (demolido no século XIX):

no cruseiro diamte do alltar de Samto Amtonio […] em huma sepulltura que tem huma campan gramde de pedra de Flamdes com huma guarnição de latão em que jas Joam Leme meu tio” (49).

***

O quinto filho legitimado, Rui Leme, foi testemunha, em 1494, juntamente com Duarte Pacheco Pereira, do Tratado de Tordesilhas, onde é designado como “contínuo” da casa de D. João II.

Em 1497, recebe de D. Manuel o foro de cavaleiro, por carta datada de Évora, 19 de Setembro (50), onde se lê que:

querendo fazer graça e merçee a Ruy Leme cavaleiro de nosa casa porquanto esta prestes pera nos servir com homens e armas e cavalos temos por bem e mandamos que daqui em deante etc. e em forma.”

Em 1500 surge-nos como procurador da mãe num contrato de aforamento com a Câmara Municipal de Lisboa. É aí designado como “mercador” (51).

Em 1506 era rendeiro da Alfândega do Funchal (52). Morre antes de 1521 (53).

***

Das duas filhas legitimadas, Catarina, certamente a mais velha, casa duas vezes e tem geração de ambos os casamentos (54), bem sucedida económica e socialmente.

Pelo primeiro casamento de Catarina, com Fernão Gomes da Mina, a família alia-se à alta finança do reino, pois, Fernão Gomes figura de relevo da burguesia lisboeta, deteve entre 1469 e 1474, como é sobejamente sabido, o monopólio do comércio da Guiné (55). Findo esse período foi agraciado pelo rei com armas novas (56), e, em 1478, era já “cavaleiro do Conselho” (57).

O segundo casamento de Catarina Leme foi com João Rodrigues Pais, contador-mor do reino, cargo em que tinha sucedido ao pai, Paio Rodrigues, cavaleiro da casa d’el-rei e do seu Conselho. Diga-se, como curiosidade, que em 1503 João Rodrigues Pais e Catarina Leme moravam em Lisboa na Rua Nova d’ El-Rei, junto à igreja de São Julião (58).

Conclusão

No curto espaço de duas gerações, vimos como toda uma família se integra e se envolve na política expansionista portuguesa:

Martim Leme, flamengo de nascimento, chegado a Lisboa para comerciar, participa activamente na empresa africana de D. Afonso V, entra na confiança do rei e em 1463 empresta dinheiro para o assalto a Tânger.

Em 1471, envia o próprio filho capitaneando uma urca, por si armada, à conquista de Arzila.

Casa uma das filhas com o rico comerciante Fernão Gomes da Mina, contratador do comércio da Guiné.

O segundo filho, seu homónimo, Martim, associa-se ao comércio com África e com a Madeira. António e João estabelecem-se na Madeira, onde António se liga à aristocracia local, tornando-se terratenente, mas não abandonando a navegação e o comércio.

Da Ilha Madeira parte um filho de António (Antão Leme) a estabelecer-se no Brasil, onde a família cria raízes e prolifera.

Rui, que tudo indica ter sido perito em assuntos náuticos, também mercador, testemunha o Tratado de Tordesilhas.

Maria (Isabela?), a mais enigmática, é mãe de Leonor, casada com Jorge de Albuquerque, e de Henrique, cujas vidas se imortalizam ao serviço da Coroa, já não em África, mas no Oriente.

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LEIA MAIS SOBRE MAXIMINA AUGUSTA E MELO E SUA FAMILIA DE BANDEIRANTES E SOBRE SÃO PAULO TERRA BANDEIRANTE NESTAS PÁGINAS:

Sobre eles, leia a página  de Tomé Rodrigues Nogueira, neste site.

Ler sobre a Ilha da Madeira aqui:

http://madeiragenealogy.com/2010/04/os-10-melhores-sites-de-genealogia-para-armazenar-e-compartilhar/

http://madeiragenealogy.com/fontes-de-pesquisa/a-genealogia-na-web/

http://madeiragenealogy.com/fontes-de-pesquisa/dicionario-genealogico/

http://madeiragenealogy.com/2011/03/processos-judiciais-no-arm/

http://nesos.madeira-edu.pt/

http://nesos.madeira-edu.pt/

http://www.bprmadeira.org/index_digital.php?IdSeccao=103

http://purl.pt/index/geral/PT/index.html

http://www.bprmadeira.org/imagens/documentos/File/bprdigital/ebooks//Historia_Litvol_I.pdf

AVISO IMPORTANTE:

O último informe é que estará digitalizado no site do arquivo distrital de leiria em dezembro de 2011.

sites importantes:

http://www.bprmadeira.org/imagens/documentos/File/bprdigital/ebooks/Elucidario_vol_I.pdf

http://familytreemaker.genealogy.com/users/g/r/a/Alexandre-A-Grassi/WEBSITE-0001/UHP-0212.html

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&&sa=X&ei=DldXTNHAA5zrnQfx-LXVAw&ved=0CDoQBSgA&q=registos+paroquiais+obidos&spell=1

Estaremos em breve pesquisando online livros paroquiais de Óbidos onde nasceu Vovó Leonor Leme em 1540.

http://www.uc.pt/auc/fundos/guia_fundos

http://193.137.201.198/pesquisa/default.aspx?page=listShow&searchMode=bs&sort=id&order=ASC

http://digitarq.adlra.dgarq.gov.pt/

dc@antt.dgarq.gov.pt

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Sites que falam muito de nós, os Leme:

http://www.revistasapiens.org/Biblioteca/numero0/oslemes.pdf

http://www.martin.romano.org/ps05/ps05_216.htm

http://pagfam.geneall.net/3935/pessoas.php?id=1083655

http://pagfam.geneall.net/3935/pessoas.php?id=1083653

http://martinromano.com/ps05/ps05_272.htm

http://familytreemaker.genealogy.com/users/g/r/a/Alexandre-A-Grassi/WEBSITE-0001/UHP-0212.html

http://www.interativa.org/annes/annes5.htm

http://villamaria.no.sapo.pt/

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Testamento e inventário de PEDRO LEME, nosso tronco:

Ele fala de BRAS CUBAS no inventário e cuidou de  uma criança filha de escrava:

Declaro que eu mandei criar uma menina filha de uma escrava de Juzarte Lopes por não ter mãe a qual me deu que a criasse para mim e depois de a criar dois anos m´a tornou a pedir que me pagaria a criação e não m´a pagou e peçam´lha que foram dois.

e:

metade da casa de São Vicente que os ingleses queimaram

http://www.projetocompartilhar.org/SAESPp/pedroleme1600graciarodrigues1594.htm

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Em breve a nobiliarquia NOBILIARIO DA ILHA DA MADEIRA aqui:

Tiraram ele da internet, mas eu tinha salvado um pouco. tem gente que vende um cd desse livro que é manuscrito de 1.700 e que fala de nossos LEME e muitos outros parentes.

ler:

http://madeiragenealogy.com/2010/10/a-genealogia-nas-ilhas-de-zargo/

FOTO DA CIDADE DE BUGRES, NA BÉLGICA, A VENEZA DO NORTE, TERRA DE ORIGEM DOS LEME.  (Lens).

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LEIA A GENEALOGIA PAULISTANA:

 http://www.arvore.net.br/Paulistana/

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http://www.virtualbruges.be/

Tour virtual por Bruges:

Grande centro comercial no nosso tempo. Quando nós LEME moravamos lá.

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bruges.jpg

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E depois foram para a Quinta do Leme, na Ilha da Madeira, CLIC NA FOTO PARA AMPLIAR E LER   Quinta do Leme.

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http://www.concelhodecamaradelobos.com/index.html

ABAIXO o CAMPANARIO dos Barros, e a QUINTA DO  LEME logo acima.

http://paginas.terra.com.br/lazer/familiapaiva/NobiliariodaIlhadaMadeira/lemes.htm

http://benjaminbueno.blogspot.com/

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Nova estrada na Quinta do Leme

Julho 16, 2008 · Deixe um Comentário

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, inaugurou esta quarta-feira um novo arruamento, a Travessa dos Ferreiras, junto ao caminho de Santo António e a Escola de Educação Especial da Quinta do Leme, cuja obra representa um investimento de 268.938 euros.

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‘Diz Pedro Leme, que ele quer justificar que é filho legítimo de Antão Leme, natural da cidade do Funchal da Ilha da Madeira, o qual Antão Leme é irmão direito de Aleixo Leme e de Pedro Leme, os quais todos são fidalgos nos livros de El-rei, e por tais são tidos e havidos e conhecidos de todas as pessoas que razão têm de o saber; e outrossim são irmãos de Antonia Leme, mulher de Pedro Affonso de Aguiar, e de Leonor Leme, mulher de André de Aguiar, os quais outrossim são fidalgos, primos do capitão donatário da Ilha da Madeira; os quais Lemes outrossim são parentes em grau mui propínquo de Dom Diniz de Almeida, contador-mor, e de D. Diogo de Almeida, armador-mor, e de Diogo de Cablera, f.° de Henrique de Sousa, e de Tristão Gomes da Mina, e de Nuno Fernandes, veador do mestrado de Santiago, e dos filhos de Claveiro por ser a mãe deles outrossim sobrinha dos ditos Lemes, tios e pai dele suplicante, os quais são tidos e havidos e conhecidos em o reino de Portugal por fidalgos; pede a Vmce. lhe pergunte suas testemunhas, e por sua sentença julgue ao suplicante por fidalgo, e lhe mande guardar todas as honras, privilégios e liberdade que às pessoas de tal qualidade são concedidas. E. R. M.’

Pelo contexto desta súplica e justificação dela, obteve Pedro Leme a sentença que temos referido, a qual foi depois confirmada na vila de S. Paulo por Simão Alves de Lapenha, ouvidor geral com alçada, provedor-mor das fazendas dos defuntos e ausentes, órfãos, capelas e resíduos, auditor geral do exército de Pernambuco em 3 de março de 1640 pela causa que correu em juízo contraditório entre partes Lucrecia Leme e seu irmão Pedro Leme, netos de Pedro Leme, contra os órfãos f.ºs bastardos de Braz Esteves Leme, irmão dos ditos Lucrecia e Pedro Leme, que foram herdeiros por falecer seu irmão solteiro e sem testamento; e aos autos desta demanda juntaram os autores para prova de sua qualidade a sentença proferida a favor de seu avô, por parte materna, o dito Pedro Leme».

PEDRO LEME É PAI DE LEONOR LEME

LEONOR LEME    É  MAE DE    ALEIXO LEME ,,,,ESSE FOI BANDEIRANTE

ALEIXO  LEME   É  PAI  DE     LUZIA LEME

LUZIA LEME     É  MAE DE     TOMAZIA DE ALVARENGA

TOMAZIA         É  MAE  DE    MARIA LEME BICUDA

MARIA LEME  BICUDA      É  MAE DE    ANTONIO DA ROCHA LEME

ANTONIO DA ROCHA LEME       É PAI   DE     MARIA LEME DO PRADO

E Maria Leme do Prado é mulher de Tomé Rodrigues Nogueira do Ó.

Sobre eles, leia a página  de Tomé Rodrigues Nogueira, neste site.

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IMPORTANTE:  As datas da GENEALOGIA DOS CÂMARA, descendentes de ZARGO, o  descobridor da ILHA DA MADEIRA, não batem, as datas, a contemporaneidade  com a GENEALOGIA DOS LEME.

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A Família Leme, que da Ilha da Madeira passou à vila de S. Vicente pelos anos 1544 a 1550 prendia-se à antiga e nobre família que possuiu muitos feudos na cidade de Bruges do antigo condado de Flandres, nos Países Baixos. O seu primitivo apelido (sobrenome) em Flandres era Lems, que significa argila ou grêda (barro fino e delicado), com o que esta família quis salientar a sua nobreza entre os seus compatriotas; em Portugal este apelido foi corrompido em Lemes e Leme. “

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“Ainda no aspecto econômico convirá também não esquecer o papel dos madeirenses como criadores de gado no Brasil. Nos lugares onde as condições climáticas não permitiram a cultura da cana-de-açúcar, procedeu-se à criação de gado bovino, indispensável ao trato das lavouras e dos engenhos, sobretudo, para o transporte de cana e de lenha. A criação de gado fornecia, além do transporte, força motriz para as moendas mais simples, alimento para a população e produção de couros para o mercado externo. Mais uma vez aqui se revela o contributo da Ilha da Madeira no envio das primeiras cabeças de gado que entraram no Brasil. Aliás, também os madeirenses se dedicaram, no Brasil, à criação de gado. A título de exemplo, gostaríamos de nomear Pedro Leme.”

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RESUMO Nº 02-

Os Lemes – um percurso familiar de Bruges a Malaca (1)

Margarida Ortigão Ramos Paes Leme

Resumo

 WILHELM  LEMS   é pai de MARTIN LEMS

MARTIN LEMS   é pai de   MARTIM LEMS, filho

MARTIM LEMS filho       é pai de  ANTONIO LEME

ANTONIO LEME     é pai de  MARTIM LEME

MARTIM LEME      é pai de  ANTONIO LEME neto

ANTONIO LEME neto       é pai de   ANTAO LEME

ANTAO LEME      é pai  de   PERO LEME

PERO  LEME       é pai  de   LEONOR  LEME

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 Leonor leme – ELA  FOI, em 1622, TESTEMUNHA NO PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DO PADRE ANCHIETA, QUANDO TINHA 80 ANOS.

CONHECEU O PADRE ANCHIETA, assitiu Missa dele e se confessou com ele. Ela se diz natural de óbidos,  Portugal.

ESTA É UMAA GRANDE DÚVIDA SOBRE ELA: Nasceu em Óbidos ou na Madeira?

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PEDRO ( PERO ) LEME  -Nascido em Funchal, Ilha da Madeira, emigrou para São Vicente, São Paulo,  por volta de 1520, em companhia de sua filha Leonor e de seu genro Braz Teves (ou Esteves) que era artífice carpinteiro e plantador de cana com seu sogro Pedro Leme .      Em São Vicente, Pedro Leme, herdou do seu pai ANTAO LEME, propriedades, entre elas a parceria na produção do Engenho de São Jorge dos Erasmos. Pediu e obteve reconhecimento dos direitos de fidalgo da Casa del Rei, por despacho de sentença de 03.10.1564 (Ilka Neves). Devido à decadência da indústria açucareira de SãoVicente a partir de 1591, e após a Vila e arredores serem atacadas e assoladas por corsários ingleses sob o comando de Sir Thomas Cavendisch, Pedro se desfez de suas propriedades e mudou-se para a Vila de São Paulo, com inventário  datado de 1603.  Pedro. Leme teve da 1.ª mulher Isabel Paes – Fernão Dias Paes.  Da 2.ª mulher Luzia Fernandes teve Leonor Leme. Casou 3º vez com Gracia Rodrigues de Moura.

ANTÃO LEME – nascido antes de 1500, Filho de Antônio Leme e de Catarina de Barros. Na época o filho mais velho herdava os títulos e os bens do pai e os mais novos ficavam “a ver navios”. Pelos mesmos motivos, mas sem trocar o nome veio da mesma Ilha da Madeira, bem antes, entre os anos de 1532 e 1544, Antão Leme para a Capitania de São Vicente para continuar no negócio de cana de açúcar. Veio já viúvo de seu casamento em Funchal, com as mudas de cana de açúcar mandadas buscar da Ilha pelo Capitão-mor D. Martim Afonso de Souza (1500-1571). Inicialmente instalou o “Engenho do Governador”, o depois famoso “Engenho de São Jorge dos Erasmos, em Santos. Antão residiu em São Vicente e como era alfabetizado, chegou a ser Juiz Ordinário da Câmara de Sâo Vicente em 1544. Frei Gaspar diz ter visto documento dele vereador em São Vicente em 1540. Teve o filho Pedro Leme.

ANTÔNIO LEME – viveu na Ilha da Madeira, na Freguesia de Santo Antonio do Campo, na Quinta dos Lemes, junto à cidade do Funchal. Casou-se com Catarina de Barros e foi o pai de Antão Leme.

AQUI HÁ DIVERGENCIA COM O TEXTO ACIMAOs Lemes – um percurso familiar de Bruges a Malaca (1) Margarida Ortigão Ramos Paes Leme

MARTIM LEME – que, com carta de recomendação do infante o Duque Dom Fernando (senhor da Ilha da Madeira) à câmara do Funchal, passou, em 1483, para aquela ilha, e faleceu no Funchal, onde foi casado com Maria Adão Ferreira e deixou 2 filhos: -1 Antônio Leme, 2- JOÃO LEME.

ANTONIO LEME –  Filho de Martim Lems e de Leonor Rodrigues nasceu em Fuentes de Maya na Galícia por voltas de 1440 ou 1450. Morador de Brugges, Bélgica, foi para Lisboa representando os interesses comerciais de seu pai. Comandou a urca, embarcação de guerra que seu pai preparara às próprias custas em Brugge para tomar parte na expedição real, em 1471, empreendida por Afonso V contra o Marrocos. Esta expedição, comandada pessoalmente pelo rei e seu filho, o herdeiro da coroa, o futuro D.João II ocupou as fortalezas de Arzila e Tanger, bases da pirataria moura. Por este feito, Antônio foi armado cavaleiro da casa de D.João II, o que foi confirmado pelo pai, rei D.Afonso V. Antônio Leme teve o filho único MARTIM LEME.

MARTIM LEME-  Martim Leme passou a Portugal por causa do comércio e se estabeleceu em Lisboa; foi tão magnânimo e de tal modo dedicado ao engrandecimento deste reino que montou por sua conta uma ursa (ou charrua) e nela mandou a seu f.° Antonio Leme com vários homens de lança e espingardas a auxiliar a expedição de el-rei d. Affonso em 1463 contra os mouros na África; em recompensa el-rei o tomou por fidalgo de sua casa. Não casou, porém teve de Leonor Rodrigues, mulher solteira, os seguintes filhos: 1-Antônio Leme  2- Luiz Leme 3- Martim Leme, Cavalheiro da Câmara do Imperador Maximiliano I.  4- Rodrigo Leme. Sem geração. 5-  Catarina Leme que se casou 1.ª vez com Fernão Gomes da Mina e 2.ª vez com João Rodrigues Paes, contador-mor do reino. Com geração. 6- Maria Leme que se casou com Martim Diniz em Lisboa.

MARTIN LEMS -Nascido em Brugge, condado de Flandres – Países Baixos. Viveu pelos anos de 1400. Filho de Willem Lem. O nome de sua mulher é desconhecido, aportuguesando (o “M” no final de Martin, e “E” no final do Lem) o nome. Teve 2 filhos com Joana Barroso: Martim Lems e Carlos Lem que foi almirante de França.

WILLEM LEM – O mais antigo dos Lem de que se tem notícia. Viveu, entre os séculos XIV e XV, em Brugge, onde, presumivelmente nasceu. Era Brugge á esta época, capital do Condado de Flandres que compreendia a atual Holanda, Bélgica e partes da França e Alemanha. Na época, era o maior empório comercial e bancário do norte da Europa. Distribuía mercadorias importadas de Portugal e Espanha, rivalizando com esses países no comércio marítimo não só da região como no Mediterrâneo. Não se tem notícia de seus pais. Casou-se com Clair van Beernem. Eles se casaram em Brugge e lá mesmo tiveram seus filhos, Martin Lem e de Willem Lem.

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Origem da família Leme, por parte do João Gonçalves Zarco, DESCOBRIDOR DA ILHA DA MADEIRA.

ANTONIO LEME (pai de Antão Leme) c/c CATARINA DE BARROS, na cidade do Funchal, na Ilha da Madeira.

Vamos ver quem é Catarina de Barros:

http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=19377

Filha de Pedro Gonçalves da Clara e Isabel de Barros.

Neta paterna de Pedro Gonçalves da Câmara e Joana de Eça, casados em 1470, no Funchal, Ilha da Madeira.

Bisneta paterna de João Gonçalves da Câmara e Mécia de Noronha.

Trineta paterna de João Gonçalves Zarco e Constança Rodrigues.

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Moradias de Zarco. Não é certamente essencial para a historia da Madeira a determinação segura dos lugares em que João Gonçalves Zargo levantou as suas casas de moradia, e nem isso constitui um ponto capital de investigação para a biografia do ilustre navegador e colonizador do nosso arquipélago. Não deixa, no entretanto, de oferecer algum interesse o conhecer-se com inteira exactidão os sítios em que estabeleceu residência e onde decorreram as três ou quatro dezenas de anos da sua longa permanência nesta ilha. Esses lugares devem merecer aos poderes públicos, e especialmente ás corporações administrativas que têm a sua sede no Funchal, o respeito e a veneração que por toda a parte se costumam sempre tributar aos objectos e às cousas que se acham intimamente ligados à vida dos homens ilustres. Determinar com absoluta precisão os edifícios e os recintos que muito de perto se prendem com a sua existencia é despertar nos madeirenses a veneração devida á sua memória e estimular as generosas iniciativas, que tenham por fim perpetuar condignamente, entre nós, essa mesma gloriosa e inolvidável memória.

Refere o historiador das ilhas: «. . . o capitão João Gonçalves Zargo… abrigando os navios aos ilhéus que no cabo deste logar estão, por haver ali huma fermosa enseada, determinou de fazer em terra sua morada de madeira, a qual logo fez pegada com o mar em um logar alto, onde depois a capitoa Constança Rodrigues fundou uma igreja de Santa Catharina.» Foi este o primeiro assentamento de Zargo, e foi também o primeiro templo erigido na Madeira a capela mandada construir pela mulher do navegador. A pequena e primitiva ermida sofreu várias reconstruções e repairos no decorrer dos séculos, sendo a capela actual uma construção dos meados ou fins do século XVII. É no entretanto o único edifício que, no Funchal, verdadeiramente recorda o facto da descoberta. Como tal deverá ser religiosamente conservado. Na sua pequenez, na sua modéstia e na sua pobreza, comemora o inicio das nossas brilhantes descobertas marítimas, e para os madeirenses representa, além do descobrimento, o começo do povoamento e colonização deste arquipélago. A capela conserva no limiar do pórtico a data de 1425, que representa o ano da primitiva construção. Foi junto deste pequeno templo que João Goncalves Zargo teve durante alguns anos a sua primeira morada, construída talvez dos ricos e odoríferos cedros que em matas cerradas abundavam por toda a parte. Seria sem duvida uma mais que modesta e desconfortável habitação, edificada num só pavimento e despida de todo o aparato arquitectónico, como o foram todas as primitivas habitações, que entre nós se construíram. Lê-se algures que só mais tarde é que um indivíduo, por nome João Manuel, levantou no Campo do Duque a primeira casa sobradada e construída de madeira de cedro lavrado, o que na época causou uma não pequena admiração.

Do solitário retiro de Santa Catarina, pois que o primitivo e mais denso núcleo de população, com as suas correlativas habitações, se formou na margem esquerda da ribeira mais oriental do Funchal, dirigiu Zarco os trabalhos iniciais de colonização e lançou os fundamentos da futura vila, que rapidamente progrediu e ainda em sua vida atingiu um extraordinário desenvolvimento. Sonharia ali com o progresso da capitania, de que era donatario, e com o engrandecimento da casa que fundara, entrevendo num futuro próximo as honras e os privilégios de que seriam cumulados os seus descendentes e sucessores. Teria talvez adivinhado que o monarca o galardoaria com os timbres da nobreza e com o uso dum brazão de armas, vendo já os pergaminhos dos seus netos esmaltados com a coroa de conde e de grandes do reino, como homenagem tributada aos serviços prestados pelo avô. . .

Alguns anos depois, transferiu Zargo a sua residência para a margem esquerda da ribeira, no sopé do morro que teve mais tarde o nome de Pico dos Frias e próximo da capela que ali edificara com a invocação de São Paulo Afirma-se que foi esta a primeira casa de moradia construída de pedra, que se levantou no Funchal. Nestas proximidades se erigiu o primeiro hospital, sôbre terreno doado por Gonçalves Zargo no ano de 1454, e que ali funcionou durante alguns anos, até á sua mudança para a margem esquerda da ribeira de João Gomes.

Não parece ter sido muito longa a permanência de João Gonçalves Zargo nas suas duas primitivas moradias. O seu definitivo assentamento, onde passou a maior parte da sua existencia, foi nas próximas imediações do local em que erigiu a igreja da Conceição de Cima. Diz um antigo manuscrito: «determinou também fazer morada para si como fez em um alto que está sobre o vale do Funchal: logo defronte uma igreja de Nossa Senhora da Conceição para seu jazigo e dos seus, a qual começaram a chamar Nossa Senhora de Cima, por estar fundada em um toco de rocha ao pé de um pico». É neste templo, que depois tomou o nome da igreja de Santa Clara, onde jazem os despojos mortais do ilustre navegador, e foi certamente nas casas de moradia que edificou naquelas proximidades que êle terminou a sua carreira mortal. Lê-se no já citado manuscrito:-«chegou a tanta velhice o grande Gonçalves Zargo, que em colos de homens se fazia levar a pôr ao sol, com que muito se corroborava. De ali dispunha as coisas da sua jurisdição, governando e administrando justiça com o seu entendimento inteiro, em que não experimentou nunca a imbecilidade de homem decrépito».

A’ vista de vários documentos que examinámos detidamente, chegámos pela primeira vez a averiguar que a velha residência de Gonçalves Zargo corresponde á antiga casa solarenga dos morgados Lomelinos, que hoje conserva o nome de Quinta das Cruzes, embora com o decorrer dos séculos tenha sofrido tão profundas modificações que, presentemente, não restará ali cousa alguma da primitiva construção.

Parece que esta antiga e nobre moradia se conservou na posse dos seus descendentes, sendo certo que um século depois da sua morte, pertencia a seu neto Pedro Gonçalves da Câmara, casado com D. Joana de Eça, camareira-mor da rainha D. Catarina, estando em 1575 no usufruto e posse de um neto destes, também chamado Pedro Gonçalves da Câmara, o qual por escritura publica de 16 de Setembro daquele ano, a vendeu ao seu próximo parente Francisco Gonçalves da Câmara, neto de João Gonçalves Zargo. Era este Francisco Gonçalves da Câmara, que governava a capitania do Funchal, na ausência de seu sobrinho João Gonçalves da Câmara, sexto donatario, quando em 1566 foi esta cidade assaltada pelos corsários franceses, que aqui deram um terrível saque e massacraram cerca de trezentas pessoas. Gaspar Frutuoso dizia em 1590 que Gonçalves da Câmara residiu nas imediações do convento de Santa Cruz «em uns paços grandes e sumptuosos».

Esta vivenda passou á posse de uma filha de Francisco Gonçalves da Câmara, por nome D. Joana de Noronha, e depois ao filho desta Antonio de Carvalhal Esmeraldo, que a possuía no ano de 1624. Nos fins do século XVII, pertencia a Francisco Esmeraldo Henriques, que ali fundou a capela de Nossa Senhora da Piedade. Conserva no alto do pórtico a data de 1692, mas é de 1695 o ano da escritura de doação e nele é que se iniciou ali o exercício do culto religioso. Nesta capela se encontra um carneiro de mármore, que se afirma encerrar os despojos mortais de Urbano Lomelino, fundador do convento que ali existiu na vila de Santa Cruz e um dos troncos da família Lomelino nesta ilha. Na instituição vincular deste importante morgadio se incorporou, provavelmente por ligação matrimonial, a vivenda das Cruzes, em ano que não podemos determinar, e nesta família se conservou até os nossos dias, passando há poucos anos a ser propriedade dos barões do Jardim do Mar.

É ocasião bem azada de fazermos uma especial referência ao montante de João Gonçalves Zargo, que sempre se conservou nesta casa e que uma tradição constante, transmitida de geração em geração no seio da família que o possuía, faz indubitavelmente pertencer ao ilustre colonizador. Como tal foi sempre considerado, e a profunda veneração que ali se tributou em todo o tempo àquela relíquia, mais confirma ainda a verdade da sua origem. É uma arma antiga, destinada a ser brandida com ambas as mãos e que não prima pelo esmerado do fabrico. Não tem, por certo, valor intrínseco ou artístico, mas vale muito pelos seus quinhentos e tantos anos de existencia e mais que tudo por ter pertencido ao grande navegador que colonizou este arquipelago. É talvez a espada que Gonçalves Zargo empunhou em Marrocos, nas suas arremetidas contra os mouros, conquistando a fama de valente e arrojado cavaleiro. Essa relíquia veneranda encontra-se nesta cidade nas mãos dum estrangeiro, que a conserva com o apreço que ela verdadeiramente merece. Deveria no entanto estar na posse da Câmara Municipal desta cidade. A esta corporação administrativa cumpre promover a sua aquisição e guarda-la religiosamente nos seus arquivos, até que possa condignamente figurar no museu de arte e antiguidades que um dia se há-de forçosamente fundar nesta cidade (1921).

O montante atribuído a João Gonçalves Zargo encontra-se hoje no Museu Municipal.

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O Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança de Lisboa era feminino, pertencia à Ordem dos Frades Menores, e à Província de Portugal da Observância.

Em 1524, foi fundado, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade da Boa Vista, por autorização de bula do papa Clemente VII, como recolhimento para senhoras nobres, por iniciativa de D. Isabel de Mendanha, filha de Pedro de Abendano (biscaínho) e de Dona Inês de Benavides, casada com D. João de Meneses.

Foi D. Joana de Eça que prosseguiu as obras do Convento, construído no outeiro da Boa Vista, na quinta da Sizana, e nele se recolheu com duas filhas, sendo aí sepultada em 1571.

Em 1536, recebeu a primeira comunidade, constituída por nove freiras vindas de Santa Clara do Funchal, e por duas freiras vindas de Santa Clara de Santarém.

Após a morte da fundadora, esta comunidade foi protegida por D. Joana de Eça, filha de João Fogaça e de D. Maria de Eça, e viúva de D. Pedro Gonçalves da Câmara, filho do segundo capitão-donatário da ilha da Madeira.

Em 1551, o Convento tinha trinta e sete freiras, uma capela com as suas obrigações e duas confrarias. Ficou conhecido por Nossa Senhora da Esperança, devido a uma irmandade de pilotos e mestres do mar aí criada sob a referida invocação.

Em 1834, no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

Em 1888, foi encerrado por falecimento da última freira.

HistCustodialArquivística Em 1862, por Decreto de 2 de Outubro desse ano, a documentação foi transferida do cartório do Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança para a Torre do Tombo.

Em 1918, em Maio, a documentação, que se encontrava no Paço das Necessidades, foi enviada pela Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos Públicos para a Torre do Tombo.

A documentação foi sujeita a tratamento arquivístico, no final da década de 1990, empreendido por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos. Foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas. Desta intervenção resultou o facto de cada ordem religiosa passar a ser considerada como grupo de fundos, e simultaneamente como fundo, constituído a partir da documentação proveniente da casa-mãe ou provincial, alteração esta que provocou a alteração de cotas nos fundos intervencionados.

Foram constituídas séries documentais segundo o princípio da ordem original sempre que possível (com base em índices de cartórios quando existentes), correspondendo à tipologia formal dos actos, e que, na generalidade, é documentação que se apresenta em livro. A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série, com a designação de ‘Documentos vários’, não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada ‘Ordens monástico-conventuais: inventário’, com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha.

ÂmbitoConteúdo Contém o registo de escrituras de propriedades foreiras ao Convento: composto por cópias autênticas de aforamentos, arrendamentos, doações, compras, vendas, quitações, alvarás e sentenças, documentos de emprazamentos, entre outros.

EntidadeDetentora ANTT

SistemaOrganização Organização em séries documentais correspondendo à tipologia formal dos actos.

InstrumentosDescrição INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS/TORRE DO TOMBO – “Ordens monástico-conventuais: inventário: Ordem de São Bento, Ordem do Carmo, Ordem dos Carmelitas Descalços, Ordem dos Frades Menores, Ordem da Conceição de Maria.” Coord. José Mattoso, Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha. Lisboa: IAN/TT, 2002. XIX, 438 p. ISBN 972-8107-63-3. (L 615) .p. 279-280

UnidadesRelacionadas Portugal, Biblioteca Nacional de Lisboa.

Portugal, Torre do Tombo, Ministério das Finanças, cx. 1957, 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962.

NotaPublicação “Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico”. Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 301-302.

RegrasConvenções DIRECÇÃO GERAL DE ARQUIVOS. “Orientações para a descrição arquivística”. 2.ª v. Lisboa: DGARQ, 2007. 325 p. ISBN 978-972-8107-91-8.

DataDescrição 06/09/2006. Revisto em 04/07/2008.

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Evolução arquitectónica e funcional da Quinta das Cruzes
Imagem do Fábrica de bordados Fortunato E. Miguéis (1930-33)
  • Museu
  • História do Edifício

Localizada quase no coração da cidade do Funchal e ocupando cerca de 1 hectare, a Quinta das Cruzes – Casa de moradia, Capela e Parque Ajardinado – representa uma unidade urbana qualificada, cuja imagem corresponde a uma forma peculiar de estar na Ilha da Madeira que, ainda hoje, excepcionalmente, sobrevive.
As memórias desta Quinta estão ligadas à vida e à história da cidade do Funchal.
As primeiras referências documentais relativas ao conjunto habitacional das Cruzes remontam ao século XVI. No entanto, a primitiva edificação remonta ao final do século XV/início do século XVI, identificada como as Casas de João Gonçalves Zarco e seus descendentes, e última moradia do 1.º capitão donatário do Funchal.
As primeiras informações relativas à Quinta constam do codicilo do testamento do 2º capitão donatário, João Gonçalves da Câmara, datado de 1501, onde também se determina que “Pedro Gonçalves da Câmara haja as casas em que eu moro com todo o seu assentamento”. Desta primitiva edificação, restavam até há pouco tempo duas portas, de influência Manuelina, em cantaria cinzenta da região (traquibasalto) que davam acesso ao que outrora foram as lojas da Casa, e que, devido a uma intervenção que decorreu no início dos anos 50 do século XX, foram adaptadas e duplicadas em janelas.
A Casa permaneceu na posse da família Câmara ao longo de todo o século XVI, como o comprova, em 1575, a venda da habitação por Pedro Gonçalves da Câmara a Francisco Gonçalves da Câmara.
Mas no 1.º quartel do século XVII, por morte do então proprietário João Gonçalves, que não deixou descendência, a Quinta das Cruzes é herdada por seu irmão António do Carvalhal Esmeraldo, que dela toma posse em 1624, ao que se seguiu, em 1678, a entrada da Quinta para o morgadio dos Lomelino. A presença desta família é assinalada, nomeadamente, através do brasão de armas  que foi colocado no tecto da entrada do alpendre.

Brasão de armas da família Lomelino, situado no tecto da sala de entrada
Brasão de armas da
família Lomelino.

Em finais do século XVII, a Quinta das Cruzes sofreu as suas primeiras grandes transformações. Data desta época a construção da arcaria em pedra vermelha da Região (tufo de lapill e tufo brecha) adossada à fachada, bem como a construção (datada de 1692 segundo a inscrição do pórtico) e posterior instituição (1695) da Capela de Nossa Senhora da Piedade, erigida por Francisco Esmeraldo Correia Henriques e localizada no extremo Sul do espaço ajardinado. É também a este proprietário que se atribui a encomenda do retábulo pintado alusivo À Lamentação sobre Cristo Morto (c. 1700), da autoria de Bento Coelho da Silveira (1620-1708), que se encontra na referida capela.
No século XVIII são feitas de novo obras, facto a que, provavelmente, não é alheio quer o casamento de António Correia Henriques Lomelino e D. Guiomar Jacinta de Moura Acciaiuoli, que passaram a viver nas Cruzes em finais de 1718; quer o forte terramoto que atingiu a Ilha da Madeira em 1748 e que provocou sérios danos à edificação.
Data de meados deste século o corpo predominante do edifício principal, característico das construções do século XVIII insular.
É na centúria de Novecentos que se desenrola a contenda, que teve início em 1836, protagonizada pelo então proprietário da Quinta, Nuno de Freitas Lomelino, último morgado das Cruzes e padroeiro do Convento de Nossa Senhora da Piedade, em Santa Cruz, e que requer os bens do dito Convento que havia perdido com a Extinção das Ordens Religiosas em 1834. Apenas em 1852 a situação ficaria resolvida, passando as ruínas do Convento para a posse do Morgado, que transferiu parte do espólio para a Quinta das Cruzes.
No entanto, pouco tempo depois, em 1863, a Quinta é vendida a Tristão Teixeira de Bettencourt e Câmara, Barão do Jardim do Mar.
É consentânea com este período a edificação do espaço alpendrado, que se sobrepõe à arcaria da fachada principal, as duas casinhas de prazer e toda uma nova concepção do espaço ajardinado (tal como o conhecemos hoje) de acordo com os ideais românticos em voga.

Coreto da banda municipal do Funchal na Quinta das Cruzes
Coreto da Banda Municipal

Na transição do século XIX para o século XX, várias foram as actividades e as finalidades exercidas na Quinta das Cruzes. O edifício serviu de sede do Club Madeira, de residência e consultório médico, mais tarde foi transformado em Hotel, e funcionou ainda como sede da Banda Municipal do Funchal, cinema, escola, porto de abrigo aos refugiados gilbratinos e terminou como fábrica de bordados da firma Fortunato Eleutério Miguéis, última proprietária privada deste espaço.
Por fim, a Quinta das Cruzes foi adquirida em 1948, para futura criação de um Museu de Artes Decorativas, conjugando as iniciativas do seu primeiro doador – César Filipe Gomes e dos organismos oficiais, Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal.
A dignidade arquitectónica e funcionalidade dos seus espaços marcaram decisivamente e facilitaram o desenvolvimento da sua última definição vocacional como Museu.

A Quinta das Cruzes foi sofrendo sucessivas alterações ao longo dos seus mais de 500 anos de existência, que a transformaram numa das mais prestigiadas “Quintas Madeirenses”. Estes conjuntos habitacionais, caracterizados pela sua estrutura composta de moradia, capela, casinha de prazer e parque ajardinado, bem como a sua localização enquadrada no anfiteatro do Funchal, fizeram destas construções um dos aspectos característicos da paisagem madeirense, reflexo de toda uma complexa rede de influências sociais e económicas que predominaram na Madeira.
Presentemente a moradia principal divide-se em três pisos: rés-do-chão (primitivas adegas e loja), primeiro piso (andar nobre) e Torre (considerada como um terceiro piso).
No seu interior, a Casa apresenta-se como um espaço de moradia, exemplo das construções senhoriais insulares, características do século XVIII/XIX.

A Quinta das Cruzes foi classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto 36.383 de 28 /06 /1947.
O edifício encontra-se inventariado na base de dados da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais com o n.º IPA PT062203080020 (www.monumentos.pt).

18 de Abril de 2008
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2.1. Mosteiro de Nossa Senhora da Piedade da Esperança

O mosteiro da Nossa Senhora da Piedade da Esperança, uma fundação do Funchal, surge no outeiro da Boa Vista, na zona da Madragoa, na actual Avenida D. Carlos I.

Foi D. Isabel de Mendanha, dos Abedaños de Biscaia que, já viúva do terceiro filho de D. João de Meneses, senhor de Cantanhede, tomou a iniciativa de construir em Lisboa um mosteiro de religiosas nobres, sob a Regra Segunda de Santa Clara, ou seja a Regra de Urbano IV. Tendo falecido em 20 de Agosto de 1532, com as obras inacabadas349, foi D. Joana d’Eça que prosseguiu tão piedoso empreendimento. Esta distinta senhora, filha de João Fugaça, vedor do rei D. João III e de D. Maria d’Eça, sua mulher, era viúva de D. Pedro Gonçalves da Câmara, filho do segundo donatário da Ilha da Madeira. A ela se deve a grande importância que os Câmaras tiveram na corte, até à morte de D. Sebastião, por sua muita validade junto da rainha D. Catarina.

Findas as obras, dotou o mosteiro com uma “larga quinta” que o marido tinha no Arco da Calheta, Ilha da Madeira, onde fizera construir o templo de Nossa Senhora do Loreto “na

342 Henrique Pinto Rema, op. cit., p. 518; Agostinho de Monte Alverne, op. cit., II, p. 327.

343 Agostinho de Monte Alverne, op. cit., II, p. 327.

344 Agostinho de Monte Alverne, op.cit.., II, p. 327.

345 Agostinho de Monte Alverne, op.cit.., II, p. 327.

346 Henrique Pinto Rema, op.cit., p. 518.

347 Agostinho de Monte Alverne, op.cit., II, p. 327.

348 Agostinho de Monte Alverne, op.cit., II, p. 272. Como informação complementar, diremos que, além dos seis mosteiros a que já fizemos

referência, se fundaram nos Açores até ao liberalismo mais onze: no século XVI, o mosteiro das Chagas (Praia da Vitória), Santo André

(Ponta Delgada), São João Baptista (Horta), São Gonçalo e Nossa Senhora da Esperança (Angra); no século XVII, o mosteiro de Nossa

Senhora da Conceição e São João Evangelista Ante Portam Latinam (Ponta Delgada), São Sebastião e Nossa Senhora da Conceição (Angra)

e Nossa Senhora da Glória (Horta); no século XVII, o mosteiro de Nossa do Rosário (Velas).

349 Fernando da Soledade, op. cit., IV, pp. 215 – 216; Noronha, op. cit., p. 271.

105

mesma arquitectura da Sé”, propriedade que as religiosas, algum tempo depois, venderam a Francisco Vasconcelos Bettencourt350.

Para povoar o aristocrático mosteiro da Esperança, destinado a “freiras das famílias da melhor nobreza”, pediu D. Joana d’Eça nove religiosas professas ao mosteiro de Santa Clara do Funchal, as quais, uma vez no Reino, aguardaram no mosteiro de Santa Clara de Santarém que as obras fossem concluídas. Segundo Frei Apolinário da Conceição, para sua erecção “alcançou-se Breve Pontifício aos 16 de Janeiro de 1524”351; porém, Soledade, comsidera-as entradas no mosteiro só a 25 de Outubro de 1535352. Neste dia, entraram no mosteiro da Esperança para aí iniciarem a vida conventual, nove clarissas provenientes da Madeira: Inês de Deus, que foi a primeira abadessa do mosteiro da Esperança, Maria da Assunção e Helena de Jesus, filhas de D. Joana d’Eça, Bárbara de Assunção, Clara do Paraíso, Inês de São Francisco, Ana de São José, Maria da Conceição e Ana do Espírito Santo. A elas se juntaram mais duas cedidas pelo mosteiro de Santa Clara de Santarém353.

Estas religiosas deram no novo mosteiro frutos de santidade. Noronha não hesita em dizer: “Chegaram a Portugal os odoríferos perfumes das virtudes com que se faziam exemplares as grandes religiosas do mosteiro de Santa Clara do Funchal”354. Mais tarde, em 1538 ou 1539, o mosteiro do Funchal enriqueceu a comunidade com mais duas religiosas, as Madres Ângela de Jesus e Filipa de Santo António, esta filha de D. Joana d’Eça, a quem a comunidade da Esperança elegeu abadessa, findo o mandato da Madre Inês de Deus355.

A Madre Filipa, que já em 1535 devia ter saído para o mosteiro da Esperança, mas que a comunidade de Santa Clara do Funchal reteve por causa do “muito valimento que sua mãe tinha junto da corte de D. João III”, era rica em virtudes e muita santidade, como testemunham as religiosas daquele mosteiro: “permitiu Deus nosso Senhor e foi servido que esta divina planta viesse do seu Convento a este da Esperança, dar com a sua vida exemplo de santidade, onde, com suma alegria e contentamento, foi recebida pelas religiosas e sua mãe que, com grande alvoroço, a esperava.”356 As filhas de D. Joana, eleitas alternadamente, mantiveram nas suas mãos o governo da comunidade desde 1539 a 1550, o que mostra a influência que a nobre e distinta senhora, sua mãe, tinha como padroeira do mosteiro.

2.2. Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Alenquer

Para o mosteiro de Nossa Senhora da Conceição de Alenquer, fundado em 1553 e povoado de religiosas em 1555,357 saíram do mosteiro de Nossa Senhora da Piedade da Esperança “duas fundadoras, netas do capitão João Gonçalves da Câmara”358. Trata-se das Madres D. Ana do Espírito Santo e D. Maria da Assunção, esta filha de D. Joana d’Eça e de Pedro Gonçalves da Câmara, que fora abadessa no mosteiro da Esperança em dois triénios: 1539-1541 e 1548-1550359.

350 João José Abreu de Sousa, op. cit., pp. 55 – 56.

351 Apolinário da Conceição, op. cit., p. 134.

352 Fernando da Soledade, op. cit., IV, cap. .XXVIII.

353 Soledade, op. cit., IV, cap. XXVIII. Temos algumas dúvidas quanto aos nomes das fundadoras. Os diversos autores não são unânimes.

Demos prioridade ao cronista Frei Fernando da Soledade.

354 Noronha, op. cit., p. 271.

355 ANTT, Conventos e Mosteiros, Conv. S. Clara F., L 11, fol. 182; Fernando da Soledade, op. cit., IV, pp. 218-219. Tratou da transferência

o licenciado Álvaro da Costa, corregedor com alçada na Ilha da Madeira, e Frei Nuno de Figueiredo que as foi buscar para as levar para o

Continente. A Madre Ângela de Jesus morreu em 1570, com mais de 100 anos “dando certíssimos sinais de santidade”, tendo sido mestra de

noviças.

356 BNL, Reservados, Colecção Iluminados, n.º 103. Livro da fundação, ampliação e sítio do mosteiro de Nossa Senhora da Piedade da

Esperança, 1620 e ss.; Fernando da Soledade, op. cit., IV, cap. XXVIII.

357 Apolinário da Conceição, op. cit., p. 136. O mosteiro de vila de Alenquer que Frei Apolinário da Conceição designa mosteiro de Nossa

Senhora da Conceição, aparece em João José Abreu de Sousa, com o nome de mosteiro de Santa Clara (op. cit., p. 56).

358 Noronha, op. cit., p. 273.

359 João José de Abreu de Sousa, op. cit., p. 57.

106

3. Duas fundações do mosteiro de Santa Clara no Funchal

Em função do aumento populacional que se verificou na Madeira a partir de meados do século XVII e do fervor religioso que na mesma época se acentuou, a Ilha viu nascer mais dois mosteiros, fundados a partir da comunidade de Santa Clara do Funchal. São eles os mosteiro da Nossa Senhora da Encarnação, fundado em 1660, e o de Nossa Senhora das Mercês, em 1667.

No início do século XIX, aquando da ocupação da Ilha pelos ingleses (1807-1814), sendo o mosteiro da Encarnação requerido para aquartelamento das tropas britânicas, a comunidade esteve incorporada na de Santa Clara durante sete anos, após o que regressou ao seu mosteiro.

Dado que o estudo destes dois mosteiros constituirá o tema da II e III secção desta Segunda Parte, limitamo-nos por agora a esta notícia sumária.

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http://212.55.129.126:8080/avieira/1996-hm-rotasugar.pdf

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http://pt.calameo.com/read/000010492eb2217f6b22e

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http://en.calameo.com/books/000010492a9d873b4d774

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http://fr.calameo.com/books/0000194226ccfc1f6c583

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Arco da Calheta(Freguesia do). A Calheta foi povoação importante desde os tempos primitivos da colonização e emprestou o seu nome a outras localidades que se constituíram nas suas mais proximas imediações. Tais foram o Estreito e o Arco da Calheta. A denominação de Arco provém da especial conformação semi-circular dos seus montes. Estas condições orograficas, como também acontece em outros pontos da ilha, explicam com inteira propriedade o nome que lhe foi dado pelos primitivos povoadores.

MUSEU QUINTA DAS CRUZES

A Quinta das Cruzes é uma Quinta Museu que se localiza na nossa freguesia. Reza a história que aqui residiu João Gonçalves Zarco, descobridor da Madeira e primeiro Capitão Donatário do Funchal.
Na mansão da Quinta que possui capela podemos observar uma exposição de artes decorativas.
Podemos ainda encontrar uma vasta colecção de orquídeas.

Localização: Calçada do Pico Nº1 9000-206 Funchal
Telefone: 291 740 670 • Fax: 291 741 384

Horário: Terça a Sábado das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 e Domingo das 10:00 às 13:00.
Encerra Segundas e Feriados.

Arco da Calheta (Freguesia do). A Calheta foi povoação importante desde os tempos primitivos da colonização e emprestou o seu nome a outras localidades que se constituíram nas suas mais proximas imediações. Tais foram o Estreito e o Arco da Calheta. A denominação de Arco provém da especial conformação semi-circular dos seus montes. Estas condições orograficas, como também acontece em outros pontos da ilha, explicam com inteira propriedade o nome que lhe foi dado pelos primitivos povoadores.

Data de 1572 a criação desta freguesia. Foi estabelecida a sua sede na capela de São Braz devendo notar-se que já anteriormente àquele ano ali se fazia o serviço religioso com seu capelão primitivo, a exemplo doutros lugares, pois ao tempo era o Arco uma povoação de relativa importância e com um numero apreciável de moradores. Dá-se Braz Ferreira, um dos mais antigos povoadores desta paróquia, como o fundador da capela de S. Braz segundo ele próprio diz no seu testamento feito em 1493, mas João Fernandes de Andrade, considera-se também como aquele que a mandara construir, pois nos seus testamentos feitos em 1520 e 1523 a isso se refere claramente. João Pedro de Freitas Drumond e o anotador das Saudades da Terra, notam esta flagrante divergência, dizendo o segundo que Braz Ferreira deixara em legado a construção da capela, mas que a edificação dela só foi levada a cabo por João Fernandes de Andrade. Este morreu a 9 de Abril de 1527 e foi sepultado na referida capela, encontrando-se algures que na sua sepultura se lia o seguinte epitáfio: Aqui jaz João Fernandes e Beatriz de Abreu sua mulher, que foram os primeiros fundadores deste Arco.

Foi o alvará régio de 18 de Junho de 1572 que autorizou a criação dum beneficiado curato com as atribuições de vigário, sendo-lhe fixado o vencimento anual de 13$000 reis, a que o alvará de 10 de Julho do mesmo ano acrescentou 110:000 reis com a nomeação do primeiro pároco que foi Fr. Pedro Delgado, tendo ainda o alvará de 20 de Abril de 1589 feito o novo acrescentamento de meio moio de trigo e de um quarto de vinho. Parece que ainda outros diplomas régios aumentaram posteriormente a côngrua do respectivo pároco.

0 prelado diocesano D. Fr. Antonio Teles da Silva, pela autorização concedida pelo alvará de 28 de Dezembro de 1676, criou um curato nesta freguesia com o ordenado anual de 12$000 reis em dinheiro, um moio de trigo e uma pipa de vinho, custeado pelo “terceiro beneficiado supérfluo de Câmara de Lobos”. Diz um antigo livro do arquivo paroquial que este curato era um dos melhores de todo o bispado.

Antes da criação desta paróquia, pertenciam os seus moradores á freguesia da Calheta, onde cumpriam as suas obrigações religiosas, que em parte passaram a ser observadas na capela de São Braz quando esta começou a ter o seu capelão privativo. Em época que não podemos determinar, acrescentou-se o corpo da igreja á capela de São Braz, que ficou sendo a capela-mor do novo templo. Com o desenvolvimento da população, tornou-se a igreja de acanhadas dimensões, determinando o prelado diocesano que se pedisse ao rei a construção duma nova igreja. Por mandado do Conselho de Fazenda de 30 de Outubro de 1744 se deu de arrematação a Cristovão Gomes, pela importância de 9.350$000, a edificação dum novo templo, que não sabemos quando começou a construir-se, mas que foi dado por concluído em Dezembro de 1754. A bênção solene da nova igreja realizou-se no dia 1 de Janeiro de 1755. Outras obras suplementares se fizeram com o decorrer do tempo, tendo a respectiva torre sido construída em 1830.

Foi o Arco da Calheta dos primeiros lugares desta ilha sujeitos a uma larga exploração agrícola após o descobrimento. Entre os primeiros povoadores contam-se João Fernandes de Andrade (V. Andrade), a que acrescentou o nome de Arco, pelas vastas terras que aqui teve de sesmaria, seu irmão Diogo Fernandes de Andrade, Pedro Gonçalves da Câmara, neto de João Gonçalves Zarco, Gonçalo Fernandes e ainda outros, formando-se ali grandes fazendas povoadas, com suas casas nobres, capelas, engenhos e terrenos cultivados.

Diz Gaspar Frutuoso: “Da Magdalena hum guarto de legoa está a Lombada que foi de Pedro Gonçalves da Camara, marido de D. Joanna de Eça, camareira-mór da rainha: he muito grossa fazenda, tem engenho de assucar e muitas térras de canas e grandes aposentos de casas e egreja com seu capelão. Um quarto de legoa desta Lombada… está outra que se chama o Arco ou Lombada do Arco, que foi de João Fernandes, irmão de Gonçalo Fernandes, fazenda tambem muito grossa, que tem engenho e muitas terras de cana e grandes aposentos de casas, egreja e capellão”.

João Fernandes do Arco teve larga descendência, merecendo especial menção Antonio de Abreu, o descobridor das Molucas, de quem já atrás nos ocupámos e que provavelmente nasceu nesta freguesia. É também filha de João Fernandes; a celebre protagonista do rapto feito por Antonio Gonçalves da Câmara, a que nos já referimos sob o nome de Isabel de Abreu.

Teve residência e sesmaria nesta freguesia Gonçalo Fernandes, personagem misterioso a que se referem as antigas crónicas madeirenses e de quem falaremos em artigo especial.

Tem esta freguesia as capelas de Nossa Senhora do Loreto, Nossa Senhora da Nazaré, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Vida. Das antigas capelas de Nossa Senhora do Desterro e de Nossa Senhora da Boa Hora só restam hoje alguns montões de escombros. Outras ermidas existiram, que totalmente desapareceram e que foram as de Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora da Consolação, Nossa Senhora da Visitação, Nossa Senhora da Conceição, Santo Antonio e Santa Maria Madalena.

Quasi todas estas capelas eram de instituição vincular e algumas delas a cabeça e sede de diversos morgadios, que não poucos houve nesta paróquia. Entre eles mencionaremos o do Píncaro, instituído por Braz Ferreira, o primitivo fundador da capela de São Braz que, diz um antigo manuscrito, “principiava na fazenda que cerca a egreja parochial e se vae continuando nesta corda direito do mar á serra, até o Pinheiro. . .”; o morgadio instituido por Iria Pires, que depois foi acrescentado pelo administrador Pedro Barreto e *que está na corda da Ribeira do Ledo, que o confronta pelo norte, e assim se continda até á Cova do Arco+; o vinculo da Consolação, que hoje pertence á casa Torre Bela e que parece se juntou ao do Pincaro; o importante morgadio instituído por Gonçalo Fernandes, encabeçado na capela da Conceição da Serra de Água; o do Loreto, criado por D. Joana de Eça; o morgado que tinha por sede a capela da Nazaré e que fora instituído por Antonia de Cristo e sua irmã Leonarda do Horto; o das Florenças, fundado por João Homem de El-Rei e ainda outros.

A sublevação popular que em 1834 se deu na freguesia da Calheta, e que teve tão funestas consequências (V. Calheta), também se repercutiu na paróquia do Arco, amotinando-se o povo e juntando-se ao daquela freguesia, não sabendo nós dizer se entre as vitimas se contaria algum paroquiano do Arco da Calheta. Em 1887, os tristes e celebres acontecimentos das juntas de paróquia (V. este nome), que em muitos pontos da ilha levaram os povos ás mais extremas violências, tiveram também seu eco clamoroso na freguesia do Arco, sublevando-se o povo, que ameaçou romper em excessos lamentaveis e que aproveitou o ensejo para exigir o direito do pagamento do terço aos senhorios, e não da dimidia como então pagava e que a pesar de tudo continuou a pagar. Foi necessário a intervenção da forca armada, que parece ter ali cometido excessos condenáveis.

Esta freguesia tem três escolas oficiais, sendo uma do sexo masculino, no sítio do Ledo, uma do sexo feminino, no sítio da Ladeira e Lamaceiros, e uma mixta, no sítio da Lombada.

O Arco da Calheta é principalmente irrigado por um ramal da importante levada do Rabaçal e pela levada chamada da Madre Grande, que tem sua origem no Paul da Serra.

Tem como limites confinantes as freguesias da Madalena do Mar, Canhas e Calheta. Dista desta ultima, que é a sede do concelho, cerca de 4 quilómetros, ficando distante da Ponta do Sol, sede da comarca, aproximadamente 7 quilómetros, e 34 do Funchal.

Os seus principais sítios são Fajã, Ledo e Vinhatico, Fonte da Bugia e Luzirão, Ladeira e Lamaceiros, Fonte do Til, Fajã do Mar, Pombal e Fazenda Grande, Chada, Palheiros, Amoreiras, Paredes, Cova do Arco, Corujeira, Pomar Velho, Bagaceiro, Maçapez, Cales e Chada, Lombada do Loreto, Florenças e Pinheiro, sendo os últimos três em extremo pitorescos e donde se disfrutam belos panoramas, devendo ainda especializar-se o lugar do Rochão, que oferece ao visitante uma encantadora paisagem e uma das mais vastas e surpreendentes vistas de todo o concelho.

O seu orago é São Braz que a igreja venera a 3 de Fevereiro. Ha uma romagem anual á capela do Loreto, com grande e concorrido arraial, que se realiza nos dias 7 e 8 de Setembro.

A população desta freguesia é de 4639 habitantes.

Data de 1572 a criação desta freguesia. Foi estabelecida a sua sede na capela de São Braz devendo notar-se que já anteriormente àquele ano ali se fazia o serviço religioso com seu capelão primitivo, a exemplo doutros lugares, pois ao tempo era o Arco uma povoação de relativa importância e com um numero apreciável de moradores. Dá-se Braz Ferreira, um dos mais antigos povoadores desta paróquia, como o fundador da capela de S. Braz segundo ele próprio diz no seu testamento feito em 1493, mas João Fernandes de Andrade, considera-se também como aquele que a mandara construir, pois nos seus testamentos feitos em 1520 e 1523 a isso se refere claramente. João Pedro de Freitas Drumond e o anotador das Saudades da Terra, notam esta flagrante divergência, dizendo o segundo que Braz Ferreira deixara em legado a construção da capela, mas que a edificação dela só foi levada a cabo por João Fernandes de Andrade. Este morreu a 9 de Abril de 1527 e foi sepultado na referida capela, encontrando-se algures que na sua sepultura se lia o seguinte epitáfio: Aqui jaz João Fernandes e Beatriz de Abreu sua mulher, que foram os primeiros fundadores deste Arco.

Foi o alvará régio de 18 de Junho de 1572 que autorizou a criação dum beneficiado curato com as atribuições de vigário, sendo-lhe fixado o vencimento anual de 13$000 reis, a que o alvará de 10 de Julho do mesmo ano acrescentou 110:000 reis com a nomeação do primeiro pároco que foi Fr. Pedro Delgado, tendo ainda o alvará de 20 de Abril de 1589 feito o novo acrescentamento de meio moio de trigo e de um quarto de vinho. Parece que ainda outros diplomas régios aumentaram posteriormente a côngrua do respectivo pároco.

0 prelado diocesano D. Fr. Antonio Teles da Silva, pela autorização concedida pelo alvará de 28 de Dezembro de 1676, criou um curato nesta freguesia com o ordenado anual de 12$000 reis em dinheiro, um moio de trigo e uma pipa de vinho, custeado pelo “terceiro beneficiado supérfluo de Câmara de Lobos”. Diz um antigo livro do arquivo paroquial que este curato era um dos melhores de todo o bispado.

Antes da criação desta paróquia, pertenciam os seus moradores á freguesia da Calheta, onde cumpriam as suas obrigações religiosas, que em parte passaram a ser observadas na capela de São Braz quando esta começou a ter o seu capelão privativo. Em época que não podemos determinar, acrescentou-se o corpo da igreja á capela de São Braz, que ficou sendo a capela-mor do novo templo. Com o desenvolvimento da população, tornou-se a igreja de acanhadas dimensões, determinando o prelado diocesano que se pedisse ao rei a construção duma nova igreja. Por mandado do Conselho de Fazenda de 30 de Outubro de 1744 se deu de arrematação a Cristovão Gomes, pela importância de 9.350$000, a edificação dum novo templo, que não sabemos quando começou a construir-se, mas que foi dado por concluído em Dezembro de 1754. A bênção solene da nova igreja realizou-se no dia 1 de Janeiro de 1755. Outras obras suplementares se fizeram com o decorrer do tempo, tendo a respectiva torre sido construída em 1830.

Foi o Arco da Calheta dos primeiros lugares desta ilha sujeitos a uma larga exploração agrícola após o descobrimento. Entre os primeiros povoadores contam-se João Fernandes de Andrade (V. Andrade), a que acrescentou o nome de Arco, pelas vastas terras que aqui teve de sesmaria, seu irmão Diogo Fernandes de Andrade, Pedro Gonçalves da Câmara, neto de João Gonçalves Zarco, Gonçalo Fernandes e ainda outros, formando-se ali grandes fazendas povoadas, com suas casas nobres, capelas, engenhos e terrenos cultivados.

Diz Gaspar Frutuoso: “Da Magdalena hum guarto de legoa está a Lombada que foi de Pedro Gonçalves da Camara, marido de D. Joanna de Eça, camareira-mór da rainha: he muito grossa fazenda, tem engenho de assucar e muitas térras de canas e grandes aposentos de casas e egreja com seu capelão. Um quarto de legoa desta Lombada… está outra que se chama o Arco ou Lombada do Arco, que foi de João Fernandes, irmão de Gonçalo Fernandes, fazenda tambem muito grossa, que tem engenho e muitas terras de cana e grandes aposentos de casas, egreja e capellão”.

João Fernandes do Arco teve larga descendência, merecendo especial menção Antonio de Abreu, o descobridor das Molucas, de quem já atrás nos ocupámos e que provavelmente nasceu nesta freguesia. É também filha de João Fernandes; a celebre protagonista do rapto feito por Antonio Gonçalves da Câmara, a que nos já referimos sob o nome de Isabel de Abreu.

Teve residência e sesmaria nesta freguesia Gonçalo Fernandes, personagem misterioso a que se referem as antigas crónicas madeirenses e de quem falaremos em artigo especial.

Tem esta freguesia as capelas de Nossa Senhora do Loreto, Nossa Senhora da Nazaré, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Vida. Das antigas capelas de Nossa Senhora do Desterro e de Nossa Senhora da Boa Hora só restam hoje alguns montões de escombros. Outras ermidas existiram, que totalmente desapareceram e que foram as de Nossa Senhora das Mercês, Nossa Senhora da Consolação, Nossa Senhora da Visitação, Nossa Senhora da Conceição, Santo Antonio e Santa Maria Madalena.

Quasi todas estas capelas eram de instituição vincular e algumas delas a cabeça e sede de diversos morgadios, que não poucos houve nesta paróquia. Entre eles mencionaremos o do Píncaro, instituído por Braz Ferreira, o primitivo fundador da capela de São Braz que, diz um antigo manuscrito, “principiava na fazenda que cerca a egreja parochial e se vae continuando nesta corda direito do mar á serra, até o Pinheiro. . .”; o morgadio instituido por Iria Pires, que depois foi acrescentado pelo administrador Pedro Barreto e *que está na corda da Ribeira do Ledo, que o confronta pelo norte, e assim se continda até á Cova do Arco+; o vinculo da Consolação, que hoje pertence á casa Torre Bela e que parece se juntou ao do Pincaro; o importante morgadio instituído por Gonçalo Fernandes, encabeçado na capela da Conceição da Serra de Água; o do Loreto, criado por D. Joana de Eça; o morgado que tinha por sede a capela da Nazaré e que fora instituído por Antonia de Cristo e sua irmã Leonarda do Horto; o das Florenças, fundado por João Homem de El-Rei e ainda outros.

A sublevação popular que em 1834 se deu na freguesia da Calheta, e que teve tão funestas consequências (V. Calheta), também se repercutiu na paróquia do Arco, amotinando-se o povo e juntando-se ao daquela freguesia, não sabendo nós dizer se entre as vitimas se contaria algum paroquiano do Arco da Calheta. Em 1887, os tristes e celebres acontecimentos das juntas de paróquia (V. este nome), que em muitos pontos da ilha levaram os povos ás mais extremas violências, tiveram também seu eco clamoroso na freguesia do Arco, sublevando-se o povo, que ameaçou romper em excessos lamentaveis e que aproveitou o ensejo para exigir o direito do pagamento do terço aos senhorios, e não da dimidia como então pagava e que a pesar de tudo continuou a pagar. Foi necessário a intervenção da forca armada, que parece ter ali cometido excessos condenáveis.

Esta freguesia tem três escolas oficiais, sendo uma do sexo masculino, no sítio do Ledo, uma do sexo feminino, no sítio da Ladeira e Lamaceiros, e uma mixta, no sítio da Lombada.

O Arco da Calheta é principalmente irrigado por um ramal da importante levada do Rabaçal e pela levada chamada da Madre Grande, que tem sua origem no Paul da Serra.

Tem como limites confinantes as freguesias da Madalena do Mar, Canhas e Calheta. Dista desta ultima, que é a sede do concelho, cerca de 4 quilómetros, ficando distante da Ponta do Sol, sede da comarca, aproximadamente 7 quilómetros, e 34 do Funchal.

Os seus principais sítios são Fajã, Ledo e Vinhatico, Fonte da Bugia e Luzirão, Ladeira e Lamaceiros, Fonte do Til, Fajã do Mar, Pombal e Fazenda Grande, Chada, Palheiros, Amoreiras, Paredes, Cova do Arco, Corujeira, Pomar Velho, Bagaceiro, Maçapez, Cales e Chada, Lombada do Loreto, Florenças e Pinheiro, sendo os últimos três em extremo pitorescos e donde se disfrutam belos panoramas, devendo ainda especializar-se o lugar do Rochão, que oferece ao visitante uma encantadora paisagem e uma das mais vastas e surpreendentes vistas de todo o concelho.

O seu orago é São Braz que a igreja venera a 3 de Fevereiro. Ha uma romagem anual á capela do Loreto, com grande e concorrido arraial, que se realiza nos dias 7 e 8 de Setembro.

A população desta freguesia é de 4639 habitantes.

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http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/arc6.html

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Capitulo IX.

Catalogo das Pessoas naturaes desta Diocesi, que

fora della. ocuparão Titulos, e postos militares.

Passando das letras para as armas, que tambem he virtude, faremos hum breve catalogo daquellas pessoas, que sendo naturaes, desta Diocesi, se fizeram em outras conhecidos pellos titulos, e postos militares que ocuparam paresendonos imposivel referir todos os que serviram valerozamente com as armas, em todas as quatro Regioes do Mundo; buscando no dilatado dellas, aquelle aumento, que lhes não podia dar a sua patria. Natural de Ithac, Ilha do mar Jonio, era Ulisses, e sahindo della para as guerras de Troya, se fez tão conhecido no mundo. Era a Cidade de Athenas honra da Grecia, e Cadeira de Minerva; e della sahio Iphicartes para viver na Thracia; so as feras amão os seus covis, e as serpentes as suas covas. O coral em quanto esta fixo no lugar nativo, conservase mole, e tenrro; tirado da agoa, se faz duro, e forte. A perola na concha, não logra as estimaçóes que tem na Joya. Neste catalogo não guardaremos outra forma, que a da noosa lembrança, segundo nos ocorrer a pena, havendo de referir muitos que logram a // primazia no Templo da Fama.

Simão Gonçalves da Camara, V. capitam Donatario do Funchal, e nacido na propria Cidade por seus grandes serviços, e heroycas acções de seus progenitores, foi o I. Conde da Calheta, por merce del Rey D. Sebastiam, feita no anno de 1576., e fez tanta gloria de haver nacido nesta Ilha, que falesendo em Lisboa a 4. de Março de 1580., se mandou sepultar na sua patria, onde jaz com seus mayores na capella do Musteiro de S. Clara como se ve do seu epitafio, que em outra parte repetimos. Suas gloriozas acções em Africa referem as Historias; e nella se achou tambem com El Rey D. Sebastião, no anno de 1575.

Joam Gonçalves da Camara seu filho, capitam II. Conde, e progenitor dos mais; naceo tambem na propria Cidade, e faleceu na de Lisboa poucos mezes depois de seu Pay, segundo achamos por hua procuraçam de sua mulher a Condeça D. Maria de Alencastro, feita no Bombarral a 9. de Outubro do mesmo anno 1580., como tutora de seu filho o capitam Simão Gonçalves da Camara, depois III. Conde da Calheta, para que Antonio Barradas tomasse posse por ella desta capitania e asistise às partilhas que se deviam de fazer dos bens de seu sogro o I. Conde.

Ruy Gonçalves da Camara, que naceu no Funchal, filho segundo de João Gonçalves Zarco I. capitam, e descobridor desta Diocesi; Passou a ser capitão Donatário, e governador da Ilha// de Sam Miguel, hua das dos Assores, por compra que della fez a João Soares seu capitão; cuja Donataria confirmou nelle, e na sua descendencia El Rey D. Affonso VI. em 2. de Agosto de 1483. De suas gloriozas acções em Africa testemunha Sana; foi cavaleyro da Caza do Duque de Vizeu D. Fernando Infante de Portugal; e progenitor da Illustrissima caza dos Condes da Ribeyra Grande.

Antonio Gonçalves da Camara, filho de Pedro Gonçalves, e de D. Joanna Deça, Camareira mor da Raynha D. Catherina mulher del Rey Dom João III; foi cassador mor do mesmo Rey, e progenitor da illustrissima Caza dos Almotaceis mores. Faleceu nesta Cidade, onde havia nacido, em 13. de Mayo de 1567., e foi sepultado no Convento de S. Francisco. Delle havemos feito especial memoria em outra parte.

Simão Gonçalves da Camara o Magnifico, III. Capitão do Funchal, naceu nesta villa o anno de 1463., e suas gloriozas acçoens foram tais, que lhe adqueriram aquelle renome; tão memoravel nas Historias, como deixamos escrito. Faleseu em Matozinhos junto ao Porto, no anno de 1530., e mandou que fossem trasladados seus ossos â sua patria: onde se vem depozitados com os de seus mayores na mesma Capella do Musteyro de S. Clara.

João Gonçalves da Camara seu filho, e IV. Capitam do Funchal, naceo na propria villa em o anno de// 1489, e se fez tam conh(ec)ido nas guerras de Africa, que lhe fazem os Historiadores largos panegiricos, como fica ja referido. Faleceu moço com 47. annos de idade, no de 1536., e jaz sepultado com seus mayores na mesma Capella.

Joam Rodrigues de Noronha seu Irmão; pasou a servir na India, onde deu bem a conhecer a sua pessoa, nas valerozas acções que obrou; foi capitam mor do mar, e depois capitam de Ormuz, onde prendeo o Raez Xarafe, em tempo de seu cunhado D. Duarte de Meneses, no anno de 1521. Faleceu nesta Ilha onde naceo, poucos annos depois.

Manoel de Noronha seu tio, filho quarto do II. capitam João Gonçalves da Camara; fazem delle grande memoria todas as Historias de Africa, onde servio sendo fronteyro em Safim. Faleceu nesta Ilha, onde tambem havia nacido, no anno de 1523., e foi seu filho do 2. matrimonio com D. Maria de Atayde Donzella da Raynha, Luis de Noronha, que viveo na Ilha Terceyra, e por seus serviços, foi comendador de S. Christovam de Nogueira, de Riba de Douro; e teve outra comenda na dia Ilha, que lhe rendia quarenta moyos de trigo. Delle são descendentes os Senhores de Bayão.

Ruy Gonçalves da Camara, filho quinto do IV. Capitam João Gonçalves; passou a servir na India, onde foi capitam mor do mar, e das fortalezas de Barcelor, e Ormuz; delle faz hum lar//go panegirico Manoel Thomaz. Faleseu naquelle Estado solteiro; e foi seu filho natural Jorge da camara aquem chamaram o Poeta, Governador que foi desta Ilha.

Luis Gonçalves de Atayde Senhor da Ilha Dezerta, que naceo nesta da Madeira filho 2. do 2. matrimonio de Simão Gonçalves da Camara o Magnifico, naceu nesta Cidade e cazando em Lisboa foi Pay de João Gonçalves de Atayde Conde de Atouguia por merce del Rey D. Fellippe II., havendo sucedido nesta Illustrissima caza por sua Avó D. Izabel da Silva; e delle são dependentes os Condes deste titulo.

Ruy Dias da Camara filho segundo do Conde Simão Gonçalves. Servio em Africa, onde ficou captivo na batalha de Alcacere em Agosto de 1578., foi comendador de Arganil; cuja comenda largou pella de S. Martinho de Bornes no Arcebispado de Braga, ambas da Ordem de Christo; e foi tambem governador desta Ilha pello Conde seu Pay.

Jurdam de Freytas, de cujas acções informam largamente as historias da Asia; naceu na villa de Sancta Cruz, filho de Joam de Freytas criado do Duque de Viseu D. Diogo, e de sua mulher Guimar de Lordello. passou a servir na India, onde foi capitam de Maluco, e Senhor das Ilhas e Amboyno, e Syram, por Doaçam del Rey de Ternate D. Manoel feita no anno de 1537., e confirmada por El Rey D. João III. de Portugal// no de 1543.

Gonçalo de Freytas da Silva, seu filho nacido na propria villa, acompanhou seu Pay nas guerras da India, onde teve o senhorio das Ilhas para confirmaçam del Rey D. Sebastiam, no anno de 1574., depois se restituhio a sua patria onde faleseu, doando a Igreja Parrochial Collegiada da dita villa, singulares pessas.

Jurdam de Freitas da Silva, filho do sobredito Gonçalo de Freytas, nacido na mesma villa, foi acresentado do seu foro de Moço fidalgo Escudeiro no anno de 1618., el Rey D. Felippe o mandou a França sobre a cobrança da artilharia, e fazendo da Armada Real, que naquella Costa se perdeo no anno de 1626. Faleseu nesta pertenção, e pellos seus serviços, se deu a seu filho Gonçalo de Freitas a Comenda de S. Maria de Lisboa na Ordem de Christo.

Henrique de Bettencurt de Teive, Irmão do Mestre do Princepe D. João., naceu no lugar da Ribeyra Brava, e passando a India, foi la famozo Capitam, e general do mar do Malavar. Sendo chamado para acompanhar El Rey D. Sebastião na ultima jornada de Africa, se perdeo em Companhia de seu tio Antonio de Teive.

Diogo Cabral filho de João Rodrigues Cabral e de sua mulher D. Ignes de Miranda, moradores nesta Cidade do Funchal, servindo na India, o nomeou El Rey D. Joam III., na Capitania para// o descubrimento da Ilha do ouro., no ano de 1542., e não teve efeito por lho embaraçar Martim Afonso de Souza.

Gaspar de Teive, Senhor do morgado que instituhio seu Pay Diogo de Teive no lugar da Ribeira Brava, onde elle naceo, foi contador da Caza da Raynha D. Catherina, Estribeiro mor da Princeza D. Maria primeira mulher de D. Felippe II., e por falecimento desta Senhora, o foi da Princeza D. Joanna May del Rey D. Sebastiam, com a qual voltou para Madrid, onde faleseu, e jaz sepultado no Capitulo velho de S. Francisco daquella villa.

Dom Diogo de Teive seu filho, bautizado na mesma Parrochia Collegiada de S. Bento do lugar da Ribeira Brava, em Março de 1540., foi pagem, e depois gentilhomem del Rey D. Felippe II., o anno de 1554., e em Flandres lhe levou a celada no asalto de Sam Quintin. Passou depois ao Reyno do Peru, donde voltou, servindo ao mesmo Rey com aquella celebre perola, que se guarda no Thezouro real, chamada orfaá, por se lhe não descubrir outra igual, de 89. quilates; a qual dis Gil Gonçales de Avila, ser tamanha de hua avelaá, taxada em trnita mil ducados; e pende de hum diamante avaliado em duzentos. Por cujo serviço lhe fez El Rey merce da vara de Aguazil mayor de Penamã, com quatro mil pezos de renda em//sua vida, e na de seu filho; nove mil cruzados de ajuda de Custo, para a segunda jornada; e o Corregimento de Ariquipa, com duas collegas no Perú; onde faleseu deixando em Espanha luzida descendencia.

Dom Pantaliam de Teive seu Irmão, foi tambem gentilhomem do mesmo Rey, e o mayor sugeito de Espanha em seus tempos. Faleseu em Madrid Solteyro, por hua queixa de amores, no anno de 1569.

Dom Aleixo de Teive, Irmão dos sobreditos, foi pagem do Princepe D. Carlos, aquem asistio ate o anno de 1568., em que sucedeu a morte daquelle disgraçado Princepe. Foi muito valerozo; e por ordem del Rey D, felippe II., dizem se achou morto de baixo do balcão das Damas, com 24. feridas, na menhaá de 28. de Novembro de 1573.

Dom Gaspar de Teive, outro Irmão seu, criouse no Paço, onde foi Ninho do Princepe, e depois pagem da Raynha D. Izabel. Passou a Alemanha no anno de 1571., com os Princepes Arnesto, e Rodolfo: deste foi gentilhomem, sendo Emperador; e por seu mandado veyo a Portugal comprimentar a El Rey D. Sebastiam; em cuja ocazião o acompanhou na ultima jornada de Africa, onde faleseu na batalha de Alcacer, no dia quatro de Agosto de 1578.

Antonio de Teive, seu tio, que naceo no lugar da Ribeira Brava, o anno de 1516., servio// no Paço a El Rey D. João III., e depois passou a India onde ocupou varios postos ate ser vedor da fazenda izento do vizo Rey., achouse nos cercos de Chaul, e Goa; ultimamente voltando daquelle Estado, dezapareseu a nao em que vinha; deixando em Portugal descendencia, de que procedem os Senhores de Bayam.

Lopo Mendes de Vasconcellos, servio valerozamente na India, com seu Pay Luis Mendes de Vasconcellos; e no anno de 1502, passou aquelle estado por capitam de hua Nao, da Armada de que era capitam mor seu cunhado o Almirante D. Vasco da Gama; e voltou segunda vez, por capitam de outra, no de 1504.

Manoel de Vasconcellos, seu filho; pello muito que servio naquelle Estado lhe chamaram o da India: foi capitão de Cananor, e de Maluco; sua mulher foi aquella valeroza Matrona Izabel da Vayga, que chamarão a de Dio porque acompanhando seu marido, obrou naquelle cerco varonis acções, como referem as Historias da Asia.

Outro Manoel de Vasconcellos da mesma familia, e nacido tambem nesta Ilha, passou a India no anno de 1513., por capitão da Nao S. Felippe, levando em sua companhia seis filhos, que todos servirão no mesmo Estado valerozamente. O primeiro Antonio Mendes de Vasconcellos, teve a Comenda de Nossa Senhora do Reclamador na ordem militar de Christo.// O segundo Luis Mendes, teve a propria Comenda por falecimento de seu irmão, e foi despachado com a fortaleza de Bacaem, a qual teve seu filho Ruy Mendes de Vasconcellos. O penultimo Andre de Vasconcellos, faleseu na batalha naval do mar de Ormuz, com o governador Nuno Alvares Botelho, no anno de 1629.

Ruy Dias de Aguiar o velho, filho segundo de Diogo Affonso, e neto do Zarco, faleseu na fortaleza de Cabo de Guer, depois de a haver libertado de hum cerco de dous annos, sendo della capitam, por falecimento de Simão da Costa. Servindo em Safim faleceu seu filho do mesmo nome.

Pedro Affonso de Aguiar seu Irmão, foi Armador mor do Reyno Provedor dos Armazéns, e Comendador na Ordem de Christo. Passou a India, por capitão de hua Nao, na Armada de Lopo Soares o anno de 1504., e com elle se achou na destruição de Cranganor. La foi capitão mor do mar do Sul em tempo de D. Francisco de Almeida, e de Afonso de Albuquerque. Tambem se achou na jornada de Azamor, com o duque de Bargança D. Jayme, no anno de 1513., e lhe foram encarregadas as dispozições do mar por sua grande experiencia. Seu filho Ambrosio de Aguiar Comendador de S. Maria de Beja, na Ordem de Aviz, foi governador da Ilha de S. Miguel, e Capitão mor das Naos da India, no anno de 1574.//

Gonçallo Mialheyro, nacido nesta Cidade, e filho de Antonio Mialheyro, e de sua mulher Anna Ferreira; achouse na tomada de Azamor, no anno de 1513., comandante de quatro Caravellas, das vinte com que passou áquella conquista o capitam Simão Gonçalves da Camara; e continuando o serviço, o achamos governador do Castello de S. Jorge da Mina, pellos annos de 1522.

Pedro Gonçalves Andrade fidalgo da Caza del Rey D. Manoel, e filho herdeiro de Gonçallo Fernandes da Serra dâgoa, e de sua mulher Izabel Fernandes de Andrada servio com grande valor em Affrica; onde se achou, em varios cercos. e ocupou o lugar de capitão de Cabo de Guer.

D. Henrique de Noronha, filho de D. João de Noronha, foi comendador de Moreyras na Ordem militar de Christo; capitam e fronteyro de Safim, sendo governador desta Cidade D. Garcia de Noronha.

Raphael Caetano, fidalgo da Caza del Rey. o comendador na Ordem de Christo, cuja comenda servio em Africa; passou a India por capitão da Nao Bellem no anno de 1519. Manoel de Faria e Souza lhe da o apellido de Castenho, porem não o tomou de João de Barros, que o nomea com o seu proprio; como tambem Manoel Thomas, que faz grande panegirico das acções que la obrou. Foi sogro do ultimo Capitam de Machico; onde faleceu no anno de 1540.,// lançandose de hua roxa, levado de um furor melancolico. Seu filho do mesmo nome que naceu na mesma villa, faleceu servindo tambem na India, valerozamente.

http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/arc6.html

http://www.ceha-madeira.net/crono/m1.html

http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=jo%C3%A3o+gon%C3%A7alves+da+camara+doa%C3%A7%C3%A3o+convento&btnG=Pesquisar&meta=&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=1

http://pt.calameo.com/read/0000194226ccfc1f6c583

MUSEU QUINTA DAS CRUZES

A Quinta das Cruzes é uma Quinta Museu que se localiza na nossa freguesia. Reza a história que aqui residiu João Gonçalves Zarco, descobridor da Madeira e primeiro Capitão Donatário do Funchal.
Na mansão da Quinta que possui capela podemos observar uma exposição de artes decorativas.
Podemos ainda encontrar uma vasta colecção de orquídeas.

Localização: Calçada do Pico Nº1 9000-206 Funchal
Telefone: 291 740 670 • Fax: 291 741 384

Horário: Terça a Sábado das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 e Domingo das 10:00 às 13:00.
Encerra Segundas e Feriados.

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http://www.jfsaopedro.com/freguesia.html

O CONVENTO DE SANTA CLARA

Convento de Santa Clara
O conjunto de edifícios do convento de Santa Clara é uma verdadeira jóia patrimonial, não só pela qualidade do seu recheio, mas principalmente porque, sendo um edifício dos finais do século XV, conseguiu chegar aos dias de hoje com a mesma missão que originou a sua criação há 500 anos atrás: um convento de freiras Franciscanas. Este convento foi fundado nos finais do século XVI pelo segundo capitão do Funchal, João Gonçalves da Câmara e começou a ser construído à volta da capela de N.ª S.ª da Conceição, que foi sendo progressivamente ampliada.

6 Respostas to “0 2 Maximina Augusta de Melo e sua família de bandeirantes, paulista de 500 anos”

  1. Alberto Sabino Says:

    Também sou descendente dos Leme, desde Bruges a Leonor Leme, Maria Leme do Prado e Noogueira do Ó. Minha mãe ainda tem Nogueira no nome, mas sou Junior, como nome de meu pai.
    Alberto Sabino de Freitas Junior
    filho de Iná (Innah) Nogueira Borba Sabino
    neto de Ignacia Galvão Nogueira

    • capitaodomingos Says:

      tenho uma colega de serviço poeta, ela é dos galvão de guaratingueta do frei galvão.. e é nogueira tambem,,

      beatriz nogueira galvão, o pai dela tem livros da familia, e achei para vender livro dos galvão, na Maristela.

  2. Alberto Sabino Says:

    Com certeza prima, mesmo que lpmge. Tb somos da família de Frei Galvão. Quem é Maristela?

  3. Val Rodrigues Alves Pereira Says:

    Olá estou pesquisando a história de Manoel Lemes…provavel bandeirante paulista…sabe alguma coisa sobre ele?? tenho a impressão de que era descendente de Aleixo Lemes…

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