00 Manuel Pinheiro Diniz e os Silva Azevedo do Pernambuco, família de Cláudia de Azevedo e Silva

segunda-feira, 13 de julho de 2009

manoel

tracos geneologicos livro de familia

esse pdf acima demora um pouco para abrir, se não consegui volte e tente de novo vale a pena TEM CAPITULO DOS SILVA DINIZ e LIMA.

Encontrei um site com este texto, que não é exatamente o Silva Azevedo do pai de Cláudia que foi casada com Manuel Pinheiro Diniz, tronco dos Silva Diniz de Minas Gerais.

http://freimilton-ofm.blogspot.com/2009/07/genealogia-do-agreste-pernambucano.html?showComment=1308356433499#c484670485914004086

http://www.araujo.eti.br/araujo2.asp

LEIA TAMBEM ESTA PAGINA NOSSA:

 

O tataraneto de MANUEL PINHEIRO DINIZ, o JOSÉ DA SILVA DINIZ, foi para Uberaba-MG, casado com Cândida Ferreira Pires de Alquimim,  e, foram pais de Maria Assidália que se casou com o filho do Capitão Domingos, o João da Silva e Oliveira, nosso tetra-avô.

AQUI FALA DOS AZEVEDO, MAS SEM CHEGAR AO TRONCO MANUEL DA SILVA AZEVEDO, açoriano que veio para o Brasil e teve engenho em São Lourenço da Mata-PE, e casou-se com um filha de senhor de Engenho do Recôncavo Baiano.

 

GENEALOGIA DO AGRESTE PERNAMBUCANO

Como pretendemos tratar de alguns acontecimentos que têm como personagens figuras bem próximas dos troncos mais remotos de algumas Famílias do Agreste Pernambucano, coloquemos essas pessoas no contexto genealógico e geográfico do seu tempo ; só assim entenderemos melhor os eventos aqui focalizados. Façamos isto muito sumariamente.

OS TRONCOS MAIS REMOTOS DE ALGUMAS FAMÍLIAS DE BEZERROS E DA REGIÃO
Baseio-me principalmente em Yony Sampaio: “As Famílias Azevedo Lira, Azevedo Silva, Azevedo Caldeira e Paes de Lira, da Região de Bezerros, Recife, outubro de 2003.”

O casal Tenente Manoel de Azevedo Caldeira e Maria Pais de Castro, “é o tronco dos Azevedo Lira, Azevedo Silva, Azevedo Caldeira e Pais e Lira” do Agreste Pernambucano.

Os livros de Batismo e Casamento das Paróquias de Bezerros, Altinho, Garanhuns, Brejo da Madre de Deus, além de Inventários, Arrolamentos e Registros de Terra dos Cartórios de Bezerros, Bonito, Brejo, ou dos Arquivos da Universidade Federal de Pernambuco e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, fornecem rico material à pesquisa genealógica.

O Tenente Manoel de Azevedo Caldeira já é mencionado em 1689 por Dona Maria César, viúva de João Fernandes Vieira (herói da guerra Holandesa).
Em 20 de dezembro de 1712, já tendo falecido o Capitão Lázaro Caldeira – o mais antigo tronco a que chegou Yony nos seus estudos, “aparecem como titulares da sesmaria do Brejop [da Madre de Deus] os herdeiros Manoel de Azevedo Caldeira e o Alferes Domingos da Fonseca…” (Yony, obra citada, pg. 3).

Do casal Manoel de Azevedo Caldeira e Maria Pais de Castro, são os filhos:
F1 – Pedro Pais de Lira
F2 – José Pais de Lira
F3 -Carlos de Azevedo Caldeira
F4 – Margarida Pais de Lira
F5 – Ana Pais de Azevedo
F6 – Maria Pais do Nascimento

Só vamos detalhar o que nos interessa no momento para entendermos melhor os fatos a serem aqui relatados.

F1 – Pedro Pais de Lira, casado com Joana Maria de Jesus, filha de Manoel da Silva Ribeiro. Faleceu em 1822. Em 1790 é Sargento-mor, depois, Capitão.
Pais de:
N3 – José Pedro de Lira. Casou em 1795 com Maria Francisca Cavalcanti. Sem filhos. É o fundador de São Caetano. Depois voltaremos a este ilustre personagem do Agreste.
F4 – Margarida Pais de Lira – Em 1753 casou com José Gomes da Silva (Tenente José Gomes da Silva).
Pais de (pelo menos) 3 filhos. Vejamos o sétimo da lista:
N7 – João Paes de Lira.
O Capitão Comandante João Paes de Lira – Nasceu entre 1749 e 1754. Declara-se com 58 anos em 1812, e com 70, em 1819. Faleceu em 1831 (Confira Livro da Irmandade do SS. Sacramento de Bezerros). Era Capitão Comandante da freguesia de Bezerros (Yony, op. cit. P. 21).
Crê Yony que ele casou 2 vezes:

a) A primeira, em 1772, com Germana Francisca. É provável que Germana tenha morrido de parto em 1772. Deste casamento nasceu uma filha:
Bn1 (em Yony, Bn5) – Josefa Isabel de Santa Anna, nascida em Santo Antão em outubro de 1772, sendo batizada na Matriz de Santo Antão (conf. Yony, op cit. pg. 24 e 25).

b) A segunda vez, com Francisca Leite da Soledade, em data posterior a 1774.

Pais de:

Bn5.5 – Ignez de Santa Anna (Casada: Ignez de Santa Anna Azevedo). Batizada a 20 de março de 1791 na freguesia de Bezerros, com 11 dias de nascida, sendo seus padrinhos o Capitão Francisco Frazão (de Azevedo) e sua mulher Maria do Rosário da Encarnação. Casou a 29 de agosto de 1808, dispensados do impedimento de consangüinidade, com o primo o Tenente Coronel Manoel Francisco da Silva Azevedo, natural da freguesia de Santo , filho do Capitão Francisco Frazão de Azevedo e de Maria do Rosário da Encarnação, neto materno de José Gomes da Silva e Margarida Pais de Lira, sendo testemunhas Manoel Monteiro Paes da Rocha Lira e João Pedro de Lira, casados.Ignez de Santa Anna faleceu a 7 de janeiro de 1882, com 90 anos de idade em São Caetano da Raposa.

“Foram herdeiros 3 filhos vivos e os netos filhos de 3 outros. Além desses, houve pelo menos 2 filhos que ou faleceram criança, ou não deixaram descendência” (Yony, op. cit. pg. 26).

A) Avós paternos de Francisca Leite da Soledade:

Salvador da Costa e Maria Lins Bernarda.

Pais de:

F1 – João Mendes Branco, casado com Catarina Monteiro da Rocha.

Obs.: O Sargento-mor João Mendes Branco, nascido em 1707, era português, “dado como natural às vezes do Porto, e outra de Lisboa” , filho de Salvador da Costa e Maria Lins Bernarda, naturais da Vila de Louriseira, sendo ela neta materna do Capitão-mor Manoel Monteiro da Rocha e Francisca Leite de Oliveira, casados possivelmente em 1715, quando recebem de dote o sítio Cachoeira, ele português, e ela filha de Bento Leite de Oliveira e Ascensa da Silva Cavalcanti. O Sargento-mor João Mendes Branco residia em Buíque.
João Mendes Branco e Catarina Monteiro da Rocha

São os Pais de
N1 – Francisca Leite da Soledade.

B) Avós maternos de Francisca Leite da Soledade:

Capitão-mor Manoel Monteiro da Rocha e
Francisca Leite de Oliveira.

Obs.: Manoel Monteiro da Rocha, português, casou com Francisca Leite de Oliveira, filha de Bento Leite de Oliveira, natural de Guimarães, radicado no vale do Rio S. Francisco, zona de Penedo (AL) e Inocência da Silva Cavalcanti (ou Ascença). Esta é filha do Capitão Manoel da Silva, de apelido “Carapuça de Onça”, e de Anna Potencia de Brito Cavalcanti, constando ser ele português e ela descendente dos Holanda e Cavalcanti (opinião de Orlando Cavalcanti). “Mas, embora Borges da Fonseca refira vários Cavalcantis e Holandas casados com filhos de Bento Leite de Oliveira, não há referência aos pais de Inocencia da Silva (Nobiliarchia, vol. I, pg. 459)”, escreve Yony (op. cit. pg. 24).

OBS.: O Sargento-mor João Mendes Branco casa segunda vez com a índia Maria José do Nascimento, filha de pais incógnitos, esse estabelece em Piripiry, freguesia do Cariri Velho, na Paraíba.
Catarina Monteiro da Rocha faleceu a 17 de agosto de 1760, deixando 4 filhos, entre eles, Francisca “com idade de mês e meio pouco mais ou menos”, diz o pai no termo de composição com o compadre Capitão Pantaleão de Siqueira Barbosa e a comadre viúva Dona Maria Madalena da Rocha. Sendo esta sua irmã e cunhada, e também por ser tia e madrinha da menina Francisca, de livre e espontânea vontade faz entrega de sua filhinha ao compadre Pantaleão e à comadre Maria Madalena, para que a adotem como filha, uma vez que ele, o pai, não tinha condições de criar a menina. Sabe que eles a amarão como filha e farão tudo pela felicidade dela. Faz o expresso pedido que, chegada a menina à idade de casar, que o casamento dela seja com pessoa digna como o pai teria a satisfação que fosse. Que lhe ensinassem a doutrina cristã e tudo o que achassem que seria para o seu bem. (Yoni, op. cit. pg. 23.)
O testamenteiro e tutor dos bens da órfã, diz que ela “se achava desde menina em poder de sua tia e madrinha Dona Maria Madalena de que segundo notifica lhe ensinou a doutrina christã, couzer e fazer renda.”(Yony, op. cit. p. 25).

“Do casal João Paes de Lira e Francisca Leite da Soledade são conhecidos 4 filhos, Bn 5.2 a Bn 5.5. Mas creio haja outros.” (Yony, op. cit. pg. 25, pg. 26).

Detalhando:

João Paes de Lira e Francisca Leite da Soledade são os Pais de (entre outros):

Bn5.4. Manoel Monteiro Paes da Rocha Lira, casou com Teresa de Jesus Lima. Capitão da Guarda Nacional. Casado com Teresa de Jesus Lima, filha de Francisco Gomes e Anna Teresa. “Já casado em 1808. Manoel monteiro obteve, a 24 de setembro de 1816, carta de sesmaria do lugar Baticaba, entre a sesmaria do gado Bravo e Riachão e terra dos herdeiros de Francisco Xavier Correia de Sá no Pé de Serra do Mendes.” (Yony, op. cit. pg. 26).
Da longa descendência, vejamos alguns filhos:
Bn5.4.6 – Antônio Monteiro Paes de Lira. “Assassinou a 13 de fevereiro de 1842, a Feliciano Thomaz d´Azevedo, comissário de polícia do distrito de São Caetano, com três tiros desfechado de emboscada na própria povoação de São Caetano. Antônio é identificado como bom moço, de 22 para 23 anos de idade, de estatura regular, cheio de corpo, barba densa, branco, casado, … A 9 de abril de 1842 é denunciado estar foragido no Cariri velho, em casa do sogro, Manoel Gomes, na fazenda de Santo Antônio, junto a uma fazendinha denominada Zabelê, com toda a sua família” (Yony, op. cit. pg. 28).
Bn5.4.7 – José Paes de Lira. “João Pereira Calado, em sua História de Lagoa dos Gatos, o dá como filho de Manoel Monteiro Paes da Rocha Lira, senhor de terras no lugar de Gado Bravo do atual município de Lagoa dos Gatos. Teria ido com sua irmã Agostinha Joana Paes, do Gado Bravo, para Lagoa dos Gatos. Lá, José Paes de Lira casou com Carolina Soares, filha de Florêncio José Soares e Maria Francisca da Conceição, neta paterna de Francisco José Soares, português do Engenho Penom e comprador de um pedaço do s´[itio do Gato, em 1802.
Foram pais de vários filhos”, que Yony cita pelos nomes (Yony. Op. cit. pg. 28).

Bn5.5 – Ignez de Santa Anna: (Casada: Ignez de Santa Anna Azevedo). Batizada a 20 de março de 1791 na freguesia de Bezerros, com 11 dias de nascida, sendo seus padrinhos o Capítão Francisco Frazão (de Azevedo) e sua mulher Maria do Rosário da Encarnação. Casou a 29 de agosto de 1808, dispensados do impedimento de consangüinidade, com o primo o Tenente Coronel Manoel Francisco da Silva Azevedo, natural da freguesia de Santo , filho do Capitão Franciosco Frazão de Azevedo e de Maria do Rosário da Encarnação, neto materno de José Gomes da Silva e Margarida Pais de Lira, sendo testemunhas Manoel Monteiro Paes da Rocha Lira e João Pedro de Lira, casados.Ignez de Santa Anna faleceu a 7 de janeiro de 1882, com 90 anos de idade em São Caetano da Raposa.“Foram herdeiros 3 filhos vivos e os netos filhos de 3 outros. Além desses, houve pelo menos 2 filhos que ou faleceram criança, ou não deixaram descendência” (Yony, op. cit. pg. 26).

Detalhando:

Bn5.5 – Ignez de Santa Anna Azevbedo e Manoel Francisco da Silva Azevedo,

São os Pais de:

Tn5.5.1 – João Guilherme de Azevedo.
Tn5.5.2 – Manoel Francisco de Azevedo Silva
Tn5.5.3 – Maria.
Tn5.5.4 – Lucinda Maria de Azevedo ou Lucinda Francisca de Azevedo.
Tn5.5.5 – Francisca da Soledade do Amor Divino.
Tn5.5.6 – Tenente José Francisco de Azevedo Lira.
Tn5.5.7- Joana Celestina de Azevedo.
Tn5.5.8 – Francisco Santino de Azevedo (Lira)

Detalhadamente:

Tn5.5.1 – Major João Guilherme de Azevedo. Nasceu a 24 de junho de 1809, na Sapucaia (hoje Spucarana), destrito de Bezerros. Acha Ignez Guedes que o fato de ele ter nascido talvez na noite de 24 (São João) para 25 (São Guilherme) de junho explica seu nome: João Guilherme. Foram seu Padrinhos os tios José Pedro de Lira e Maria Francisca Cavalcanti, moradres em São Caetano da Raposa.
“Major João Guilherme de Azevedo foi figura polêmica no Agreste, com forte presença desde o final dos anos vinte e até sua morte em 1852. Envolveu-se em demandas, advogou causas, fez política e envolveu-se na Revolução Praeira, em 1848. Foi assassinado na Volta, no caminho entre Caruaru e São Caetano, arcabuzado, ,a 29 de outubro de 1852 (Yony, op. cit. pg. 30).

O Major João Guilherme de Azevedo casou a primeira vez antes de 1828 com Francisca Leite da Soledade ou do Amor Divino, deixando uma filha. “A segunda (diz Yony Sampaio) com Maria do Rosário Correia de S á, em casada, Maria Guilhermina de Azevedo, havendo 8 filhos” (id. Ibd. pg. 28).
Detalhando:
A) Do primeiro casamento do Major João Guilherme de Azevedo com Francisca Leite da Soledade ou do Amor Divino, uma única filha:

Qr5.5.1.1 – Maria Possidônia de Barros Silva. Casou a 22 de julho de 1840, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Caruaru, filial da Matriz de Bezerros, com Antônio Gomes de Barros Silva. Antônio faleceu por volta de 1865 e Maria Possidônia entre 1900 e 1905, segundo Yony Sampaio. Dos 6 filhos que deles conhecemos, provém uma longa descendência, detalhada por Yony das páginas 31 a 37 de sua Genealogia.

Voltemos a João Guilherme de Azevedo.
B) Em segundas núpcias, casou, como já vimos, com Maria Guilhermina de Azevedo (em solteira, Maria do Rosário Correia de Sá).
Esta era filha de Ignez Maria de Jesus, do Pé de Serra do Mendes (a primeira Mãe-de-Casa) e de seu segundo marido Francisco Xavier Correia de Sá.

Aqui encerramos o que tínhamos a dizer sobre os troncos mais remotos de algumas famílias de Bezerros e do Agreste.
Nos “ADENDOS” que virão a seguir, trataremos do envolvimento de alguns dos nossos personagens no processo revolucionário de Pernambuco.

Postado por Frei Milton Coelho às 15:14

1 comentários:

paulo silveira disse…

procuro josé da silva azevedo casado com beatriz de souza, por volta de 1705 em são lourenço da mata.
ele veio das ilhas,

17 de junho de 2011 17:20 

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Uma resposta to “00 Manuel Pinheiro Diniz e os Silva Azevedo do Pernambuco, família de Cláudia de Azevedo e Silva”

  1. helio soares rodrigues Says:

    encontrei o portugues francisco jose soares do penon em bezerros,meu primeiro parente vindo das terras luzitanias.

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