z z Conheça São José dos Campos, Estado de São Paulo, Brasil

História do Município de São José dos Campos-SP, Estado de São Paulo -Brasil – Da Aldeia à Metrópole – 1643 – 1767 – 2016

HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – ESTADO DE SÃO PAULO – BRASIL

Nesta ordem:

Aldeia – Capela – Vila – Freguesia – Município – Termo – Cidade – Comarca – Sede de Região Administrativa – Sede de Região Metropolitana

 

 

LEIA A PRIMEIRA  PARTE DA HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP em:

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP ATÉ 1800

 

 

 

Chamada, desde 1767, de São José do Paraíba, teve seu nome alterado, em 1871, para São José dos Campos-SP por causa de um município homônimo, a atual Além-Paraíba-MG.

 

 

Estabelecer uma numerosa povoação nesta Aldeia que foi hoje Villa nova erecta

 

Estabelecer uma numerosa povoação nesta Aldeia que foi hoje Villa nova erecta

 

 Vila, com Pelourinho, e Câmara em que têm servido, promiscuamente, brancos e índios

 

Da ordem que tinha, o Governador da Capitania de São Paulo, Dom Luís António de Souza Botelho Mourão, (o Morgado de Matheus), de elevar 11 aldeias de índios à condição de vila, o fez apenas com a Aldeia de São José do Paraíba. 

 

 

O clima da cidade e dos campos é admiravelmente saudavel: é dificil encontrar-se lugar mais saudavel e clima mais aprasivel, prinicipalmente no inverno;

Se este clima fosse bem conhecido seria hospital da Providencia de São Paulo e de outros.

 

 

 

 

 

 

 

Estabelecer uma numerosa povoação nesta Aldeia que foi hoje Villa nova erecta

Os Três Mais Populosos Municípios do Interior do Brasil em junho de 2016

Em junho de 2016, o Município de São José dos Campos-SP no Brasil contava com 488.647 eleitores.

Campinas-SP, o mais populoso município brasileiro fora das áreas das capitais dos estados, contava, em junho de 2016, com 822.044 eleitores.

Uberlândia-MG, que disputa com São José dos Campos-SP o título de segundo mais populoso município fora das regiões metropolitanas das capitais dos estados do Brasil, contava, em junho de 2016, com 478.250 eleitores.

Em junho de 2016, portanto, o Município de São José dos Campos-SP era o segundo mais populoso município fora das áreas metropolitanas das capitais, ou seja, era o segundo maior populoso município do INTERIOR dos estados do Brasil.

Nota: O número de eleitores, dado pela Justiça Eleitoral, é um dado mais preciso que o número de habitantes dado pelos Censos do IBGE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia aqui sobre personalidades que nasceram, residiram ou residem em São José dos Campos-SP

http://www.ict.unesp.br/#!/instituicao/memorias/historia-da-nossa-cidade/personalidades-de-sao-jose-dos-campos/

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTUDO que o CORONEL JOSÉ AROUCHE DE TOLEDO RONDON fez da  VILA de SÃO JOSÉ do PARAÍBA

em 22 de dezembro de 1802

Este estudo do Coronel Toledo Rondon é o eixo para a compreensão da História da Aldeia de São José do Paraíba.

Mesmo sendo vila, São José continuou sendo administrada, até o início do Século XIX,  pela Diretoria Geral das Aldeias dos Índios, quando, por iniciativa do Diretor Geral das Aldeias dos Índios, o Coronel José de Arouche de Toledo Rondon, a irregularidade foi sanada.

“Os Jesuítas sempre tiveram o maior cuidado em possuir índios, deram origem às aldeias de Carapicuíba, Mboi (a atual Embu), Itapecerica e Itaquaquecetuba e São José, hoje vila.

Então tinham o nome de Fazendas, que eles herdaram dos paulistas com bastantes índios, cujo número sempre procuraram aumentar, não só com índios vindos do sertão, mas mesmo com índios de pessoas particulares, e até das mais Aldeias, que eles seduziam, e que deu causa a serem expulsos de São Paulo (em 1643).

O Ex.mo Sr. D. Luís de Sousa Botelho Mourão, (o Morgado de Mateus), conheceu bem a necessidade de erigir em Freguesias e Vilas as Aldeias que fossem tomando maior calor por efeito de suas diligências: Esperançava-se muito nas (aldeias) de São Miguel, Pinheiros e São José. Contudo erigiu em vila esta última, ficando, as outras aldeias como dantes.

Noto neste procedimento duas incoerências:

a 1° é o erigir em Vila a Aldeia de São José, podendo contentar-se em fazê-la Freguesia, pois que ainda não tinha, nem hoje tem capacidade para ser Vila.

2° Que tendo a dita povoação nome de Vila, com Pelourinho, e Câmara em que têm servido, promiscuamente, brancos e índios,ainda conserve o nome de Aldeia, e tenha Diretor.

Se nela se acham índios com capacidade de reger aos mesmos brancos, e administra-lhes Justiça, segue-se que não está no estado em que se contempla o Diretório (dos índios), o que se lhes faz injuria em conservá-los debaixo de Direção.

Se o sr. Dom Luís Antônio (o Morgado de Mateus) tirasse o Diretor dos Índios da sua nova Vila; se os sujeitasse unicamente às Justiças, à Ordenança, e mesmo fizesse alistar os mais hábeis nos Corpos  Milicianos, de certo haveria pouca lembrança de Aldeia, e já não sabia quem eram os Índios, como  aconteceu com a Aldeia dos (Índios) Guarulhos”.

 

O CORONEL JOSÉ AROUCHE DE TOLEDO RONDON RECOMENDOU, ENTÃO, QUE:

Pelo que principiando pela Vila de São José: está só exige que se lhe tire o Diretor (dos Índios) e se entreguem os Índios ao Corpo de Ordenança. Esta Vila, segundo os mapas (de população) do ano passado (1801), tem 850 habitantes de todas as cores, e 466 índios; que tudo faz a soma de 1316 habitantes.

A Aldeia de São José já se acha com Pároco (Vigário) Colado, o que é também dos brancos, e, tem o nome de vila. E, portanto, está providenciada com a saída do Diretor (de Índios). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÉCULO XIX 

A História de São José dos Campos-SP está praticamente perdida neste século pelo desaparecimento dos Livros de Atas da Câmara Municipal dos séculos 18 e 19 – Se não tem documento, não tem História. 

Existe sobre esta época, em São José dos Campos-SP, os processos cíveis e criminais no Arquivo Histórico do Município de São José dos Campos-SP, dos quais, os mais interessantes são sempre os “Inventários dos Bens Que Ficaram Dos Finados”, os quais, no Século XIX e anteriores, eram ricos em informações. Estão digitalizados estes inventários.

No Almanack Litterario de 1881 é citado livros de Atas da Câmara de 1802 em diante  – Portanto os livros da Câmara do Século XIX desapareceram depois de 1881.

 Mas já não existiam mais, em 1881, os livros de 1800 e anteriores.

 

 

 

 

 

 

 

A Estrada QUE PASSAVA POR FORA DA VILA – SEGUINDO DE JACAREÍ PARA PARAIBUNA:

Estrada de Terra, obviamente, como todas daquele tempo, exceto algumas de pedras como a Calçada  do Lorena que ligava São Paulo a Santos.

O Almanack descreve toda a discussão na Câmara de se tentar passar uma estrada por dentro da Vila:

Era tarefa difícil por causa dos banhados e por tornar mais longo o caminho de quem ia de São Paulo para o Rio de Janeiro.

O ATRASO DA VILA SE DEVIA EM GRANDE PARTE À ESTRADA REAL PASSAR DISTANTE DA VILA:

 

Veja, neste mapa abaixo, como a Estrada passava fora da Vila de São José do Paraíba:

 

Mapa das Estradas entre São Paulo, Vale do Paraíba e Litoral Norte – 1836 

Mapa, de 1836, do General Daniel Pedro Müller 

A Estrada de São Paulo para o Rio de Janeiro passava longe da Vila de São José do Paraíba, onde havia muito brejo, várzeas e banhados, o que dificultava a construção de uma estrada;

E os vereadores e os demais oficiais da Câmara lutaram, muito tempo, para ter uma estrada que passasse pela Vila de São José.

As Atas da Câmara da Vila de São José, que registraram toda essa história, não existem mais.

A rota era JACAREÍ – PARAIBUNA – CAÇAPAVA VELHA

caminho.jpg

O Mapa dá as distâncias, em léguas, (uma légua é 6.600 m), entre São Paulo e Pindamonhangaba, e, dá 8 léguas de Paraibuna a Caraguatatuba

 São José do Paraitinga é a atual Salesópolis-SP

 A “Cassapaava” mostrada no mapa é a atual Caçapava Velha 

Conceição é a atual Cidade de Guarulhos 

Escada é Guararema

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VIAJANTES FRANCESES e portugueses

NO VALE DO PARAÍBA NO SÉCULO XIX

Em 1860, com o Brasil e Portugal já formando dois países distintos, o viajante português Augusto Emílio Zaluar foi anotado como estrangeiro. Registrou sobre a Vila de São José:

Está ainda em notável atraso, e, é um centro de pouco movimento, em relação aos recursos que dispõe. O caminho (para a vila) corre por terrenos aterrados, que, à custa de muitos trabalhos e sacrifícios, se conseguiu fazer nos brejos e enormes pântanos que se estendem a perder de vista. Os sertões ainda incultos fornecem magníficas madeiras. O aspecto dos campos é realmente das vistas mais agradáveis que se pode imaginar. As casas são quase todas baixas, as ruas desiguais e mal alinhadas, os dois largos não têm as necessárias saídas. Falta (aos largos) o adorno de alguns edifícios que atualmente se acham em construção, como a cadeia, casa da câmara e igreja matriz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Termo de São José do Paraíba:

O Termo de São José do Paraíba foi criado, em 1854, pela portaria do governo provincial, de 05/jan/1854, e a comarca, em 1872, a qual abrangia o Termo de Caçapava.

DECRETO Nº 2.036 – DE 25 DE NOVEMBRO DE 1857

Crêa no Termo da Villa de São José da Parahyba da Provincia de São Paulo o Lugar de Juiz Municipal que accumulará as funcções de Juiz dos Orfãos.

Hei por bem Decretar o seguinte:

Art. Unico. Haverá no Termo de São José da Parahyba, na Provincia de São Paulo, hum Juiz Municipal, e de Orfãos.

Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos, do Meu Conselho, Ministro e Secretario d’Estado dos Negocios da Justiça, assim o tenha entendido e faça executar.

Palacio do Rio de Janeiro em vinte cinco de Novembro de mil oitocentos cincoenta e sete, trigesimo sexto da Independencia e do Imperio.

Com a Rubrica de Sua Magestade o Imperador.

Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pela Lei nº 27, de 22/04/1864, a Vila de São José do Parahyba foi elevada à categoria de cidade: A Cidade de São José do Paraíba-SP.

Lei nº 47, de 02/04/1871, mudou-lhe a denominação de “Cidade de São José do Paraíba” para “Cidade São José dos Campos-SP”.

Pela Lei nº 46, de 06/04/1872, foi criada a Comarca de São José dos Campos-SP, desmembrada da Comarca de Jacareí. A nova Comarca de São José abrangia São José e Caçapava.

 

 

 

LEI PROVINCIAL PAULISTA n° 27, de 22 de ABRIL de 1864

O Bacharel Formado Francisco Ignacio Marcondes Homem de Mello, Presidente da Provincia de São Paulo etc. Faço saber à todos os seus habitantes, que a Assembléa Legislaliva Provincial decretou e eu sanccionei a Lei seguinte :

Art. unico.  Ficam elevadas á cathegoria de cidade as villas de S. José do Parahyba, e S. João de Capivary, com as mesmas denominações e limites actuaes. Revogadas as disposições em contrario.

Mando portanto, a todas as Auctoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se contem. O Secretario desta provincia a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palacio do Governo de S Paulo aos vinte e dous dias do mez de Abril de mil oito centos e sessenta e quatro.

(L.S.) Francisco Ignacio Marcondes Homem de Mello.

Carta de Lei pela qual Vossa Excellencia manda executar o decreto da Assembléa Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar, elevando á cathegoria de cidade as villas de S. José do Parahyba e São João de Capivary, com as mesmas denominações e limites actuaes ; com acima se declara.

Para Vossa Excellencia vêr

Julio Nunes Ramalho da Luz, a fez.

Publicada na Secretaria do Governo de S. Paulo aos vinte e dous dias do mez de Abril de mil oito centos e sessenta e quatro.

João Carlos da Silva Telles.

Registrada a fl. 88 v. do livro competente. Secretaria do Governo de S. Paulo, 22 de Abril de 1864.

Julio Nunes Ramalho da Luz.

 

 

 

 

Lei Provincial Paulista n° 47 de 2 de abril de 1871

Antonio da Costa Pinto Silva, Presidente da Provincia de S. Paulo, etc., etc.

Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléa Legislativa

Provincial decretou, e eu sanccionei, a seguinte Lei:

Art. unico. – A Cidade de S. José do Parahyba d’ora em diante será denominada Cidade de S. José dos Campos ; revogadas as dis- posições contrarias.

Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumprão e fação cumpri tão inteiramente como nella se contém.

O Secretario desta Provincia a faça imprimir. publicar e correr, Dada no Palacio do Governo de S. Paulo, aos dous dias do mez de Abril do anno de mil Oitocentos setenta e um.

(L. S.)

ANTONIO DA COSTA PINTO SILVA.

Carta de Lei, pela qual V. Ex. manda executar o Decreto da Assembléa Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar, denominando d’ora em diante a Cidade de S. José do Parahyba Cidade de S. José dos Campos, como acima se declara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

ALMANACH LITTERARIO, ALMANACH ADMINISTRATIVO E AZEVEDO MARQUES

É citado, no Almanach de 1881, nomes de procuradores e demais oficiais da Câmara de 1800 e anos próximos – Toda essa documentação da Câmara está, hoje, perdida.

O Almanack da conta também que dada a pobreza da vila e pequena população, só em 24 de março de 1854, por portaria do governo da província, conseguiu formar o seu Termo, desmembrado do Termo de Jacareí, com a nomeação de escrivão, juiz municipal e juiz de órfãos próprios.

PORÉM, o Almanach Administrativo de 1857 e o de 1858 ainda dão São José do Paraíba como parte do “Termo Reunido de Jacareí, São José e Santa Branca”.

O Juiz Municipal e o de Órfãos de Jacareí atendia também São José e Santa Branca. Em São José do Paraíba havia apenas Juiz de Paz.

 

Em 1881, o Almanach Litterario descreve assim São José dos Campos-SP:

A cidade tem uma excelente (Casa de Câmara e) cadeia, talvez a melhor do norte da Província, e, matadouro público.

O comércio é bem ativo, e, aos domingos, reúne-se a feira ou mercado, que é um dos mais importantes do norte.

Na cidade há duas maquinas a vapor para beneficiar café, além de mais quatro no município e várias máquinas americanas para água.”

NOTAS: 1- Naquele tempo, entendia-se que o Vale do Paraíba era o NORTE da Província. HOJE É LESTE. 2- A Casa de Câmara e Cadeia de Areias-SP, ainda existente em 2015, e, também do Norte da Província, também era excelente.

 

Em 1871, tinha casa de Câmara e cadeia, a Matriz, e capelas do Rosário e de São Benedito. Tinha duas cadeiras de primeiras letras, (instrução primária), para ambos os sexos. (Azevedo Marques).

Em 1874, São José dos Campos-SP contava com 15.154 habitantes, sendo que 2.156 destes era da Paróquia do Buquira, (hoje Monteiro Lobato-SP), tinha 37 eleitores (5 no Buquira), 9 ruas com 315 fogos.

Nota: Fogos são prédios habitados.

Em 1880, Buquira foi elevado à vila. Posteriormente Buquira voltou a ser freguesia de São José dos Campos-SP.

NOTA: Estes números parecem irreais, pois, o Censo de 1920, dá São José dos Campos-SP com só 8.000 habitantes. E não é possível, em 315 fogos caber 15.000 almas.

As igrejas eram: Matriz de São José Operário, Capela do Rosário, Capela da Cruz e Santana, e, a Capela do Bom Jesus do Serimbura, na antiga Fazenda Serimbura (hoje região do Jardim Maringá). (Almanaque Literário).

O Bairro da Cruz, (Santana), tinha perto de 100 fogos (morada de casas habitadas) e 1.300 habitantes. (estes números do Almanach Litterario são exagerados). Azevedo Marques dá bem menos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leis PROVINCIAIS SOBRE SÃO JOSÉ DO PARAIBA-SP E SÃO  JOSÉ DOS CAMPOS-SP:

AUTORIZA GOVERNO A CONCEDER 1 ANO DE LICENÇA AO 2º TABELIÃO DE NOTAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

MODIFICA AS DIVISAS ENTRE OS MUNICIPIOS DE CAÇAPAVA E SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

ANEXA AO OFÍCIO DE TABELIÃO DO PÚBLICO, JUDICIAL E NOTAS O OFÍCIO DE ESCRIVÃO DO JUIZO DE ORFÃOS DO TERMO DO JAMBEIRO, COMARCA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

CONCEDE AOS ENGENHEIROS AURELIO LOPES BAPTISTA DOS ANJOS E TRAJANO IGNACIO DE VILA NOVA MACHADO PRIVILÉGIO, POR CINQÜENTA ANOS, PARA CONSTRUIREM UMA LINHA DE TRANSWAYS A VAPOR, QUE PARTINDO DA BARRANCA DO RIO PARAÍBA, OU …

TRANSFERE DIVERSAS FAZENDAS DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS PARA JACAREÍ.

AUTORIZA O GOVERNO A DESPENDER A QUANTIA DE SEIS CONTOS DE RÉIS COM OS CONSERTOS URGENTES DA IGREJA MATRIZ DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS A QUANTIA DE QUINHENTOS MIL RÉIS COM OS REPAROS DA ESTRADA DA VILA DO PATROCINIO DE SANTA .

RESTABELECE AS DIVISAS ENTRE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E A VILA DAS PALMEIRAS.

CRIA UMA TERCEIRA CADEIRA DE PRIMEIRAS LETRAS PARA O SEXO MASCULINO NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

CRIA CADEIRAS DE PRIMEIRAS LETRAS NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, E EM OUTRAS LOCALIDADES DA PROVÍNCIA.

MANDA QUE AS DIVISAS DOS MUNICÍPIOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E VILA DO JAMBEIRO CONTINUEM A SER AS MESMAS QUE VIGORARAM ANTES DA LEI N. 52 DE 10 DE ABRIL DE 1872, ENTRE AQUELE MUNICÍPIO E O ENTÃO BAIRRO DE CAPIVARY, NO MUN …

AUTORIZA O GOVERNO A APOSENTAR COM TODOS OS VENCIMENTOS AS PROFESSORAS PÚBLICAS DE GUARATINGUETÁ, PORTO FELIZ E DO BAIRRO DA CRUZ, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, D.ISABEL MARIA PAGÃ FRAGOSO, D.MARIA TEIXEIRA DO AMA …

CRIA MAIS QUATRO COMARCAS NA PROVÍNCIA COM AS SEGUINTES DENOMINAÇÕES: CASA BRANCA, FAXINA, UBATUBA E SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

 

 

  • Lei nº 47, de 02/04/1871DENOMINA A CIDADE DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA – CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.
  • Lei nº 28, de 24/03/1871MANDA CONTRATAR COM ANGELO THOMAZ DO AMARAL, COM O DR. JOAQUIM FLORIANO DE GODOY E COM JOÃO DA COSTA GOMES LEITÃO, A CONSTRUÇÃO E CUSTEIO DE UMA ESTRADA DE FERRO, QUE, PARTINDO DO PONTO MAIS CONVENIENTE DA CIDADE DE SÃO …
  • Lei nº 27, de 19/07/1867ESTABELECE MULTAS AOS EMPREGADOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA, QUANDO PRATIQUEM FALTAS PELAS QUAIS NÃO SEJAM DEMITIDOS.
  • Lei nº 11, de 08/07/1867ANEXA À COMARCA DO BANANAL A VILA DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO, AO TERMO DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA A FREGUESIA DE BOQUIRA, E AO MUNICÍPIO DE CONSTITUIÇÃO A FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS DA PONTE DO TIETÊ.
  • Lei nº 102, de 28/04/1865MANDA PUBLICAR E EXECUTAR O SUPLEMENTO AO CÓDIGO DE POSTURAS DA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA, APROVADO EM 19 DE MAIO DE 1865.
  • Lei nº 89, de 25/04/1865MANDA PUBLICAR E EXECUTAR DOIS ARTIGOS DE POSTURAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA.
  • Lei nº 73, de 22/04/1865CONCEDE UMA LOTERIA A CADA UMA DAS MATRIZES SEGUINTES: SANTA IPHIGENIA, LORENA, MOGY DAS CRUZES, SÃO JOSÉ DA PARAÍBA, CAÇAPAVA, AGUA CHOCA, SÃO BENTO DE SAPUCAÍ-MIRIM, SÃO BENTO DE ARARAQUARA, MOGY-MIRIM, LIMEIRA, BOTUCA …
  • Lei nº 27, de 22/04/1864ELEVA À CATEGORIA DE CIDADES, AS VILAS DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA E SÃO JOÃO DE CAPIVARY, COM AS MESMAS DENOMINAÇÕES E LIMITES ATUAIS.
  • Lei nº 25, de 22/04/1864CRIA UM OFÍCIO DE ESCRIVÃO DE ORFÃOS NA VILA DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA.
  • Lei nº 3, de 12/03/1856CRIA NA VILA DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA UMA CAPTAÇÃO DE CENTO E SESSENTA RÉIS DESTINADA AOS REPAROS DA MATRIZ RESPECTIVA.

Lei nº 26, de 15/03/1841

AUTORIZA A ARREMATAÇÃO DOS TERRENOS PERTENCENTES AO PATRIMÔNIO DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA E REGULA A APLICAÇÃO DO SEU PRODUTO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTE DO CÓDIGO DE POSTURAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

É provável que a íntegra não mais exista, pois os documentos da Câmara Municipal se perderam.

APRESENTA MUITAS CURIOSIDADES PITORESCAS SOBRE A VIDA EM UMA COMUNIDADE NA METADE DO SÉCULO XIX.

LEI Nº 102, DE 28 DE ABRIL DE 1865

MANDA PUBLICAR E EXECUTAR O SUPLEMENTO AO CÓDIGO DE POSTURAS DA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA, APROVADO EM 19 DE MAIO DE 1865

O Doutor João Crispiniano Soares, do Conselho de S M. O imperador e Presidente da provincia de São Paulo etc.
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléa Legislativa Provincial, sob proposta da Camara Municipal de São José do Parahyba, decretou a Resolução seguinte:

SUPPLEMENTO AO CODIGO DE POSTURAS DA CIDADE DE SÂO JOSE’ DO PARAHYBA, APPROVADO EM 19 DE MAIO DE 1865

CAPITULO I

DISPOSIÇÕES DIVERSAS

Art. 1.° – Ficam revogados os arts 17, 18, 50, 51, 52, 54, 65, 68 e 81 do Codigo de Posturas, approvados em 19 de Maio de 1862.
Art. 2.° – Ficam revogado o § 1. ° do art.90 das mesmas posturas approvadas, no anno, mez e dia acima dito que manda levantar taipas até o alto do Lava-pés.
Art. 3.° – Todas as pessoas desta cidade que quizerem ter cães, seja da qualidade que fôr vagando pelas ruas, pagarão da liçença a camara 5$000 por anno, de cada um: depois de paga a licença, conservará no cão uma coleira larga, de solla ao pescoço, e nesta coleira será posto o numero correspondente, pelo afferidor d’aquele anno; o afferidor não poderá pôr o numero sem que lhe seja apresentado recibo do procurador, mostrando que pagou o imposto, sob pena de 5$ de multa se assim praticar, e o dono do cão lhe pagará 200 rs. pelo carimbo de cada colleira nos cães Os cães que forem encontrados na rua sem esta colleira, o fiscal mandará matar com bolinhas envenenadas ou com qualquer instrumento que produza a morte facilmente (excepto armas de fogo). Serão tolerados os cães de pessoas moradoras fóra da cidade e estes estiverem seguindo em companhia de seus donos.
Art. 4.° – E’ prohibido vagarem porcos e cabras pelas ruas desta cidade. Multa de 10$000 ao contraventor.
Art. 5.º – Todo aquelle que dentro deste municipio consentir jogos em sua casa, seja o jogo que fôr (excepto bilhar) e que perceba de taes jogos interesse, cobrando barato, pagará de licença á camara cincoenta mil réis por anno. Os contraveutores pagarão 30$000 de multa além do imposto.
Art. 6.° – Os terrenos que fazem frente para as ruas, beccos e largos desta villa, quando seus proprietarios quizerem feixar o não poderão fazer sem ser com muros ou paredes de mão, de altura não menos de dez palmos, e obrigados a cobrirem de telhas, a rebocar e caiar ou tingir de côr. Os contraventores serão multados em dez a vinte mil réis.
Art. 7.° – Nas lojas haverá vara e covado com chapa de metal nas estremidades, balancinha de pesar retroz com marco de meia libra. Nas tavernas e armazens haverá balança e pesos de bronze, ou chumbo, a saber: oito libras, quatro, duas, uma, meia, quarta, e duas meias quartas, que ao todo fazem meia arroba. Haverá tambem para mantimentos quarta, meia quarta, selamim e meio selamim, medida e meia medida para sal. Para liquidos terão medida, meia medida, quartilho, meio quartilho e oitavo. Estes pesos e medidas serão pela inseripção da camara. Os contraventores incorrem na multa de quinze á vinte mil réis.
Art. 8.° – Todos os que comprarem café, tanto dentro da cidade como nas roças serão obrigados a ter balança grande, conchas com correntes de ferro, e pesos de duas arrobas, uma, veia, oito libras, quatro, duas, uma, meias libras, que ao todo fazem quatro arrobas, tudo afferido pelo padrão da camara. Os contraventores serão mullados em dez a vinte mil réis.
Art. 9.° – O afferidor cobrará de cada peça que afferir cem réis, e sendo nova pela primeira vez afferida, cobrará duzentos réis de cada peça que carimbar. O marco será contado oito peças e as balanças, tanto grande como pequenas, serão também contadas no numero das mais peças para afferir. Os compradores de café pagarão pelo terno de pesos e balança 2$000 de afferição, e se forem novos, e inda não afferidos pagarão 2$500.
Art. 10. – Fica prohibido caçar perdizes nos mezes de Agosto a Janeiro inclusivè. Os infractores serão multados em vinte mil réis ou oito dias de prisão de cada dia que caçar.
Art. 11. – Os advogados deste termo pagarão de licença a camara dez mil réis por anno, e os sollicitadores cinco mil réis por anno, sob pena de dez a vinte mil réis, além do imposto.
Art. 12. – Fica prohibido caçar-se em terrenos alheios sem licença do respectivo dono, multa de dez mil réis ou cinco dias de prisão, excepto se a caçada fôr com cães, que, soltos em terras proprias, ou em outras de cujos donos se houver obtido permissão, passarem e seguimedto de caça para outro terreno.
Art. 13. – Os espectaculos publicos, sejam da natureza que forem (excepto córros) não sendo gratis, pagarão de licença a camara dez mil réis de cada vez que se derem, sob pena de 10$000 de multa além da licença.
Art. 14. – Nos espectaculo de touros (a que chamam córros) pagarão os toureadores ou quem os mandar tourear dez mil réis de cada vez que se fizer o espectaculo, ainda sendo gratis a entrada.
Art. 15. – Os taboleiros de fazendas, pelas ruas desta cidade pagarrão de licença á camara 20$000 por anno, excepto os de negociantes do municipio. Os contraventores pagarão a multa de 20$ e cinco dias de prisão
Art. 16. – Dos bilhares neste municipio, pagarão seus donos 12$ por anno de licença à camara Os cotraventores pagarão 10 a 15$ rs além do imposto
Art. 17. – Todos os que damnificarem as estradas deste municipio, tanto publicas, como particulares, fazendo exeavações, vallos, ou qualquer feixo dentro da estrada, não deixando a largura, como determina o artigo quarto das posturas de dezenove de Maio de mil oitocentos e sessenta e dois, serão multados em 10 a 20$, e obrigados a deixar a estrada convenientemente consertada.
Art. 18. – Os donos de realejo e marmotas que pelas ruas desta cidade tocarem ou mostrarem mediante paga, pagarão de licença á camara 10$000 por anno. Os cohtraventores pagarão 10$000 de multa.
Art. 19. – A camara mandará fazer casinhas no largo do mercado, que d’ora em diante fica designado no fim da rua do Fogo, esquina da rua Nova, que vae para o Lavapés de baixo, cujas casinhas serão postas em praça todos os annos logo no primeiro de Julho, e haverá termo lavrado desta arrematação, no mesmo livro, que serve para o termo do ramo de afferição, passado pelo secretario e assignado pelo fiscal, porteiro da camara e arrematante.
Art. 20. – Para as casinhas, a camara mandará fazer terno de medidas de páo para mantimentos, balança grande com conchas e correntes de ferro, vara e pesos, conforme o artigo nono deste supplemento, e tambem serão afferidos pelo padrão da camara, e d’esta afferição o afferidor nada cobrará. Tambem a camara mandará fazer uma banca no comprimento todo das casinhas, dividida em tres parte-uma para carne de vacca, outra maior para toucinho e carne de porco, e outra do mesmo tamanho para peixe, devendo mandar fazer tambem cêpos, ganchos e o mais que conveniente fôr para a parte pertencente ao açougue.
Art. 21. – O arrematante das casinhas cobrará cem réis de cada cargueiro de todos e quaesquer generos comestiveis da terra, e fumo, que alli venham para ser vendidos o arrematante é obrigado a ceder as casinhas á todos quantos quizerem recolher seus effeitos para se abrigarem das chuvas, nos dias de mercado. A carne de vacca será vendida nas casinhas, no lugar para isso destinado, e os vendedores nada pagarão. O arrematante será obrigado a ceder-lhes balança e pesos, sem nada cobrar. O arrematante das casinhas passará recibo no mesmo termo á arrematação de todos os utensis pertencentes ás casinhas, e disso dará conla, quando entregar ás casinhas, depois de findo o lempo de arrematação
Art. 22. – O fiscal obrigará o povo, no mercado, a afastar os animaes para um lado que não estorvem as compras e vendas. Tambem mandará os vendedores separar os effeitos de cada qualidade para um lado, deixando em ruas com largura sufficiente para o transito publico. Os que não quizerem obedecer, serão multados em dous mil réis.
Art. 23. – A camara mandará fazer um matadouro para o corte das rezes, que forem para o consumo desta cidade, e feito isto, não se poderá matar rez em outro lugar, sob pena de cinco mil réis de mulla de cada rez cortada No matadouro haverá, a custa da camara, esteios e ferros necessarios, ganchos de ferro, e argolas nos esteios, machados para utilidade do matadouro, e fica a cargo do fiscal toda e qualquer limpeza á custa da camara.
Art. 24. – O inspector de caminhos, nomeado pela camara, ou interinamente pelo fiscal, que não cumprir com as ordens da camara para as facturas dos caminhos á seu cargo, ou qualquer concerto, como determina o artigo oitavo das posturas de dezenove de Maio de mil oitocentos e sessenta e dois será multado em dez mil réis, ou soffrerá cinco dias de prisão
Art. 25. – Todas as casas e taipas que forem feitas até o alto do Lava-pés, terão a alturo das casas e taipas de dentro da cidade e serão feitas no alinhamento dado pelo arruador, sob pena de demolição a custa do proprietário.
Art. 26. – Todo aquelle que com folias de fóra do municipio vier nesta cidade, on no termo (Telia, tirar esmolas para a festa do Espirito Sanlo pagará de licença á camara n quantia de 20$000, sob pena de multa de 20$000 além do imposto. Na cidade o fiscal examinará os que andam tirando estendas com folia se acham com licença da camara; e nas roças fica á cargo do iuspector de quarteirão examinar as mesmas licenças. O inspector que não der providencias a este artigo, soffrerá a multa acima.
Art. 27. – Todas as casas que derem comida, ou pousada (hotel ou casa de pasto) á qualquer pessoa, pagarão seus donos á camara a quantia de viute e cinco mil réis por anuo, e os que o contrario fizerem, soflterão a mulla de vinte e cinco mil réis, além do imposto.
Art. 28. – Fica designado para a praça do mercado o largo das Casinhas.
Art. 29. – Todos os moradores desla cidade varrerão as frentes de suas casas e topas, em todos os Domingos e dias Santos, sob pena de um mil réis de multa. Os que moratem nas roças, e que tiverem casa na cidade soffreião a mesma pena, logo que estejam na cidade e não as ficam varrer.
Art. 30. – Todos os que quizerem vender seus generos nas casinhas pagarão cem réis de vinte em vinte quatro horas.

Mando portanto á rodas as Auctoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como n’ella se contém.
O Secretario deita Provincia a faça imprimir, publicar, e correr.
Dada no Palacio do Governo de S. Paulo aos vinte e oito dias do mez de Abril de mil oitocentos e sessenta e cinco

(L.S.) João Crispiniano Soares.

Para Vossa Excellencia vêr

Julio Nunes Ramalho da Luz a fez.

Publicada na Secretaria do Governo de São Paulo aos vinte e oito dias do mez de Abril de mil oitocentos e sessenta e cinco.

João Carlos da Silva Telles.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEI PROVINCIAL PAULISTA nº 89, DE 25 DE ABRIL DE 1865

MANDA PUBLICAR E EXECUTAR DOIS ARTIGOS DE POSTURAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO PARAÍBA

Nota: Uma rua que vai para o Lava-Pés de baixo, (hoje na Avenida Teotônio Vilela, Fundo do Vale), seria a Rua Coronel José Monteiro (onde tem um largo, atual Praça Conego Lima), ou rua Rubião Júnior, onde tem um largo, atual Praça Afonso Pena.  A rua Siqueira Campos não é pois no seu início era o Largo da Matriz, atual Praça do Padre João.

 

O Doutor João Crispiniano Soares,do Conselho de S. M. O Imperador, e Presidente da Provincia de São Paulo etc.

Faço saber a todos os seus habitantes, que a Assembléa Legislativa Provincial, sob proposta da Camara Municipal de São José do Parahyba, decretou a Resolução seguinte:

Art. 1.° – A camara mandará fazer umas casinhas no largo do Mercado, que d’ora avante fica designado no fim da rua do Fogo, esquina da rua Nova, que vai para o Lava-pés de baixo, cujas casinhas serão postas em praça todos os annos, no dia 1.° de Julho, e haverá termo lavrado desta arrematação, no mesmo livro que serve para o termo do ramo de afferição, passado pelo secretario, e assignado pelo fiscal, porteiro da camara e arrematante.

§ 1.° – Para as casinhas, a camara mandará fazer terno de medidas de páo para mantimentos, balança grande com concha, correntes de ferro, e pesos até 4 arrobas, e uma vara.; estes pesos e medidas serão afferidos pelo padrão da camara, e desta afferição nada o afferidor poderá cobrar.

§ 2.° – Mandará a camara fazer uma banca no comprimento todo das casinhas, dividida em tres partes,uma pequena para carne de vacca, uma maior para toucinho e carne, de porco, e outra igual a esta para peixe, bem como mandará ali pôr ganchos e cepos.

Art. 2.° – O arrematante das casinhas cobrará 160 réis de cada cargueiro de todo e qualquer genero comestivel da terra, e fumo que ali entrar para ser vendido ; nos dias de mercado o arrematante é obrigado a ceder as casinhas á todos quantos quizerem recolher seus effeitos para se abrigarem da chuva ; a carne de vacca será vendida nas casinhas, e os vendedores nada pagarão ; o arrematante será obrigado a ceder as balanças das casinhas gratis á todos quantos quizerem vender os generos já mencionados.

Mando portanto a todas as Auctoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente, como nella se contém.

O Secretario desta Provincia a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palacio do Governo de São Paulo aos vinte e cinco dias do mez de Abril de mil oito centos e sessenta e cinco.

(L. S.)

JOÃO CRISPINIANO SOARES.

O Doutor João Crispiniano Soares,do Conselho de S. M. O Imperador, e Presidente da Provincia de São Paulo etc.

Faço saber a todos os seus habitantes, que a Assembléa Legislativa Provincial, sob proposta da Camara Municipal de São José do Parahyba, decretou a Resolução seguinte:

Art. 1.° – A camara mandará fazer umas casinhas no largo do Mercado, que d’ora avante fica designado no fim da rua do Fogo, esquina da rua Nova, que vai para o Lava-pés de baixo, cujas casinhas serão postas em praça todos os annos, no dia 1.° de Julho, e haverá termo lavrado desta arrematação, no mesmo livro que serve para o termo do ramo de afferição, passado pelo secretario, e assignado pelo fiscal, porteiro da camara e arrematante.

§ 1.° – Para as casinhas, a camara mandará fazer terno de medidas de páo para mantimentos, balança grande com concha, correntes de ferro, e pesos até 4 arrobas, e uma vara.; estes pesos e medidas serão afferidos pelo padrão da camara, e desta afferição nada o afferidor poderá cobrar.

§ 2.° – Mandará a camara fazer uma banca no comprimento todo das casinhas, dividida em tres partes,uma pequena para carne de vacca, uma maior para toucinho e carne, de porco, e outra igual a esta para peixe, bem como mandará ali pôr ganchos e cepos.

Art. 2.° – O arrematante das casinhas cobrará 160 réis de cada cargueiro de todo e qualquer genero comestivel da terra, e fumo que ali entrar para ser vendido ; nos dias de mercado o arrematante é obrigado a ceder as casinhas á todos quantos quizerem recolher seus effeitos para se abrigarem da chuva ; a carne de vacca será vendida nas casinhas, e os vendedores nada pagarão ; o arrematante será obrigado a ceder as balanças das casinhas gratis á todos quantos quizerem vender os generos já mencionados.

Mando portanto a todas as Auctoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente, como nella se contém.

O Secretario desta Provincia a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palacio do Governo de São Paulo aos vinte e cinco dias do mez de Abril de mil oito centos e sessenta e cinco.

(L. S.)

JOÃO CRISPINIANO SOARES.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Estrada de Ferro

Com a chegada da Estrada de Ferro, atualmente chamada Central do Brasil, inaugurada em 1877, a produção de café ganhou impulso na região. Azevedo Marques já registra que o Café predominava já antes da chegada da Estrada de Ferro.

O Edifício principal da antiga estação de trem ficava exatamente onde hoje é a Faculdade de Direito da Univap e foi posteriormente uma escola primária.

O General Daniel Pedro Muller já registra o Café no Vale do Paraíba em 1836.

A Ferrovia facilita o transporte dos grãos do café, que são inviáveis de serem transportados à grande distância por meio de carroças.

Era transportado o Café, em carroças puxadas por burros, que seguiam de Taubaté-SP até o Porto de Ubatuba-SP, ficando ricos, famosos e importantes, os carreiros, tropeiros e criadores de burros da região.

A antiga estação de trem ficava na confluência da Rua Euclides Miragaia com a Rua Paraibuna e a Avenida Dr. João Guilhermino, e, foi transferida, na década de 1920, para o seu lugar atual.

Esta ferrovia que partia de São Paulo-SP e ia até o Porto da Cachoeira, (na atual Cachoeira Paulista-SP), e, ali, encontrava-se com a Ferrovia que vinha do Rio de Janeiro-RJ, sempre foi cheia de acidentes e ficou conhecida, no início do Século XX, como Ferrovia da Morte.

Por causa dos acidentes nas subidas para chegar a São José dos Campos-SP, em 1924, foi abandonado a linha, e, construída outra.

Ver, abaixo, sobre o Século XX em São José dos Campos-SP.

 

LEI PROVINCIAL PAULISTA n° 28 do ano de 1871

Carta de Lei, pela qual V. Ex. manda executar o Decreto da Assembléa Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar, mandando contractar com Ângelo Thomnz do Amaral, com o Dr. Joaquim Floriano do Godoy e com João da Costa Gomes Leitão a construcção e custeio de uma estrada de ferro, que, partindo do ponto mais conveniente da Cidade de S. Paulo, e passando por Jacarehy, S. José do Parahyba, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Lorena, vá ter á Cachoeira, ou ao ponto áquem della, que fór o terminal da 4 secção da estrada de ferro de D. Pedro II, como acima se declara.

 

Antonio da Costa Pinto Silva, Presidente da Província de S. Paulo, etc, etc.

Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléa Legis lativa Provincial decretou e eu sanccionei a seguinte Lei :

Art. 1.° – O Governo da Provincia contractará com Angelo Thomaz do Amaral, com o Dr. Joaquim Floriano de Godoy e com João da Costa Gomes Leitão, a construcção e custeio de uma estrada de ferro, que, partindo do ponto mais conveniente da Cidade de S.Paulo, e passando por Jacarehy, S.José do Parahyba, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Lorena, vá ter á Cachoeira,ou ao ponto áquem della, que fôr o terminal da 4ª secção da estrada de ferro de D. Pedro II.

Art. 2.º – O Governo garantirá aos concessionarios, ou a companhia que organisarem, dentro ou fóra do Imperio, o juro de 7 % annuaes, sobre o capital de dez mil seiscentos e cincoenta e cinco contos de réis, ou de um milhão e duzentas mil libras esterlinas, ao camhio de vinte sete dinheiros por mil réis, se a companhia fôr organisada com capitaes estrangeiros.

Art. 5.º – Os concessionarios, ou a companhia que organisarem, se obrigaráõ a construir a referida estrada nas mesmas condições technicas da que foi autorisada entre a estação do Rio-Grande e a Cidade de Jacarehy.

Art. 6.º – Fica creado o imposto de 80 rs. por arroba sobre os generos de exportação que transitarem pela estrada, o qual será cobrado emquanto o rendimento liquido della não cobrir os 7 % do capital garantido pela Provincia.

Mando, portanto, a todas as autoridades,a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumprão e fação cumprir tão inteiramente como nella se contém.

O Secretario desta Provincia a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palacio do Governo de S. Paulo, aos vinte quatro dias do mez de Março do anno de mil oitocentos e setenta e um.

(L. S.)

Antonio da Costa Pinto Silva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dois primeiros cemitérios públicos municipais de São José dos Campos-SP:

Em 1880, surge seu segundo cemitério nos limites urbanos da cidade, ainda existente, atualmente Cemitério Padre Rodolfo Komorek. Por décadas, continuaria no limite urbano da cidade.

O primeiro cemitério público existiu onde hoje é a Capela de São Miguel, na atual Avenida Marechal Floriano Peixoto, quando ali também era o limite urbano da então Vila de São José.

Ainda hoje, quando se realizam escavações para construções próximas à capela de São Miguel, encontram-se ossadas.

Estes dois cemitérios estão entre os mais antigos do Brasil. É muito difícil encontrar cemitérios públicos municipais anteriores a esta data. O cemitério do Centro, o atual, ainda existente, está entre os mais antigos do Brasil que ainda estão em funcionamento.

Nota: Antes da existência dos cemitérios públicos, existiam cemitérios atrás das igrejas, mesmos as rurais. D. Pedro I foi quem proibiu os enterros dentro das igrejas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja quais eram todos os municípios e paróquias do Vale do Paraíba em 1881.

Destaca-se que muitos delas perderam seu nome religioso original de quando de sua fundação nos primeiros séculos do Brasil:

DECRETO IMPERIAL n° 8.113 de 2 I DE MAIO de1881

Divide a provincia de S. Paulo em nove districtos eleitoraes. Attendendo ás disposições da lei n° 3.029 de 9 de Janeiro do corrente anno, hei por bem decretar:

Art. 3° O 2° districto eleitoral terá por cabeça a cidade de Taubaté e se comporá: do municipio de Santa Izabel, constituido pela parochia de igual nome; do municipio do Patrocinio, constituido pela parochia de Nossa Senhora do Patrocinio; do municipio de Jacarehy, constituido pela parochia de Nossa Senhora da Conceição de Jacarehy ; do municipio de Santa Branca, constituido pela parochia de igual nome; do municipio de Caçapava, constituido, pela parochia de Nossa Senhora Ajuda de Caçapava; do município de S. José dos Campos, cornprehendendo as parochias de S . José dos Campos e Nossa Senhora da Piedade do Buquira: do municipio de Taubaté, constituido pela parochia de S. Francisco das Chagas de Taubaté; do municipio da Redempção, constitui do pela parochia de Santa Cruz do Paiolinho; do município de S. Luiz, comprehendendo as parochias de S. Luiz do Parahytinga e Nossa Senhora da Conceição da Lagoinha; do municipio de Cunha, comprehendendo as porachias de Nossa Senhora da Conceicão de Cunha e Nossa Senhora dos Remedios de Campos Novos; do municipio de S. Bento, comprehendendo as parochias de S. Bento de Sapucahy-mirim e Santo Antonio do Pinhal; e do municipio do Jambeiro, constituido pela parochia de Nossa Senhora das Dores de Capivary.

Art°  4°  O 3° districto eleitoral terá por cabeça a cidade de Lorena e se comporá: do municipio de Pindamonhangaba, constitui do pela parochia de Nossa Senhora do Bom Successo de Pindamonhangaba; do municipio de Guaratinguetá, comprehendendo as parochias de Santo Antonio de Guaratinguetá e Santa Rita; do municipio de Lorena, comprehendendo as parochias de Nossa Senhora da Piedade de Lorena, Nossa Senhora do Piquete e Santo Antonio da Cachoeira; do municipio do Cruzeiro, constituído pela parochia de Nossa Senhora da Conceição do Cruzeiro; do municipio de Queluz, comprehendendo as parochias de S. João Baptista de Queluz e S. Francisco de Paula dos Pinheiros; do municipio do Bananal, constituido pela parochia do Senhor Bom Jesus do Livramento do Bananal; do municipio de Arêas, constItuido pela parochia de Sant’Anna de Arêas; do municipio de Silveiras, comprehendendo as parochias de Nossa Senhora da Conceição de Silveiras e Nossa Senhora da Piedade do Sapé; e do municipio de S. José do Barreiro, constituido pela parochia de igual nome.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição do Município de São José dos Campos-SP em 1881

A Câmara Municipal de São José dos Campos-SP produziu um texto manuscrito de 11 páginas descrevendo o município. O texto foi enviado para a “Exposição de História do Brasil” realizada no Rio de Janeiro-RJ em 1881.

Leia aqui:

http://www.ict.unesp.br/#!/instituicao/memorias/historia-da-nossa-cidade/descricao-do-municipio-de-sao-jose-dos-campos-sp-em-1881/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PRIMEIRO GRUPO ESCOLAR DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Ginásio Estadual, (atual 6° a 9° série), não tinha em São José dos Campos-SP, e, nem em nenhum outro município paulista, exceto São Paulo-SP, Campinas-SP e Ribeirão Preto-SP Taubaté-SP e Tatuí-SP, até 1930:

 

Lei nº 181, de 18/08/1893

AUTORIZA O GOVERNO DO ESTADO A ENTRAR EM ACORDO COM O GOVERNO FEDERAL, PARA CONVERTER O CURSO ANEXO PA FACULDADE DE DIREITO, DESTA CAPITAL, EM GINÁSIO DO ESTADO.

Decreto nº 284, de 14/03/1895

CRIA UM GINÁSIO NA CIDADE DE CAMPINAS-SP.

Lei nº 1.045, de 27/12/1906

CRIA UM GINÁSIO EM RIBEIRÃO PRETO-SP, COM O MESMO PROGRAMA DO DA CAPITAL.

Lei nº 2.017, de 26/12/1924

CRIA GINÁSIOS EM TAUBATÉ-SP E TATUÍ-SP.

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Por isso, NÃO era considerado atraso não possuí-los.

São Paulo, Campinas-SP e Ribeirão Preto-SP é que eram consideradas “cidades muito adiantadas, ricas e progressistas por causa do Café“.

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Foto do Primeiro Grupo Escolar de São José dos Campos-SP

 Anuário Escolar do Estado de São Paulo de 1908

 

 

 

 

 

 

 

Século XX

 

 

Leia aqui o ALMANAQUE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP PARA O ANO DE 1905

 

 

 

 

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Um livro que relata as lembranças de alguns dos migrantes que construíram São José dos Campos-SP no Século XX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

População de São José dos Campos-SP no Século XX

1920 – 30.681

1940 – 36.279 (Inclui Buquira, atual Monteiro Lobato-SP)

1950 – 44.804

1960 – 76.994

1970 – 146.612

1980 – 285.587

Nota: Em virtude da Revolução de 1930, não houve censo naquele ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As eleições municipais no Estado de São Paulo até 1930 aconteciam em 30 de outubro.

O mandato dos vereadores era de 3 anos, em 1905.

Todos os membros da administração municipal de São José dos Campos-SP eram das mais conceituadas, respeitadas e tradicionais famílias do município.

Não se fala do intendente municipal que já deveria existir.

O número de cargos e funções públicas era diminuto.

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Páginas do Almanach de São José dos Campos-SP de 1905

 

 

 

 

 

 

 

O Estadista RUI BARBOSA “coberto de flores em São José dos Campos – 1909

A nova linha de Trem, e, a nova Estação de Trem

Em 15 de dezembro de 1909, a cidade parou para receber, e, saudar, na antiga Estação de Trem, na atual Sabesp, na atual Rua Euclides Miragaia, o candidato a Presidente da República Dr. Ruy Barbosa, que os paulistas apoiavam, na “Campanha Civilista“.

O Edifício principal da antiga estação de trem ficava exatamente onde hoje é a Faculdade de Direito da Univap e foi posteriormente uma escola primária.

Cena parecida só aconteceria, em 29 de outubro de 1930, quando o Dr. Getúlio Dorneles Vargas, foi saudado, em várias estações de trem, no Vale do Paraíba, quando rumava para o Rio de Janeiro, para tomar posse, em 3 de novembro de 1930, como Chefe do Governo Provisório da Revolução de 1930.

NOTA: O Antigo Leito desativado da EFCB subia da atual Vila Guarani, passava pelo atual Paço Municipal, Câmara dos Vereadores, por onde, hoje, é a Favela da Santa Cruz, passava atrás da Santa Casa, ao lado da Fábrica de Louças do Eugênio Bonádio, em frente ao Sanatório Vila Samaritana,  (UNIVAP), e, depois da Estação de Trem, descia a atual Rua Borba Gato.

O antigo traçado (leito) da EFCB em São José foi desativado em 1924.

Naquele tempo, devido aos inúmeros acidentes, a Estrada de Ferro Central do Brasil era conhecida como a Ferrovia da Morte, pelos seus trágicos e frequentes acidentes.

A nova linha passava onde é seu trecho atual até a Vila São Paulo, dali passava no Banhado, seguindo para onde é hoje a nova avenida ao lado do Shopping Colinas.

Este trecho que passava pelo Banhado, também foi abandonado, no final da Década de 1980.

E, na década de 1990, depois de 110 anos, deixou de circular trens de passageiros em São José dos Campos-SP.

 

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A Antiga Estação de Trem onde o Dr. Rui Barbosa parou, em dezembro de 1909, para ser aplaudido pelos joseenses 

A Estação de Trem ficava “um pouco distante da cidade”, pois  a cidade não chegara ainda até perto da Estação de Trem (ver abaixo)

 

 

 

Decreto nº 15.578, de 26 de Julho de 1922

Approva o traçado da variante de São José dos Campos, no ramal de São Paulo da Estrada de Ferro Central do Brasil.

O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil, attendendo ao que propoz a directoria da Estrada de Ferro Central do Brasil,

DECRETA:

Artigo unico. Fica approvado o traçado da variante de São José dos Campos, da estaca 0 á estaca 356, comprehendida entre os Kilometros 386.860 e 392.327, do ramal de São Paulo, da Estrada de Ferro Central do Brasil, de accôrdo com as plantas que com este baixam rubricadas pelo director geral do Expediente da Secretaria de Estado da Viação e Obras Publicas.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 1922, 101º da Independencia e 34º da Republica.

EPITACIO PESSÔA
J. Pires do Rio

 

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União – Seção 1 de 28/07/1922

 

Publicação:

  • Diário Oficial da União – Seção 1 – 28/7/1922, Página 14380 (Publicação Original)

 

 

No livro “Excursão Eleitoral pelo Estado de São Paulo” é registrado que o Dr. Rui Barbosa foi saudado pelo Promotor Público Dr. Francisco Rafael de Araújo e Silva, e, que a “Banda Euterpe Santanense” executou o Hino Nacional Brasileiro, e, é assim, descrito, o entusiasmo do povo joseense:

“Às 5:30, silvou, na subida do (Córrego) Lavapés (hoje canalizado, na atual Avenida Teotônio Vilela), a máquina comboiando o (trem) especial que conduzia a São Paulo, o Conselheiro Rui Barbosa.”

“Um frêmito de contentamento e de agradável emoção agitou a multidão que prorrompeu em vibrantes e entusiásticos vivas ao eminente brasileiro.”

“Sua Excelência foi coberto de flores por um grande número de meninas trajadas de branco, postadas em alas na plataforma.”

“Durante os cinco minutos de demora do especial na estação desta cidade, a aclamação ao candidato civilista não se interromperam por um instante sequer até que o trem partiu conduzindo o ilustre itinerante saudado por vivas patrióticos levantados à sua personalidade emérita por milhares de vozes que se agitavam num burburinho indescritível de satisfação e contentamento vitoriando sempre e mais o preclaro compatrício.?

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O Candidato a Presidente da República Dr. Ruy Barbosa

Nota: O referido livro “Excursão Eleitoral” é uma colectânia de discursos eleitorais proferidos, no Estado de São Paulo, pelo Dr. Rui Barbosa, na campanha presidencial civilista de 1909-1910.

Candidatou-se a Vice-Presidente da República apoiando o Dr. Rui Barbosa, o Presidente do Estado de São Paulo, o Dr. Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, que era um migrante nordestino.

Naquela época, ao contrário de hoje, os candidatos a Presidente da República eram capazes de redigirem longos e elaborados discursos, e, de lê-los ao público.

Existe também o livro “Excursão Eleitoral por Minas Gerais e pela Bahia“, da mesma Campanha Civilista.

 

 

 

 

 

 

 

Um habitante típico de São José dos Campos-SP no início do Século XX

Monteiro Lobato, que passava por São José dos Campos-SP para ir para São Paulo, morou na Fazenda Buquira, na Vila Buquira, há pouco desmembrada de São José dos Campos-SP. Monteiro Lobato cruzava o Rio Paraíba do Sul para ir também para Taubaté-SP, e, às suas margens, conheceu o caipira caboclo Jeca Tatu:

Caracterizou assim o caipira caboclo, “um piraquara do Paraíba”, (morador ribeirinho ao Rio Paraíba do Sul), no conto “Urupês”:

A Verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas entre o estrangeiro recente e o aborígine de tabuinha em beiço, uma existe a vegetar de cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé. Pobre Jeca Tatu! Como é bonito no romance e feio na realidade! Jeca Tatu é um Piraquara do Paraíba, maravilhoso epitome de carne onde se resumem todas as características da espécie. O fato mais importante da vida do Jeca é votar no governo.

A modinha, como as demais manifestações de arte popular existente no país, é obra do mulato, em cujas veias o sangue recente do europeu, rico de ativismos estéticos, borbulha d?envolta com o sangue selvagem, alegre e são do negro.

O caboclo é soturno. Não canta senão rezas lúgubres. Não dança senão o cateretê aladainhado. O caboclo é o sombrio Urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas. Bem ponderado, a causa principal da lombeira do caboclo reside nas benemerências sem conta da mandioca.

Talvez sem ela se pusesse de pé e andasse. Mas enquanto dispuser de uma pão cujo preparo se resume no plantar, colher e lançar sobre brasas, Jeca não mudará de vida.

O vigor das raças humanas está na razão direta da hostilidade ambiente. Se a poder de estacas e diques o holandês extraiu de um brejo salgado a Holanda, essa joia de esforço, é que ali nada o favorecia!”

O piraquara do rio Paraíba do Sul ainda existe.

Foi estudado e retratado, em 2002, por Camila Hayashi, Karina Müller e Noêmia Alves, no livro “Nas Margens do Paraíba, Vida, histórias e crenças dos habitantes da beira do rio Paraíba do Sul”. Mantém ainda a preferência pela mandioca: “Hoje dá até pra se plantar aqui. Milho, mandioca”, diz o piraquara Benedito Grabriel.

 

 

 

 

 

 

 

 

SÃO JOSÉ NO INÍCIO do SÉCULO XX

Descrição extremamente positiva da Zona Urbana 

Almanach Lambert de 1911

Bem diferente das “Cidades Mortas” de Monteiro Lobato

O Grupo Escolar como um dos primeiros a existirem no interior do Estado de São Paulo

A Estação de Trem “um pouco distante da cidade” ficava onde, hoje, é a Sabesp, na atual Rua Euclides Miragaia

A administração visionária do estadista Coronel João Alves Cursino trouxe para a cidade uma raridade para a época:

A Iluminação Pública Elétrica, e, já se projetava a rede de esgoto; benefício, que, 100 anos depois, em 2014, muitas localidades no Brasil, ainda não possuem.

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Uma descrição de São José dos Campos-SP em 1911 

O Cine Theatro São José, hoje Biblioteca Municipal, e o Grupo escolar, (hoje demolido, e, que era de propriedade do Benemérito Cidadão Bertholino Leite Machado), eram considerados “excelentes edifícios”

A Estação de Trem distante da cidade ficava onde hoje é a SABESP na Rua Euclides Miragaia

A última grande obra do Coronel Cursino antes de ser derrubado pela Revolução de 1930 foi o edifício da Escola Normal, que depois foi Câmara Municipal

Seu túmulo foi derrubado em 2011 – nem sua memória se preserva mais

 

 

 

 

 

 

 

O referido, acima, Theatro São José, recém inaugurado segundo o Almanach Lambert

A data em sua fachada é 1908, porém a data pode ter sido colocada mais tarde;

Não se sabe se foi um Cinematógrapho desde sua inauguração, porém é certo que era cinema em 1940;

Na década de 1940, tornou-se o Paço Municipal, (Prefeitura Municipal), estando fechadas, no Estado Novo, as Câmaras Municipais;

Depois de reaberta as Câmaras Municipais em 1947, foi Câmara Municipal, também, até 1967.

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Esse edifício foi restaurado, segundo suas características originais, e, hoje, abriga a Biblioteca Municipal de São José dos Campos-SP

 

 

 

 

 

 

O grande historiador joseense Dr. Geraldo Marcondes Cabral, na década de 1980, publicou, nos jornais de São José dos Campos-SP, vários artigos narrando as obras da Câmara Municipal do município, os progressos urbanos, a partir das atas de câmara que sobreviveram (a partir de 1913).

Na década de 1910, surge a primeira ponte sobre o Rio Paraíba, uma ponte metálica de 80 metros de comprimento, obra prima da engenharia da época, ligando o centro da cidade e o Bairro de Santana à Zona Norte do município e a Minas Gerais.

Esta ponte é hoje a passarela que liga o Bairro de Santana ao Bairro Alto da Ponte.

De ambos os lados da passarela, está a Rua Rui Barbosa, antiga saída da cidade rumo ao norte e a Minas Gerais. Hoje, como há uma passarela no local, muitos não entendem porque há Rua Rui Barbosa dos dois lados do Rio Paraíba.

Em 1951, o Presidente da República, o Dr. Getúlio Vargas, esteve na cidade, inaugurando a nova Ponte Minas Gerais sobre o Rio Paraíba do Sul.

A velha ponte foi elogiada, como muito moderna, em 1917, no “Primeiro Congresso Paulista de Estradas de Rodagem,” que teve as suas atas publicadas em livro homônimo.

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Primeira ponte sobre o Rio Paraíba, construída em 1912, obra clássica de engenharia, hoje passarela

Os automóveis e caminhões eram muito poucos e pequenos, e, as pontes muito estreitas para os padrões atuais

 

 

 

 

 

 

 

O Governo Municipal de São José dos Campos-SP em 1911

Prefeito Municipal, Presidente da Câmara, subprefeitos, vereadores, e, demais servidores públicos, em uma época na qual o número de servidores públicos era diminuto

Não é mencionado o venerando Coronel Constanzo De Finis, grande prócer político daquela época

A política do Coronel João Cursino só seria derrubada na Revolução de 1930

Não se separava, naquela época, ainda, a administração e o Prefeito Municipal da Câmara Municipal

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Os Líderes de São José dos Campos-SP eram das principais e mais tradicionais famílias do município:

Cursino, Guedes, De Paula, Leite, Pinto, Freitas, Machado, Monteiro, Vasconcelos e Saes;

Na época, a política era levada a sério

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 As Estradas de Rodagem

A inauguração, em 1924, da primeira Estrada de Rodagem que atravessava o Vale do Paraíba deu novo impulso à região, a atual Estrada Velha.

Antes da existência da Estrada São Paulo-Rio, viajar de automóvel da Cidade de São Paulo até a Capital Federal, a Cidade do Rio de Janeiro, era coisa de aventureiros adeptos do Rally.

O único que teve esta coragem foi o Conde Landsdorff, em 1908, em aventura de quase um mês, por trilhas, quando mostrou, ao mundo, porque o Brasil era um dos países mais atrasados e subdesenvolvidos do mundo.

A “loucura” do Conde Landsdorff foi cuidadosamente estudada pelo sócio do Automóvel Clube de São Paulo, e, Secretário da Justiça e Segurança Pública do Estado de São Paulo, o Dr. Washington Luís Pereira de Souza.

Obra clássica de engenharia, estrada pioneira e eixo central do desenvolvimento do Brasil, e, marco da entrada do Brasil no Século XX, a Estrada São Paulo-Rio foi assim descrita do PLANO NACIONAL DE VIAÇÃO de 1949, pouco antes da construção da Via Dutra, (que seria a BR-2):

“Indicamos para a Radial número um, (BR-1), a Estrada Rio-São Paulo, que, ligando os dois maiores centros da vida brasileira, pode ser considerada a base de todo o nosso sistema rodoviário.

A seguir, no sentido do movimento dos ponteiros do relógio, vem a numeração das outras rodovias partindo do Rio de Janeiro.”

 

Nota: A Estrada começou a ser construída em São Paulo, mas, como a Cidade do Rio de Janeiro-RJ era a capital federal do Brasil, seu nome acabou invertendo-se para Estrada Rio-São Paulo.

O Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Washington Luís, construiu a Estrada São Paulo-Rio, que ligou a capital paulista a Bananal-SP, na divisa com o Estado do Rio de Janeiro; obra que foi concluída em 1924.

Em 1928, já como Presidente da República, concluiu o trecho desta estrada até a cidade do Rio de Janeiro.

Naquele tempo, ia-se de São Paulo ao Rio de Janeiro passando por Bananal-SP, e, pelo Vale do Paraíba Paulista Histórico.

Essa estrada ainda existe no trecho paulista, com diversas denominações como SP-62, SP-64, SP-66 e SP-68, e, é conhecida, atualmente, como “A Estrada Velha“.

Na área urbana de São José, a Estrada Velha é hoje a Rodovia Geraldo Scavone, a SP-66, as avenidas Heitor Villa Lobos, Samuel Wainer, Juscelino Kubistschek, e, a Avenida Pedro Friggi.

Da Avenida Pedro Friggi, segue para o atual Jardim das Flores, e, o Distrito de Eugênio de Melo, seguindo, dali, para Caçapava-SP.

A Estrada São Paulo-Rio (depois chamada Estrada Velha Rio-São Paulo) no trecho de São José dos Campos-SP era moderna em um aspecto até pelos padrões de hoje porque passava distante do centro urbano.

Para se chegar a ela, era preciso andar dois quilômetros passando o antigo leito da EFCB seguindo quase pela estrada que ia para a fazenda Serimbura (depois rua Serimbura, atual Av. Nove de Julho)  para chegar a Estrada Rio-São Paulo (hoje este trecho da Estrada Velha chama-se Avenida Heitor Villa Lobos que por muitos anos chamava-se Estrada Velha Rio-São Paulo).

O mesmo foi feito com a via Dutra, também construída longe do centro urbano; depois foi que a cidade cresceu e alcançou e ultrapassou a Via Dutra.

Estradas e rodovias longe dos centros urbanos evitam congestionamentos e mistura do transito local com o transito intermunicipal; permite posteriores alargamentos da rodovia e construção de comércios e de indústrias às suas margens.

 

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A Estrada Velha, em São José dos Campos-SP, na altura da atual Vila Ema, na atual Avenida Heitor Villa Lobos

À direita da foto aparece o Laticínios Vigor; demolido na década de 1990

Ao fundo, a antiga Fazenda Serimbura

 

 

 

 

 

 

 

As Obras rodoviárias que trouxeram o Progresso ao Vale do Paraíba Paulista:

As primeiras obras rodoviárias do Governo do Dr. Washington Luís, (1920-1924), foram no Vale do Paraíba.

Na sua mensagem anual, em 1923, o Doutor Washington Luís mostra como melhorou os transportes no Vale do Paraíba devido à sua prioridade:

Governar é Abrir Estradas“:

?Já começou também a estabelecer ligações terrestres do litoral norte com o Vale do Paraíba.”

“Já fez o caminho, por cavaleiros, tropas e pedestres entre Ubatuba e São Luís do Paraitinga, de onde se vai a Taubaté, por automóveis em duas horas, sendo que na subida da serra, em 9 quilômetros, encontrou-o todo revestido de lajeões, serviço de há mais de 50 anos cuja restauração foi fácil.”

“Fez também a ligação de caminho idêntico, entre São Sebastião e Caraguatatuba, e, vai atacar, nas mesmas condições, o que desta cidade vai a Paraibuna, cidade que já se comunica por automóveis em duas horas com São José dos Campos e Jacareí.

Visionário, e, vivendo à frente de seu tempo, o Dr. Washington Luís foi o primeiro estadista brasileiro a compreender a importância de se abrir estradas de rodagem, e, assim definiu a importância das estradas de rodagem em um discurso antológico, na Assembleia Legislativa paulista, na época, chamada Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo,em 1912:

 

As estradas aproximam os centros produtores dos centros consumidores, valorizam as terras que atravessam, tornam baratos os produtos que exploram e trazem a facilidade de comunicação para correios e escolas!

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O Estadista visionário Dr. Washington Luís Pereira de Souza, Benfeitor do Vale do Paraíba Paulista 

Inaugurou a “Estrada Velha”, as ligações com o litoral, e, em 1924, o Sanatório Vicentina Aranha

 Governou o Estado de São Paulo, de 1920 a 1924

 Por sua clareza na compreensão da importância das Estradas de Rodagem, recebeu o apelido de ESTRADEIRO

Os governadores de São Paulo continuaram esta tradição, e, hoje, São Paulo é o estado mais desenvolvido do Brasil, graças às suas estradas

 

 

 

 

 

 

AS PRIMEIRAS FÁBRICAS  – A Década do Progresso

Na década de 1920, chamada a “Década do Progresso” de São Paulo, a Década do Dr. Washington Luís, surgem as primeiras unidades industriais em São José dos Campos-SP:

– A Fábrica de Louças Santo Eugênio, a mais antiga fábrica de São José dos Campos-SP, fundada por Eugênio Bonádio.

– Os Laticínios Vigor, localizado na Estrada Velha Rio São Paulo, na Vila Ema, onde hoje estão prédios residenciais,

– A Cerâmica Paulo Becker, localizada em uma grande baixada próximo a atual Embraer,

– A Tecelagem Parahyba, inaugurada em 1923, criada por portugueses, e, tocada por Olívio Gomes, e, depois, continuada pelos filhos Clemente e Severo Gomes, e,

– A Cerâmica Weiss, em Santana.

Nenhuma destas fábricas pioneiras existe atualmente, e, somente os prédios da Cerâmica Weiss e os da Tecelagem Parahyba ainda não foram demolidos.

O Velho Bonádio, (*03/04/1872), fundou a primeira fábrica da Cidade em 1921, a Cerâmica Santo Eugênio; faleceu em 01/jun/1924, e seus filhos tocaram a fábrica.

A entrada da Fábrica de Louças Santo Eugênio ficava no final da Rua Humaitá, e, dava fundos para a Estrada de Ferro Central do Brasil, cujo ramal foi desativado naquele ano de 1924.

A Fábrica de Louças Santo Eugênio ocupou o quarteirão hoje formado pelas ruas Eugênio Bonádio, Machado Sidney, Euclides Miragaia e a Avenida Dr. Nelson D´Ávila.

Eugênio Bonádio, italiano, foi o primeiro gerente de fábrica de louças do Brasil. Foi gerente em Pedreira-SP e em Jundiaí-SP. A fábrica que ele montou estava sendo disputada por São José dos Campos-SP e Capaçava-SP. Graças aos esforços do Coronel João Alves Cursino, líder político de São José dos Campos-SP, e, do dr. Pedro Rachid, presidente da Associação Comercial e Indústrial, a fábrica veio para São José dos Campos-SP e foi inaugurada em 1921. Foi fechada em 1973.

Duas de suas filhas casaram-se com 2 irmãos da família Weiss, vindos do Rio de Janeiro-RJ, que fundaram, no tempo da Segunda Guerra Mundial, a Cerâmica Weiss. As filhas de Eugênio Bonádio eram desenhistas de seus objetos de louças.

O alemão imigrado para o Brasil, Paulo José Becker, (*13/mar/1879), faleceu em 12/jun/1945, e, seus herdeiros terminaram por fechar a Cerâmica Paulo Becker. Seu neto, o Dr. João Batista Macedo Becker é professor aposentado do Instituto de Ciência e Tecnologia, o ICT-UNESP de São José dos Campos-SP.

Nota: Severo Fagundes Gomes, da Tecelagem Parahyba, chegou a ser ministro de estado e senador da República.

 

 

 

 

 

 

 

Ajuda do Governo do Estado para a Construção do maior sanatório de São José dos Campos-SP

Na década de 1920, a Década do Progresso, o Governo do Estado de São Paulo beneficiou, através de uma lei e um decreto, o Sanatório Vicentina Aranha, disponibilizando um total de 200 contos de réis:

 

. Lei nº 1.769, de 31/12/1920

CONCEDE O AUXÍLIO DE 200:000$000, AO SANATÓRIO DE TUBERCULOSOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP.

 

Decreto nº 3.334, de 08/04/1921

ABRE À SECRETARIA DA FAZENDA E DO TESOURO UM CRÉDITO DE RS. 200:000$000, PARA AUXÍLIO ÁS OBRAS COMPLEMENTARES DO SANATORIO PARA TUBERCULOSOS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

 

 

 

 

 

A Ajuda do Governo Federal em 200 contos de réis para o Sanatório Vicentina Aranha.

DECRETO N° 15.903 DE 27 DE DEZEMBRO DE 1922

Abre ao Ministerio da Justiça e Negocios Interiores o credito de 200:000$, para pagamento do auxilio concedido á Santa Casa de Misericordia de S. Paulo, para completar a installação de um hospital para tuberculosos, no municipio de S. José dos Campos

O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil, resolve abrir ao Ministerio da Justiça e Negocios Interiores o credito de 200:000$, para pagamento do auxilio concedido, nos termos do art. 22 do decreto n. 4.555, de 10 de agosto de 1922, á Santa Casa de Misericordia de S. Paulo, para completar a installação de um hospital para tuberculosos no municipio de S. José dos Campos.

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1922, 101º da Independencia e 34º da Republica.

ARTHUR DA SILVA BERNARDES

João Luiz Alves.

 

 

 

 

 

 

 

 

A LINHA DE TRANSMISSÃO DA LIGHT

E, em 1929, é que foi desapropriada, a faixa de terrenos com as torres de energia, que cruzam o Vale do Paraíba Paulista:

Decreto nº 4.618, de 17/07/1929

DECLARA DE UTILIDADE PÚBLICA, A FIM DE SEREM DESAPROPRIADOS PELA -THE SÃO PAULO TRAMWAY, LIGHT & POWER COMPANY, LIMITED-, TERRENOS SITUADOS NOS MUNICÍPIOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, CAÇAPAVA, TAUBATÉ, PINDAMONHANGABA, GUARA …

 

 

 

DECRETO N. 4.618, DE 17 DE JULHO DE 1929 

Declara de utilidade publica, afim de serem desapropriados pela «The São Paulo Tramway, Light & Power Company, Limited», terrenos situados nos municipios de S. José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena, Cachoeira, Jatahy e Queluz. 

O doutor Julio Prestes de Albuquerque, Presidente do Estado de São Paulo, attendendo ao que lhe representou o Secretario de Estados dos Negocios da Viação e Obras Publicas, com fundamento na lei n. 2109, de 29 de Dezembro de 1925 e usando da attribuição que lhe confere o ‘artigo 2.°, da lei n. 57, de 18 de Março do 1836,
Decreta:
Artigo unico – São declaradas de utilidade publica, afm de serem desapropriadas, na forma da lei, pela «The São Paulo Tramway, Light & Power Company Limited», as faixas de terrenos situados nos municipios de São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba,Guaratinguetá, Lorena, Cachoeira, Jatahy e Queluz, figuradas nas plantas ns.308670-A e 308786-A, que com este baixam, rubricadas pelo Secretario de Estado dos Negocios da Viação e Obras Publicas, terrenos esses necessarios ao assentamento de linhas de transmissão de energia electrica que completarão a ligação da usina da Serra do Mar aos systemas da mesma Companhia, existentes nos citados municipios.
Palacio do Governo do Estado de São Paulo, aos 17 de Julho de 1929.

JULIO PRESTES DE ALBUQUERQUE
José Oliveira de Barros

Publicado na Secretaria de Estado dos Negocios da Viação e Obras Publicas, aos 17 de Julho ie 1929. – Clemente de Araujo Sampaio, pelo Director Geral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No TEMPO dos SANATÓRIOS de TUBERCULOSOS

A procura do município de São José dos Campos-SP para o tratamento de tuberculose pulmonar teve início, nas primeiras décadas do Século XX, devido às condições climáticas favoráveis.

Entretanto, somente em 1935, quando o município foi transformado em “Estância Climática” e depois “Estância Hidromineral”, que São José passou a receber recursos oficiais que puderam ser aplicados na “Zona Sanatorial” localizada na atual região da Vila Adyanna, Jardim Apolo e Jardim São Dimas.

Foram oito, os principais sanatórios de tuberculosos:

– O Vicentina Aranha, o maior sanatório, pertencente à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, inaugurado, em 1924, pelo Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Washington Luís, e, cujos edifícios ainda existem, e, que foi construído com o auxílio de uma das mais ricas e respeitáveis famílias da Cidade de São Paulo,

– O Vila Samaritana, pertencente à comunidade evangélica, onde é atualmente o Colégio da Univap, no início da Rua Paraibuna, e, onde ainda existe algumas das construções em estado de completo abandono e descaracterizadas (com vitrôs e não mais com as janelas originais),

– O Ezra, pertencente à comunidade judaica, onde hoje fica o Parque Santos Dumont,

– O Maria Imaculada, inaugurado em 06/out/1935, e, o Antoninho da Rocha Marmo inaugurado em 13/dez/1952, e transformado em hospital infantil em 01/ago /1981, pertencentes à Igreja Católica, e cujos edifícios ainda existem; ambos administrados pelas irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada,

– O Ruy Dória, criado e pertencente ao médico Dr. Ruy Rodrigues Dória, na Rua Francisco Paes, esquina com a Rua Vilaça, onde, hoje, fica o Edifício Ruy Dória; fechado em 1961,

– O Abrigo Adhemar de Barros, criado pelo Interventor Federal no Estado de São Paulo, Doutor Adhemar Pereira de Barros, e, dirigido e mantido pela “Liga de Assistência Social”, na Rua Afonso César de Siqueira, Vila Adyanna; inaugurado em 1939; o último a ser demolido; em 31/mai/1942, passou a ser administrado pelas irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada,

– O São José, do Doutor Jorge Zarur, na Rua Paraibuna, que, depois foi hotel; já demolido.

A construção e operação dos sanatórios foram, portanto, esforço coletivo de todas as comunhões religiosas, de particulares e estadistas idealistas.

Nota: O Interventor Federal, e, depois Governador do Estado de São Paulo, Dr. Adhemar Pereira de Barros, criou, também, sanatórios em Campos do Jordão-SP, que se tornou um centro de referência nacional no combate à tuberculose.

Adhemar, que era médico, declarou, em entrevista à imprensa, em 1941, que sua grande preocupação com São José dos Campos-SP era com o risco dos alunos das escolas joseenses contraírem tuberculose dos doentes dos sanatórios da cidade.

 

Médicos Sanitaristas

Além do Dr. Ruy Rodrigues Dória, destacaram-se como médicos sanitaristas:

– Dr. Jorge Zarur,

– Dr. Orlando Campos, que foi professor da Faculdade de Farmácia e Odontologia de São José dos Campos-SP, o atual ICT-UNESP

– Dr. João Batista de Souza Soares,

– Dr. Ivan de Souza Lopes,

– Dr. Décio Lemes Campos,

– Dr. Amaury Louzada Velozo, e, o

– Dr. Nelson Silveira D´Ávila.

Muitos doentes, que não conseguiam vagas nos sanatórios, ficavam nas pensões; a maioria delas localizada na Rua Vilaça, perto do sanatório do Dr. Ruy Rodrigues Dória.

As principais pensões de tuberculosos em São José dos Campos-SP que ficavam na Rua Vilaça e Avenida Dr. João Guilhermino eram: Pensão Elvira, Pensão Carioca, Pensão Rosemberg, Pensão Santa Maria, Pensão Ramon e Pensão São João.

Entre os muitos migrantes, que vieram para São José dos Campos-SP em busca de tratamento da tuberculose, estavam, entre outras figuras importantes, o poeta e escritor Paulo Setúbal, avô dos proprietários do Banco Bradesco, o poeta Jorge Faleiros, o Padre Rodolfo Komoreck, e, os prefeitos sanitários Dr. Orlando Campos, Dr. Jorge Zarur, o historiador Altino Bondesan que se tornaria figura veneranda na cidade e o seresteiro e 4 vezes prefeito municipal Elmano Ferreira Veloso.

O Padre Rodolfo Komoreck, Servo de Deus, era polonês; faleceu em 1949. Cuidava de doentes; tornou-se figura veneranda na cidade. Dizia-se que não se molhava na chuva. Porém, o saudoso Padre Luís Albino Bertolotti, responsável pela criação de todas as paróquias da Zona Sul de São José dos Campos-SP, esteve no enterro do Padre Rodolfo, e, garantia que, estando chovendo na procissão do enterro, o caixão do Padre Rodolfo ficou molhado.

Os sanatórios foram desativados na década de 1950 e 1960, depois que surgiu a vacina contra a tuberculose. A BCG foi aplicada, em crianças, no Brasil, pela primeira vez, em 1927, e, levaria algumas décadas ainda para imunizar as novas gerações, porque a vacina BCG só é aplicada em crianças de menos de um ano de idade.

No tempo dos sanatórios, os viajantes evitavam entrar na cidade. Outros no ponto de ôniibus da Rua XV de NOvembro,, não desciam do ônibus para irem ao bar, e, tapavam boca e nariz com lenço por medo de contraírem a doença.

Na capital, São Paulo, as pessoas, nos bares, recusavam-se a usar os copos que tinham sido usados por joseenses.

Quando foram loteadas as quadras próximas aos sanatórios Vicentina Aranha e Adhemar de Barros, as pessoas receavam ir morar nestas quadras.

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O maior sanatório de São José dos Campos-SP, inaugurado em 1924, pelo Estadista Dr. Washington Luís, e o seu entorno, fotografia da década de 1960 

O Sanatório Aranha encerrou suas atividades no final de 1972

A área original do Sanatório Vicentina Aranha, além da área atual, abrangia toda a área dos loteamentos Jardim Apolo e Jardim Apolo II

Ao fundo da foto, vê-se, já loteada, a Fazenda do Sinézio Martins, Hoje Jardim Nova Europa e Jardim Esplanada

 

 

 

 

 

 

 

 

Sanatório Ezra (no atual Parque Santos Dumont) da Comunidade Judaica

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Em 1973, no Centenário do nascimento do Inventor Alberto dos Santos Dumont, foi inaugurado o Parque Santos Dumont ? Do Sanatório Ezra não existe vestígio algum 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A REVOLUÇÃO DE 1930 em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Em São José dos Campos-SP, na Revolução de 1930, a política do Coronel João Cursino, que dominava, há 25 anos, a Câmara Municipal, foi derrubada, tomando o poder, no dia 24/out/1930, uma Junta Governativa liderada pelo Dr. Rui Rodrigues Dória, o qual, depois, tornou-se o prefeito municipal.

Em homenagem à Revolução de 1930, foi renomeada a Praça da Matriz como Praça João Pessoa (atual Praça do Padre João); uma rua passou a chamar-se Rua Siqueira Campos, e, outra rua passou a chamar-se Rua 24 de Outubro, a qual, em 1954, passou a denominar-se Avenida Dr. Nelson Silveira D´Ávila.

 

 

 

 

 

 

 

A REVOLUÇÃO DE 1932 em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Era filho de São José dos Campos-SP, o mártir Euclides Bueno Miragaia, (o Clidinho), do MMDC, assassinado, barbaramente, em 23 de maio de 1932; bárbaro crime político que foi uma das causas da Revolução de 1932.

O bárbaro crime foi cometido em uma das esquinas da Praça da República, no Centro da Cidade de São Paulo, por capangas do “major” Miguel Costa, um desertor e renegado da Força Pública, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Seu túmulo, no Cemitério Padre Rodolfo Komorek, no Centro da Cidade, tem o desenho da Bandeira Paulista.

Depois do bárbaro crime político, os pais do “Clidinho” mudaram-se da cidade, e, foram para Birigui-SP, onde há rua com o seu nome.

Continuam, em São José dos Campos-SP, seus primos, da tradicional Família Miragaia Mendes.

Em 1957, nos 25 anos da Revolução de 1932, os restos mortais do mártir “Clidinho” foram transferidos para o Mausoléu do Soldado Constitucionalista do Parque do Ibirapuera, na Cidade de São Paulo, mas continuou existindo o seu túmulo no Cemitério Padre Rodolfo Komorek.

Outro mártir da Revolução de 1932 foi o soldado constitucionalista Seraphim Dias Machado.

Em homenagem à Revolução de 1932, a Rua Serimbura, no seu primeiro trecho, passou a se chamar Avenida 9 de Julho.

Na Vila Maria, uma rua passou chamar-se Rua 23 de Maio. Há, também, em homenagem à Revolução de 1932, a Rua Euclides Figueiredo, a Rua Seraphim Dias Machado e a Praça Romão Gomes.

A rua da antiga Estação de Trem e uma escola estadual, na Vila São Bento, receberam o nome de Euclides Bueno Miragaia.

 

 

 

 

 

 

 

 

A CRIAÇÃO DA ESTÂNCIA CLIMATÉRICA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Vem assinada pelo POETA CASSIANO RICARDO LEITE

 O INÍCIO DA ERA DOS PREFEITOS NOMEADOS que iria até 1977, com um intervalo na década de 1960 quando aconteceram eleições para prefeito municipal

DECRETO N. 7.007, DE 12 DE MARÇO DE 1935

Cria, nos termos do decreto n.º 6.501, de 19 de junho de 1934, a estancia climaterica de São José dos Campos, com a area e os limites do actual municipio do mesmo nome

O DOUTOR ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA, Interventor Federal no Estado de São Paulo, usando das attribuições que lhe são conferidas pelo decreto federal n.º .. . 19.398, de 11 de novembro de 1930, considerando que ê de toda conveniencia a criação de uma estancia climaterica e de repouso em São José dos Campos, de accordo com o que faculta o decreto n.º 6.501, de 19 de junho de 1934;

considerando que essa providencia não sõ se justifica, diante da excepcional affluencia de doentes que procuram o seu clima, senão também por ser ella o complemento do plano sanitario que o Governo vem executando na zona comprehendlda entre aquelle município, Santo Antonio do Pinhal e Campos do Jordão;

considerando que a realização do alludido plano sanitario interessa vivamente a coordenação das tres localidades, por estarem situadas em altitudes gradativamente crescentes, e por ser essa circumstancia da mais alta importancia para a tisilologia moderna;

considerando que será necessario dotar a nova estancia de hospitaes populares, casas de cura e de repouso, ambulatorios e demais serviços technicos especializados, fiscalizar hoteis e casas de pensão, orientar as novas construcções e apparelhá-las com os requisitos modernos de aeração para o melhor e máximo aproveitamento de suas condições climatéricas;

considerando o combate á tuberculose como um dos grandes problemas de saude a que o Governo terá que dedicar o melhor de sua atenção;

Decreta:

Artigo 1.º – Fica criada, nos termos do decreto n.º 6.501, de 19 de junho de 1934, a estancia climaterica de São josé aos Campos, com a limites do actual municicipio do mesmo nome.

Artigo 2.º – Para os serviços da estancia ficam criados os seguintes cargos:

1 prefeito;

1 medico-especialista;

2 escripturarios-contador;

1 thesoureiro;

fiscaes até o numero de tres.

Artigo 3.º – O prefeito será de nomeação do Governo e será as seguintes attribuições:

1) a defesa das condições  do melo physico e, em expecial, das mattas e nascentes de Aguas potaveis:

2) a organização de um plano geral de urbanização, em que sejam determinados:

a) o perimetro dentro do qual somente serão proporcionados, pelo poder publico, os serviços de agua, exgottos, illminação e pavimentação:

b) as zonas ruraes, residenciuaes e as destinadas ao commercio e industria:

c) os espaços livres destinados a ruas, praças, jardins bosques, praças de caporte, casinos e sanatorios:

d) os locaes destinados a edificios para a Installação de serviços publicos:

3) a organização do programa annual de melhoramentos:

4) o Incentivo da pequena agricultura, sa pequena industria e do pequeno commercio necessarios ao abastecimento e apparelhamento da estancia.

Artigo 4.º – As rendas da estancia climaterica de São José dos Campos serão constituidas dos impostos e taxas actualmente arrecadadas no seu territorio pela prefeitura municipal e peolo Estado, e terão a seguinte applicação:

a) as atuaes rendas municipaes serão destinadas a manutenção da sua administração, inclusive pagamento do serviço da divida e das obrigações contrahidas pelo municipio de São José dos Campos, continuando em pleno vigôr as clausulas e garantias fixadas no respectivo contracto;

b) as rendas arrecadadas presentemente pela collectoria estadual serão applicadas em serviços publicos.

Artigo 5.º – Toda a arrecadação passará a ser feita pela Thesouraria da estancia, extinguindo-se a collectoria estadual, cujo titular poderá, si houver conveniencia, ser aproveitado no cargo de thesouraria, com os vencimentos de seu cargo actual.

Paragrapho unico – Não se verificando a hypothese contida na seguinte parte do artigo 5.º , o thesoureiro da estancia terá os vencimentos da tabella annexa.

Artigo 6.º – Para melhoramentos e novos serviços será aberto, opportunamente, o necessario credito especial.

Artigo 7.º – A providencial a que allude o artigo 5.º deste decreto é extensiva de accordo com o que dispõe o artigo 4.º, paragrapho unico, do decreto n.º 6.501, de 19 de junho de 1934, ás estancias hydo-mineraes ou climatericas já criadas, cujas collectorias estaduaes ficarão igualmente extinctas, para observancia do mesmo criterio quanto á arrecadação das suas rendas.

Artigo 8.º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrario.

Palacio do Governo do Estado de São Paulo, aos 12 de março de 1935.

 

ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA,

Marcio P. Munhoz

Valdomiro Silveira.

Palacio do Governo do Estado de São Paulo, aos 12 de março de 1935.

ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA,

Marcio P. Munhoz,

Valdomiro Silveira.

Publicado na Diretoria do Expediente do Palacio do Governo, aos 12 de março de 1935.

Cassiano Ricardo, Director.

 

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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP na Década de 1930

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Planta da Cidade de São José dos Campos-SP – 1938 – Assinada pelo Prefeito Municipal Engenheiro Francisco José Longo

 

NOTA: Não aparece Câmara Municipal porque estas foram fechadas em 1937 no Brasil.

O Município é chamado de ESTÂNCIA HIDROMINERAL E CLIMATÉRICA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

O atual CTA até a Região da Av. Samuel Wainer, (antiga Estrada Velha Rio São Paulo) aparecem como “Terreno da Prefeitura”. Toda a Região do Jardim São Dimas e Vila Adyanna é denominada ZONA SANATORIAL.

A Antiga Estrada de Paraibuna aparece, bem à esquerda da atual Rodovia dos Tamoios, e, cujo ponto referencial para se entender o mapa ali, é a “Igreja de Santa Terezinha”, assinalada na Planta, (localizada na atual Rua das Acácias, 100 – Vila das Acácias, a 50 metros de Km Zero da Rodovia dos Tamoios).

(A então Capela de Santa Terezinha, é, hoje, a Igreja Matriz da Paróquia Santa Terezinha).

À direita da Igreja de Santa Terezinha, aparece a Estrada Velha Rio São Paulo, no trecho, hoje final da atual Avenida Heitor Villa Lobos, esquina com a Rua Caçapava, (onde hoje existe o Novotel).

A Antiga Estrada de Paraibuna, a partir deste ponto, (Novotel), cortava o atual CTA.

Idem, a Estrada Velha Rio-São Paulo, que fazia uma curva um pouco atrás de onde hoje fica Portaria Principal do CTA.

Davam acesso à Estrada Velha Rio São Paulo: a Avenida 9 de Julho (antes chamada Rua Serimbura), a Rua Paraibuna, a Av. Pedro Álvares Cabral e a Av. Genésia B. Tarantino ( que demandam a atual Av. Juscelino Kubtischek).

A Avenida Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros já estava em projeto, e, seria inaugurada, 2 anos depois, em 1940, pelo Prefeito Municipal Eng. Francisco José Longo.

O Bairro de Santana era um Distrito de Paz, o qual foi criado pelo Decreto Estadual n° 6.739, de 05/out/1934. Hoje, Santana é um subdistrito do distrito sede de São José.

Há apenas a velha ponte metálica, construída em 1912, (a atual passarela), para cruzar o Rio Paraíba, na Zona Norte.

Aparece no mapa, a Cooperativa Central de Laticínios, na Rua Rui Barbosa, no local onde hoje é o Depósito Luchetti.

Aparece ainda o “Antigo Leito da Estrada de Ferro Central do Brasil”, limite sul/leste da Área Urbana, que, vindo da atual Rua Borba Gato, tinha sua estação na atual Sabesp, passava em frente ao Sanatório Vila Samaritana, atrás da Santa Casa de Misericórdia, e, passando próximo ao atual Paço Municipal, rumava para a atual Vila Guarani.

A atual Favela da Santa Cruz, (Linha-Velha), fica no antigo leito da Estrada de Ferro Central do Brasil, no trecho em curva desta, limite sul da Zona Urbana. Como o terreno ficou abandonado por décadas, acabou virando favela.

O Cemitério Municipal do Centro, chamado, hoje, Cemitério Padre Rodolfo Komoreck, é assinalado no mapa, ficando no limite leste da cidade, na última rua da cidade pelo lado leste, a atual Rua Antônio Saes/Francisco Rafael.

Na atual Vila Maria, aparecem somente a Av. Mário Galvão e a Av. Carvalho de Araújo que dão acesso à “Nova Estação de Trem da Central do Brasil”, ainda hoje existente.

A Antiga Estação de Trem era onde, hoje, é a Sabesp, na Rua Euclides Miragaia.

O atual “Centro da Cidade” está, no mapa de 1938, dividido em duas partes: a “Zona Comercial” e a “Zona Residencial”.

 

Os Prédios Públicos de São José no ano 1938

São assinalados 9 edifícios importantes no Centro da Cidade:  1- Prefeitura (sede); 2- Centro de Saúde; 3- Primeiro Grupo Escolar; 4- Escola Normal; 5- Delegacia de Polícia; 6- Cine-Teatro São José; 7- Igreja Matriz; 8- Fórum;  9- Coletoria Estadual.

Na Praça Afonso Pena, estavam:

– A Prefeitura (1), ao lado esquerdo da Escola Normal (4). Em 1940, a Prefeitura Municipal foi transferida, pelo Prefeito Municipal Engenheiro Francisco José Longo, deste edifício, para a atual Biblioteca Municipal, onde fora o Cine Teatro São José. Tudo indica que este edifício passou a se chamar Prefeitura Municipal somente após a Revolução de 1930. Até 1930 existiu a Casa de Câmara e Cadeia 08:52:35 dentro da Praça Afonso Pena.

Fechadas as Câmaras Municipais em 1930, só os prefeitos municipais governavam os municípios generalizando-se a denominação Prefeitura Municipal para a sede do governo municipal.

– O Primeiro Grupo Escolar (3), ao lado do Fórum (8),

– O Centro de Saúde, (2), de fronte à Prefeitura, do outro lado da Praça Afonso Pena, no lado da praça que é a continuação da Rua Humaitá.

Esse prédio da Prefeitura Municipal está onde, depois, existiu o Cine Palácio, e, hoje é estacionamento. Existe uma fotografia desse pequeno edifício da antiga e primeira prefeitura municipal.

No edifício onde está, no mapa, a Escola Normal (depois, tornou-se o atual “EE João Cursino”, transferido, em 1967, para a Av. Eng. Francisco José Longo, 782), está, hoje, o Espaço Mário Covas.

Este edifício foi construído em 1926. De 1967 at08:39:50é a inauguração do atual prédio da Câmara Municipal, em 2002, funcionou nele a Câmara Municipal de São José dos Campos-SP.

O Primeiro Grupo Escolar é o atual EE Olímpio Catão, que ainda funciona no mesmo local.

O Fórum funcionou de 1935 até 1972, na Praça Afonso Pena, onde, hoje, está a Coletoria Estadual, ao lado da EE Olímpio Catão.

Onde era o Centro de Saúde, atualmente é um estacionamento, ao lado do Banco Santander.

 

 

Os outros Edifícios assinalados na Planta da Zona Urbana de São José de 1938 eram:

O Cine-Teatro São José (6), primeiro cinematógrafo da cidade, inaugurado em 1908, ficava onde hoje é a Biblioteca Municipal. Funcionou como Cine-Teatro até 1940.

A Igreja Matriz de São José (7), no mesmo local até hoje, na atual Praça do Padre João Guimarães, era, em 1938, a única Paróquia de São José dos Campos-SP, e, pertencia à Diocese de Taubaté-SP. Foi ali que nasceu a Aldeia de São José em 1643.

A Coletoria Estadual (9), localizada na Rua Sebastião Humel, quase ao lado da atual Biblioteca Municipal. Foi transferida, em 1972, para o prédio do Fórum da Praça Afonso Pena, quando foi inaugurado o novo Fórum da Rua Paulo Setúbal.

Na época, uma coletoria era muito importante e movimentada porque era nela que se recolhiam quase todos os impostos. Na década de 1910, funcionava junto com a Coletoria Estadual, a Caixa Econômica.

A Delegacia de Polícia (5), localizada na Rua Coronel José Monteiro n° 01, em um prédio alugado da Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos-SP.

O Decreto Estadual Paulista n° 8.374, de  25/06/1937, tinha a minuta:

APROVA O CONTRATO CELEBRADO ENTRE A SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E A CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, PARA A LOCAÇÃO DO PRÉDIO SITO À RUA CORONEL JOSÉ MONTEIRO, N° 1, NAQUELA CIDADE A FIM DE SERVIR DE DELEGACIA DE POLÍCIA LOCAL

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1937/decreto-8374-25.06.1937.html

Ficava atrás da residência que fora do Coronel José Monteiro,  e, que, no ano do mapa, 1938, era residência do Dr. Ruy Rodrigues Dória, a qual ficava onde hoje é o prédio do Banco Bradesco.

Em 1951, a Delegacia de Polícia foi transferida para o seu local atual na Rua Humaitá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Casa de Câmara e Cadeia quando era dentro da Praça Afonso Pena +- 1875 até +- 1930

Em 1881, o Almach Litterario dizia que “A cidade tem uma excelente (Casa de Câmara e) cadeia, talvez a melhor do norte da Província “.

Na Descrição do Município de São José dos Campos-SP, feita pela Câmara Municipal, em 02/maio/1881, para a Exposição de História do Brasil da Biblioteca Nacional, é informado que:

“Seos principais edifícios são a Cadêa em cujo sobrado é o Paço da Camara Munnicipal, a qual esta colocada em um grande e magnifico largo todo arborizado. É talves a melhor deste norte da Provincia.”

(Nota: Este “magnifico largo arborizado” é a atual Praça Afonso Pena, no centro de São José dos Campos-SP).

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Em 1881, é descrita como rodeada de grandes árvores, ver acima no relatório da Câmara Municpal à Exposição no Rio deJaneiro), e COMO SENDO UMA das maiores e melhores casas de câmara e cadeia do norte da provincia de São PaULO.

Em 1881, o Almanach Litterario descreve assim São José dos Campos-SP:

A cidade tem uma excelente (Casa de Câmara e) cadeia, talvez a melhor do norte da Província, e, matadouro público.”

Esta Casa de Câmara e Cadeia (onde também ficava o juiz de direito) ficava dentro da Praça Afonso Pena. Não se sabe ao certo quando foi demolida (por volta de 1930) nem quando foi construída (por volta de 1880), e, não é a prefeitura municipal assinalada no mapa, a qual está onde foi o Cine Palácio, à esquerda da Escola Normal.

Sabe-se que em 1940, já estava a Praça com todas suas árvores derrubadas, e, cercada de arame farpado. Posteriormente foram plantadas árvores nativas da região ali. O primeiro cemitério público de São José dos Campos-SP dava fundos para a praça e chegaram a encontrar ossos que pertenceram ao cemitério quando foram realizadas obras no local onde foi o Cine Palácio e que hoje é um estacionamento.

Em 1935, foi inaugurado o Fórum da Praça Afonso Pena, deixando a cidade, como muitas outras no Estado de São Paulo, de ter Casa de Câmara e Cadeia.

O muro alto impede de ver se no andar térreo as janelas tinha grades, onde ficavam as celas dos presos.

 

 

 

 

 

 

 

E, neste edifício histórico ainda não descaracterizado funcionou o primeiro fórum da Comarca de São José dos Campos-SP de 1935 até 1972.

É uma construção típica dos foruns do interior do Estado de São Paulo e de Minas Gerais.

Seu tamanho era adequado para a pequena população da Comarca em 1935.

Em 1972 foi inaugurado o segundo forum da Comarca, na Rua Paulo Setúbal adequado para a população de 220 mil habitantes de 1972.

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Foto Google Imagens +- 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1938, o Interventor Federal no Estado de São Paulo, Dr. Adhemar Pereira de Barros, arquiteta o reerguimento do Vale do Paraíba, ainda chamado de “Norte do Estado” – “terra cansada” e “zona das cidades mortas”.

DECRETO N. 9.716, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1938

Dá providências preliminares para um programa de reerguimento econômico do Vale do Paraiba no Estado de São Paulo.

O DOUTOR ADHEMAR PEREIRA DE BARROS, Interventor Federal no Estado de São Paulo, usando de suas atribuições e
considerando o cunho essencialmente construtivo do Estado Novo que, por seu espirito nacional e patriotico, impõe o aproveitamento racional de todas as possibilidades de nossa terra, mesno naquelas de suas regiões em que um hiato transitório nas atividades produtoras justificou convencionalmente o seu abandono por imprestaveis;
considerando que a zona “NORTE DO ESTADO”, onde repousa o Vale do Paraiba foi, depois de ter entrado em declinio econômico, tida e havida, inconsiderada e graciosamente, como “região esgotada”. “terra cansada” e “zona das cidades mortas”, conceitos que o Governo do Estado de São Paulo, sob a inspiração dos postulados do Estado Novo, não concorda em que sejam atribuidas a nenhuma parte do seu território e, muito menos, áquela possuidora de uma secular tradição histórica de operosidade e civismo;
considerando que a zona “NORTE DO ESTADO”, tradicional e historicamente chamada o Vale do Paraiba, comporta, por sua posição geográfica, um desenvolvimento econômico perelho em importância apenas á sua valia politica, ocorrente de excepicional localizada entre as duas cidades do Brasil, o Rio de Janeiro e São Paulo;
considerando que, na região “NORTE DO ESTADO”, se desdobram paralelamente o Vale do Paraiba, as terras das serras, os seua planaltos e as suas encostas que levam, de um lado, para o litoral e, de outro, para o Sul de Minas Gerais, reunindo, a par de três vias de comunicações – a Estrada de Ferro Central do Brasil, a estrada de rodagem São Paulo-Rio e o rio Paraiba – condições topográficas e climáticas das mais favoraveis, tanto á produção vegetal, como á animal;
considerando que tais elementos concentram todos os requisitos para um processo eficiente de reerguimento econômico daquela zona que, por se destinar a um bom êxito certo, constituirá comemoração condigna para a nova ordem de cousas, vigente com a instituição do Estado Novo a 10 de Novembro de 1937;
considerando que os recursos econômicos ativos e potenciais da região, bem como as suas caracteristicas geográficas e demográficas e deográficas são de molde a indicá-la como ponto de partida da obra concreta de reconstrução econômica do Estado;
considerando que a associação agro-pecuária é a forma mais civilizada de exploração da terra e consunstancia o ideal de progresso da agricultura neste Estado;
considerando que o Vale do Paraiba reúne todas as condições e circunstâncias adequadas para  torná-la apto a receber, através da assistência cientifica e tecnica do Estado, a imposição dessa torna mais elevada e produtiva de exploração agraria;
– considerandoa necessidade impenosa de dar inicio, pelas obras e pelo exemplo, a reforma agraria do Estado;
– considerando que as possibilidades do movimento e a vantagem de limitar a uma zona do Estado o inicio da reorganização agraria se aliam de maneira feliz, para determinar as providencias preliminares de um programa de reerguimento economico de uma região que for a matris fecunda de uma grande parte do pais, tanto na conquista, como no povoamento;
– considerando que o Estado de São Paulo deve repor no ritmo de seu progresso a zona do Vale do Paraiba, injusta e clamorosamente relegada a um esquecimento e abandono que devem desaparecer com a passagem, nesta data, do primeiro aniversario da declaração  do Estado Novo pelo Exmo. Sr. Dr. Getulio Vargas;
–  considerando, finalmente, que a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Industria e Comercio atingiu, em sua evolução progressiva, os necessarios meios cientificos e técnicos para enfrentar uma  tarefa de grande envergadura,
Decreta:

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O Sr. Interventor Federal no Estado de São Paulo, estadista Dr. Adhemar Pereira de Barros, em visita a São José dos Campos-SP, com o Prefeito Municipal Eng. Francisco José Longo, em 1940, quando inaugurou a caixa d´agua no local onde era um terreno da antiga estação de trem, e, inaugurou a Avenida Dr. Adhemar Pereira de Barros.

Os alunos das escolas desfilaram na nova avenida que era ainda de terra.

Humanista ao extremo, o Velho Adhemar, médico, estava sempre ao lado de crianças, e, de doentes:

Criou hospitais, sanatórios, a “Campanha do Agasalho”, e, o “Natal das Crianças Pobres”

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estadista Dr. Adhemar Pereira de Barros, (*1902 +1969), governou, por três vezes, em um total de 10 anos e 4 meses, o Estado de São Paulo, o estado o estado mais rico da federação

  Viveu à frente de seu tempo 

 Foi o Estadista que colocou São Paulo e o Brasil no Rumo do Desenvolvimento 

  Quando Interventor Federal no Estado de São Paulo, (1938-1941), escolheu para governar São José dos Campos-SP, o jovem Engenheiro Francisco José Longo

 Lançou Elmano Ferreira Veloso na política, nomeando-o, em 1949, Prefeito Municipal

Inaugurou, em 1940, a Rede de Abastecimento de Água na cidade, no local onde, hoje, é a Sabesp, e, que, antes, tinha sido a Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil

Construiu, na Rua Afonso César de Siqueira, Vila Adyanna, o Sanatório que levava o seu nome, cujo prédio foi demolido na Década de 2000 

Doou o segundo terreno da Faculdade de Farmácia e Odontologia de São José dos Campos-SP

O Prefeito Municipal Eng. Francisco José Longo inaugurou, em 1940, a atual Av. Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros 

No seu segundo governo, (1947-1951), criou, em 1950, a Primeira Escola de 2° Grau do município 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MUNICÍPIO E A CIDADE DEPOIS da INSTALAÇÃO do CTA/ITA, e, da INAUGURAÇÃO da RODOVIA PRESIDENTE DUTRA

 

O ITA, o INPE e o CTA

A industrialização do município toma impulso a partir da instalação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e, do Centro Técnico da Aeronáutica, que , em 1971, passou a ser chamado de Centro Técnico Aeroespacial (CTA).

Posteriormente foi criado o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o qual tenta fazer previsões do tempo e construir foguetes para colocar objetos no espaço sideral.

A arquitetura do CTA é do grande Oscar Niemeyer, e, na qual destacam-se a Entrada que não cabe caminhões, os minúsculos apartamentos, a Igreja e a Biblioteca do ITA.

O terreno do CTA foi desapropriado e doado ao CTA no tempo do Prefeito Sanitário Dr. Jorge Zarur e o Prefeito Sanitário Eng.º Benoit Almeida Victoretti.

Quando entrou na Era Espacial, o CTA mudou de nome, mas manteve a mesma sigla.

A pista de pouso do CTA é uma das maiores e melhores do Brasil, pois tem 2.900 metros de comprimento por 70 metros de largura, e, é um dos orgulhos de São José dos Campos-SP.

Em 1950, pelo Decreto Federal n° 27.695, de 27/jan/1950, foi criado o ITA, (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), no Rio de Janeiro-RJ, o qual viria a ser a primeira ou segunda faculdade de São José dos Campos-SP.

As atribuições do ITA foram definido pela Lei Federal nº 2.165, de 05 de janeiro de 1954.

NOTA: O site do ITA não informa quando se iniciaram as aulas, e, nem quando o ITA foi transferido para São José dos Campos-SP, não se sabendo se as aulas em São José dos Campos-SP iniciaram antes ou depois do início das aulas da Faculdade de Direito.

Leia mais sobre o CTA, atual DCTA, e, sobre o INPE e Programa Espacial Brasileiro:

http://www.forcaaereablog.aer.mil.br/index.php/11-organizacoes-militares/94-dcta-a-peca-chave-do-programa-espacial-brasileiro

http://www.aeb.gov.br/wp-content/uploads/2013/01/PNAE-Portugues.pdf

 

e aqui:

http://www.cta.br/origemconceitual.php

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEI Nº 138, DE 23/11/1951 – Pub. 23/11/1951

AUTORIZA A PREFEITURA DA ESTÂNCIA A DOAR AO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA, PARA INCORPORAÇÃO AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO, OS TERRENOS PERTENCENTES À MUNICIPALIDADE, SITUADOS NO CHAMADO “CAMPO DOS ALEMÃES” (BAIRRO DO PUTIM), CONFORME DISCRIMINAÇÃO.
A Câmara Municipal de São José dos Campos decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica a Prefeitura da Estância autorizada a doar ao Ministério da Aeronáutica, para incorporação ao Patrimônio da União, os terrenos pertencentes à Municipalidade, situados no chamado “Campo dos Alemães” (Bairro do Putim), com a área total de 9.280.000m² (nove milhões, duzentos e oitenta mil metros quadrados), destinados ao Centro Técnico de Aeronáutica, com as confrontações e características constantes da planta devidamente autenticada, que fica fazendo parte integrante da presente Lei.

§ 1º A presente doação fica condicionada à reserva pelo Ministério da Aeronáutica de uma área de 40.000m² (quarenta mil metros quadrados) para construção pela Prefeitura de uma necrópole municipal.

§ 2º Fica mantida a Estrada de Brejauveira como bem de uso comum, e cuja área não está compreendida na presente Lei, enquanto dela se utilizarem os moradores dos Bairros servidos pela mesma.

Art. 2º As despesas decorrentes desta doação e de ações judiciais por ela provocadas ficam a cargo exclusivo do Ministério da Aeronáutica.

Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura da Estância de São José dos Campos, 23 de novembro de 1.951.

Eng.º Benoit Almeida Victoretti
Prefeito Sanitário

Registrada e publicada na Secção do Expediente e Pessoal aos vinte e três de novembro de mil novecentos e cinquenta e um.

José Benedito Monteiro
Chefe da Secção do Exp. e Pessoal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DECRETO-LEI N. 9.805 DE 9 DE SETEMBRO DE 1946

Abre ao Ministério da Aeronáutica o crédito especial de Cr$ 29.444.000,00, para as despesas com o Centro Técnico de Aeronáutica.

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º Fica aberto ao Ministério da Aeronáutica o crédito especial de vinte e nove milhões e quatrocentos e quarenta e quatro mil cruzeiros (Cr$ 29. 444. 000,00), para atender às despesas (Serviços e Encargos) com o início da execução do plano geral para o estabelecimento do Centro Técnico de Aeronáutica.

Art. 2º Êste Decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 9 de Setembro de 1946; 125º da Independência e 58º da República.

EURICO G. DUTRA.

Armando Trompowsky.

Gastão Vidigal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DECRETO Nº 26.619, DE 30 DE ABRIL DE 1949.

Dispõe sôbre a Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 87, nº I, da Constituição Federal e considerando a necessidade de intensificar a execução do Plano de Criação do Centro Técnico de Aeronáutica,

DECRETA:

Art. 1º A Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica (COCTA), criada pelo Decreto nº 26.508, de 25 de março de 1949, funciona, de acôrdo com o artigo 3º, alínea d e artigo 25 do Decreto-lei número 9.888, de 16 de setembro de 1946, como órgão especial de caráter transitório, até a instalação do Centro Técnico de Aeronáutica em São José dos Campos, no Estado de São Paulo.

Parágrafo único. A COCTA é unidade administrativa diretamente subordinada ao Ministro da Aeronáutica.

Art. 2º Compete à COCTA:

I – a construção dos edifícios e a instalação do Centro Técnico de Aeronáutica em São José dos Campos, e a aquisição de material para êsse órgão;

II – a seleção e indicação de Professôres e técnicos, nacionais e estrangeiros, para o Instituto Tecnológico do Centro Técnico de Aeronáutica;

III – a ligação entre os professôres contratados para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, e a Escola Técnica do Exército, enquanto nesta funcionarem os cursos de engenharia aeronáutica;

IV – a orientação e execução da pesquisas técnica e dos trabalhos de laboratório dos professôres e especialistas contratados para o C.T.A.;

V – tôdas as demais medidas necessárias à execução do Plano de Criação do Centro Técnico de Aeronáutica.

Art. 3º A Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica é chefiada por um Coronel Aviador, de preferência com o curso de engenharia aeronáutica, e constituído pelo número de membros fixados pelo Ministro da Aeronáutica.

§ 1º O Chefe e os membros da COCTA são designados pelo Ministro da Aeronáutica.

§ 2º Os trabalhos de execução da COCTA são desempenhados por elementos civis ou militares admitidos, transferidos ou classificados na forma da Lei.

Art. 4º Êste Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 30 de abril de 1949; 128º da Independência e 61º da República.

EURICO G. DUTRA

Armando Trompowsk

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DECRETO Nº 27.695 DE, 16 DE JANEIRO DE 1950.

Transforma em Curso fundamental e Curso Profissional do Instituto Tecnológico de Aeronáutica os atuais Curso de Preparação e Curso de Formação de Engenheiros de Aeronáutica, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, item I, da Constituição Federal e de acôrdo com a letra d do art. 3º e o art. 26, do Decreto-lei nº 9.888, de 16 de setembro de 1946,

DECRETA:

Art. 1º. Os atuais Curso de Preparação e Curso de Formação de Engenheiros de Aeronáutica ficam transformados, respectivamente, em Cursos Fundamental e Curso Profissional do Instituto tecnológico de Aeronáutica.

Art. 2º. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (I.T.A), que faz parte do Centro Técnico de Aeronáutica, destina-se ao preparo e formação de engenheiros de aeronáutica.

Art. 3º. O Curso Fundamental do I.T.A se destina ao ensino de conhecimentos básicos gerais de Engenharia, e é ministrado em dois anos.

§ 1º A admissão ao Curso Fundamental faz-se por concurso entre candidatos que haja concluído o curso científico ou clássico ou curso oficial equivalente, nos têrmos da legislação em vigor.

§ 2º Haverá no Curso Fundamental, um ano prévio, de matricula Facultativa, para candidatos, dentre os mencionados no parágrafo anterior, que não estejam adequadamente preparados para o concurso a que se refere o citado parágrafo.

§ 3º Aos alunos que concluírem com aproveitamento do Curso Fundamental serão conferidos um certificado de conclusão de curso.

Art. 4º O curso profissional do I.T.A se destina à formação de engenheiros de aeronáutica, nas especialidades de interêsse para a aviação brasileira em geral e à Fôrça Aérea Brasileira em particular.

§ 1º A admissão ao Curso Profissional se fará:

I – Automaticamente, para os alunos que possuírem certificado de conclusão do Curso Fundamental;

II – Mediante concurso, para os oficiais da Fôrça Aérea Brasileira, preenchidos os requisitos que o Ministério da Aeronáutica estabelecer.

§ 2º O ensino no Curso Profissional, será dado em três anos.

§ 3º Aos alunos que concluírem com aproveitamento, um dos ramos do Curso Profissional, será conferido o diploma de Engenheiro da Aeronáutica, com referência a especialidade que tenha sido cursada.

Art. 5º. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica poderá completar o número de Matrículas fixado pelo Ministro da Aeronáutica para cada um de seus anos letivos, aceitando candidatos que, pelo certificados de estudos já realizados, ou de aprovação em disciplinas correspondentes das escolas superiores congêneres oficiais ou reconhecidas, e mediante concurso prestado no Instituto, demonstrem está em condições de acompanhar, com aproveitamento, o nível de estudos do ano letivo em que pretendam matrícula.

Art. 6º. O Curso Fundamental do I.T.A. funcionará na sede do Centro Técnico de Aeronáutica, em São José dos Campos, Estado de São Paulo, a partir do ano letivo de 1950.

Art. 7º O Curso Profissional do I.T.A. funcionará a partir do ano letivo de 1950, provisòriamente na Capital Federal, efetuando-se sua transferência para São José dos Campos, mediante ato do Ministro da Aeronáutica, tão logo o permitam as obras do Centro Técnico de Aeronáutica.

Art. 8º Ficam automàticamente transferidos para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica os alunos matriculados na Escola Técnica do Exercito e nos Cursos a que se refere êste Decreto.

Art. 9º O funcionamento dos Cursos do I.T.A. far-se-á, presente exercício, dentro dos créditos que forem distribuídos ao Centro Técnico de Aeronáutica no orçamento analítico do Ministério da Aeronáutica, para 1950.

Art. 10. À Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica compete dirigir todos do trabalhos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e de seus cursos, até completar-se a instalação do Centro Técnico de Aeronáutica.

Art. 11. O Ministro da Aeronáutica baixará no prazo de 90 dias as instalações necessárias para o funcionamento dos Cursos a que se refere êste Decreto.

Art. 12. Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de janeiro, 16 de janeiro de 1950; 129º da Independência e 62º da República.

EURICO G. DUTRA

Armando Trompowsky

 

 

 

 

 

 

 

 

O POETA CASSIANO RICARDO LEITE E A CRIAÇÃO DA ESCOLA NORMAL QUE FUNCIONARÁ JUNTO COM O GINÁSIO ESTADUAL CRIADO EM 1945:

DECRETO-LEI N. 17.129, DE 13 DE MARÇO DE 1947

Dispõe sobre criação de uma escola normal em São José dos Campos:

O INTERVENTOR FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO, usando da atribuição que lhe confere o artigo 6.º, n. II, do decreto-lei federal n. 1.202, de 8 de abril de 1939,

DECRETA:

Artigo 1.º – É criada uma Escola Normal na cidade de S. José dos Campos obedecida a legislação vigente sobre a organização das escolas normais oficiais.

Artigo 2.º – Passa a funcionar como parte integrante do estabelecimento ora criado, o Ginásio Estadual da referida cidade.

Artigo 3.° – Este decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 12 de março de 1947.

JOSÉ CARLOS DE MACEDO SOARES

Francisco Malta Cardoso

Respondendo pelo expediente da Secretaria de Educação.

Publicado na Diretoria Geral da Secretaria do Governo, aos 13 de março de 1947.

Cassiano Ricardo – Diretor Geral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Década de 1950

São José dos Campos-SP, em 1950, possuía 44.804 habitantes recenseados pelo IBGE. Em 1960, seriam 77.000.

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A atual “Praça do Padre João”,

Antiga Praça João Pessoa, em obras, na década de 1940,

A Matriz de São José já totalmente concluída, e, o tradicional e antigo Hotel Remo, demolido em 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Via Dutra- BR-116

A Primeira Rodovia Asfaltada da Região do Vale do Paraíba Paulista, e,

Uma das primeiras rodovias federais asfaltadas no Brasil:

A inauguração da Rodovia Presidente Dutra, (BR-2), (hoje BR-116), em 1951, (foi privatizada em 1994), possibilitou uma ligação mais rápida entre Rio de Janeiro e São Paulo, pela primeira vez, em estrada asfaltada.

O percurso rodoviário Rio-São Paulo foi encurtado dos 550 km da Estrada Velha para os 402 km da Via Dutra, dos quais, 20 km (São Paulo-Guarulhos) já nasceram duplicados. Obra que só tornou viável, após a retificação do Rio Tietê, pelo Governador do Estado de São Paulo, o Dr. Adhemar Pereira de Barros.

A pavimentação de estradas, com asfalto e concreto, uma inovação no Brasil, na época, foi introduzida pelo Governador do Estado de São Paulo, Dr. Adhemar Pereira de Barros, e, era malvista e criticada por muitos políticos, (os apóstolos do atraso), que consideravam a pavimentação um processo muito caro.

Muitos políticos daquela época entendiam que os recursos públicos estariam melhor empregados se fossem usados na construção de novas estradas de terra e na manutenção e conservação das estradas de terra já existentes.

Até hoje, 2015, os governantes paulistas encontram fortes resistências quando constroem estradas.

Foi o asfalto, foi a Rodovia Dutra que fez aumentar o número de automóveis em circulação no Vale do Paraíba e não o contrário. A Rodovia Presidente Dutra foi uma rodovia do tipo “Indutora de Desenvolvimento“.

É usual pensar o contrário, e, totalmente errado: “São José dos Campos-SP e região estavam em crescimento acelerado e precisavam de uma nova rodovia”. NÃO NÃO NÃO:

Foi a Via Dutra que trouxe o crescimento e desenvolvimento!

A Rodovia Presidente Dutra, (Via Dutra ? BR-116), liga as duas maiores regiões metropolitanas do Brasil, (Grande Rio e Grande São Paulo); corta 39 municípios, e, tem uma extensão de 402 quilômetros; é toda duplicada desde 1967, e, tem trechos quadruplicados e tem trechos com marginais.

É obra de estadista porque foi feita pensando-se não na próxima eleição, mas pensando, sim, na próxima geração de brasileiros que viveriam nas décadas de 1960 em diante.

 

 

O Grande surto industrial trazido pela Rodovia Presidente Dutra

A Rodovia Presidente Dutra ? Principal ligação entre o Nordeste e o Sul do Brasil

Na década de 1950, doaram-se terrenos às margens da nova rodovia, onde se instalaram várias fábricas, impulsionando a industrialização da cidade:

As fábricas às margens da nova rodovia asfaltada – o primeiro asfalto do Vale do Paraíba Paulista:

Às margens da Via Dutra, somente no trecho de São José dos Campos-SP, além do CEAGESP, empresas de transportes e comerciais, instalaram-se fábricas de médio e de grande porte:

Phillips,

Ibrape,

Kodak,

Tecsat,

Johnson & Johnson,

National Panasonic,

Eaton,

Avibrás-Tectran,

São Paulo Alpargatas,

Indústria Aeronáutica Neiva,

Ericsson,

Eluma-Bundy,

Petrobrás,

General Motors,

Detroit-Diesel Allison,

Amplimatic,

Century,

Hitachi,

Engesa, e a

Fuji, na divisa com Caçapava-SP.

Essas grandes fábricas às margens da Via Dutra, (BR-116), são a prova viva de como estavam certos os estadistas Dr. Washington Luís e Dr. Adhemar Pereira de Barros em suas considerações antológicas sobre a importância das estradas.

“As estradas aproximam os centros produtores dos centros consumidores, valorizam as terras que atravessam, tornam baratos os produtos que exploram e trazem a facilidade de comunicação para correios e escolas!” Washington Luís.

 

“O programa rodoviário idealizado pelo ex-presidente Washington Luís será por mim integralmente realizado. Abrir estradas! Eis aí uma das acertadas soluções para o desenvolvimento econômico-financeiro do Estado. Convencido da oportunidade desta medida, estudei a realização de uma completa rede rodoviária, a unir todos os centros produtores, estes com as saídas naturais da riqueza estadual!”

Gov. Dr. Adhemar Pereira de Barros.

 

A chegada da São Paulo Alpargatas, em 1959, foi a responsável pelo surgimento do Jardim Satélite, o maior bairro da cidade, e, da maior região da cidade, a Região Sul, toda ela localizada no lado sul da Via Dutra.

Atualmente, estão instaladas às margens da Via Dutra, inúmeros estabelecimentos comerciais.

Onde foi a Alpargatas, hoje é o Shopping Vale Sul, e, onde foi a Ericson, hoje é o Shopping Centervale.

Novo impulso foi dado com a duplicação da Rodovia Presidente Dutra; obra iniciada em 1964, e, concluída em 1967.

A duplicação da Rodovia Dutra aconteceu porque o movimento de automóveis tornou-se enorme, apenas 10 anos depois de inaugurada a Rodovia Dutra.

O nome da rodovia BR-116 homenageia o estadista Presidente da República, naquela época, o Marechal Eurico Gaspar Dutra que a construiu, e, que, com o seu Plano Nacional de Viação, o Plano Nacional Rodoviário, e, com o Fundo Nacional Rodoviário, conseguiu que quase todo o Brasil, (e não mais somente o Estado de São Paulo), finalmente passasse a ter rodovias.

 

 

 

A Contraprova – O outro lado da História

Os Municípios que ficaram fora da Via Dutra:

As cidades do “Vale Histórico”, (O Fundo do Vale), ficavam às margens da Estrada Velha Rio-São Paulo.

A Rodovia Presidente Dutra, porém, tomou outro rumo:

De Queluz, a Via Dutra seguiu direto para o Estado do Rio de Janeiro, não passando por Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal.

Estas cidades pararam no tempo. Pela segunda vez, as cidades do “Vale Histórico” tornaram-se cidades mortas, provando, mais uma vez, que sem estradas não há desenvolvimento.

E a maior contraprova forma Paraibuna-SP e Caçapava Velha que ficaram décadas sem progredirem porque a Estrada Velha e a Via Dutra não passavam por elas, ao contrário da Velha Estrada Real que de Jacareí-SP seguia para Paraibuna-SP e Caçapava Velha.

 

 

 

A “Vida” do Joseense antes da Via Dutra

A Estrada Velha São Paulo-Rio

A Ferrovia da Morte, e, o novo Ramal de Parateí

Antes de existir a Rodovia Presidente Dutra, viajava-se para São Paulo, de trem, pela Estrada de Ferro Central do Brasil, EFCB, o que era muito demorado, e, por estrada de terra.

Mesmo quando não chovia e a estrada estava em boas condições, não se fazia, o trajeto de São José dos Campos-SP até à Cidade de São Paulo, pela Estrada Velha Rio-São Paulo, em menos de 3 horas e meia.

A Velha Estrada, construída pelo Dr. Washington Luís, ainda existia, cheia de curvas, subidas e descidas, e, onde os carros atolavam na lama ou na areia.

Havia carreiros, entre Jacareí e São José, que ganhavam a vida tirando os automóveis do atoleiro.

Os atoleiros não eram só quando chovia. Os automóveis também atolavam no terreno arenoso da estrada. Os ônibus daEmpresa de Ônibus Pássaro Marrom levavam pá e enxada para cavarem, e, tirarem ônibus e automóveis dos atoleiros.

Uma viagem entre Rio e São Paulo, cujo percurso era de cerca de 550 Km de estrada de terra, não se fazia nunca em menos de 13 horas.

A EFCB era chamada, desde as primeiras décadas do Século XX, de Ferrovia da Morte, devido aos seus frequentes e trágicos acidentes, nos seus 499,1 km de extensão, e, 85 estações existentes em 1951.

Isto é: Quem fosse de trem, da Estação D. Pedro II, na Cidade do Rio de Janeiro, (o Km-0), até à Estação Roosevelt, ( a antiga Estação do Norte), na Cidade de São Paulo, (o Km 499,1), teria que ter paciência com as 83 paradas do trem durante o trajeto Rio-São Paulo.

Em 1952, foi inaugurado a Variante São José dos Campos – Manuel Feio, (o Ramal de Paratéi, com extensão de 74 km), melhorando o tráfico, (somente para cargas), entre São José e a Cidade de São Paulo.

 

 

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Placa Comemorativa da Inauguração da Via Dutra, em 19 de janeiro de 1951

 

 

 

 

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A Inauguração da Rodovia Presidente Dutra, então BR-2, em 19/jan/1951

 

 

 

 

 

 

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O Estadista Marechal Eurico Gaspar Dutra, que construiu a BR-2, (a atual BR-116), que leva o seu nome

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Município dos prefeitos nomeados:

A Constituição do Estado de São Paulo de 1935 e a de 1947, estabeleciam que as Estâncias Hidrominerais e Climatéricas teriam prefeitos sanitários nomeados pelo Governador do Estado.

O mesmo dizia o Decreto-Lei Complementar n° 9 de 31/dez/1969, assim, São José dos Campos-SP teve várias prefeitos sanitários e prefeitos de “estância” nomeados pelo Governador do Estado, até 1977, quando deixou de ser Estância Hidromineral.

(Ver abaixo sobre as leis que estabeleceram eleições diretas em São José dos Campos-SP.)

Porém, nenhum prefeito municipal de São José dos Campos-SP era Interventor Federal, pois, apesar de possuir a Embraer, o CTA, e, a Refinaria Henrique Lage, o município NUNCA foi declarado “Área de Segurança Nacional”.

De 1968 até 1969, no Estado de São Paulo, as eleições para prefeitos de estâncias foram diretas.

 

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 2, DE 14 DE JANEIRO DE 1958

A mesa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, nos termos do artigo 138 da Constituição Estadual, (de 1947), promulga a seguinte:

Emenda ao Artigo 71, parágrafo único, da Constituição Estadual.
Artigo Único – O artigo 71, Parágrafo único, da Constituição do Estado, passa a ter a seguinte Redação:
Parágrafo único – A eletividade do Prefeito prevalece para a Capital e Município onde houver estâncias hidrominerais naturais.
A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 14 de Janeiro de 1958.
a) Ruy de Almeida Barbosa, Presidente
 Amaral Furlan – 1º Secretário
 Castro Vianna – 2º Secretário
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Primeira Escola de 2° Grau, e o Poeta da Cidade

A Faculdade de Direito, embrião da UNIVAP

Em 1951, instala-se o primeiro curso colegial (o atual 2° grau) em São José, (na atual E.E. João Cursino – inicialmente instalado no atual Espaço Mário Covas).

Assinou a Lei Estadual Paulista n° 618, que criou o Curso Colegial, junto com o Governador Doutor Adhemar de Barros, o poeta joseense Cassiano Ricardo Leite, que era o Diretor Geral da Secretaria de Estado de Governo do Estado de São Paulo.

O Poeta Cassiano Ricardo Leite, da tradicional família Leite, foi muito importante, na década de 1930, no Brasil, por suas obras como a “Marcha para o Oeste” que mostra o heroísmo do povo paulista desbravando o sertão.

Seu túmulo, hoje descaracterizado, no Cemitério Padre Rodolfo, ainda guarda, pelo menos, solta, a sua lápide, a qual tem também o nome de Dolzani Ricardo. O poeta faleceu em 1974. É homenageado dando seu nome à Biblioteca Municipal de São José.

Leia a lei que criou o primeiro curso de 2° Grau em São José:

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/1950/lei-618-04.01.1950.html

Diz a minuta da Lei n° 618:

“Determina que passem a funcionar como Colégios os ginásios que constituem os cursos fundamentais das Escolas Normais Estaduais de Dois Córregos e São José dos Campos, bem como o Ginásio de Mogi-Mirim.”

Logo depois, o “DECRETO N. 19.472, DE 7 DE JUNHO DE 1950 dá a denominação de “Cel. João Cursino”, ao Colégio Estadual e Escola Normal de São José dos Campos.”

Essa escola fora criada 20 anos antes. Teve vários nomes; o mais conhecido foi ESCOLA NORMAL, e, então, a partir de 1951, passa a oferecer também o atual 2° Grau.

Até 1951, joseenses que queriam fazer o Curso Colegial tinham que ir para a Cidade de Taubaté-SP.

Em 1967, com a transferência do “João Cursino” para a Avenida Eng. Francisco José Longo, o edifício da Praça Affonso Penna passa a ser a Câmara Municipal, a qual, até aquele momento era localizada na atual Biblioteca Municipal.

Em 2002, a Câmara Municipal é transferida para o seu local atual, e, o edifício onde fora a Escola Normal, o “João Cursino” passa a ser o “Espaço Mário Covas”.

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A Escola Normal que, em 1951, tornou-se Colégio Estadual – depois denominado ” E.E. João Cursino” em homenagem ao Prefeito Municipal que construiu o prédio do atual Espaço Mário Covas,

O E.E. João Cursino está localizado, desde 1967, na Avenida Francisco José Longo, 782

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Almanaque de 1951

O “Almanaque de São José dos Campos-SP”, publicado em 1951, coordenado pelo Dr. José Marcondes Pereira, que, mais tarde, seria prefeito municipal, e, deputado federal.

O “Almanaque de 1951” dá o nome de todos os servidores da prefeitura municipal, de tão poucos que eram. Hoje a Prefeitura Municipal conta com quase 10.000 servidores.

O “Almanaque de 1951” dá valiosas informações sobre a criação da Vila em 1767, sobre os sanatórios, e, sobre os médicos sanitaristas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Faculdade de Direito

Em 1954, surge a segunda faculdade de São José, a “Faculdade de Direito”, da atual UNIVAP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÃO JOSÉ EM 1956

Ano em que o Presidente Juscelino inicia a construção da Indústria Automobilística no Brasil, a qual transformou São José dos Campos-SP e região

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Folheto com as estatísticas, e, as principais informações sobre São José dos Campos-SP, em 1956

Eram tão poucos os telefones, com 4 digitos, portanto, menos de 1000 aparelhos;

E, não existia ainda o prefixo 21, que foi o primeiro prefixo de São José

Em 1960, veja abaixo, havia só 757 telefones instalados, porém tudo dentro da média nacional, e, até acima dela

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GM

Em março de 1959, o Presidente da República Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira inaugurou a unidade da General Motors do Brasil (GM), em São José dos Campos-SP, que, por muitos anos, foi a maior fábrica do município, perdendo, depois, este posto para a EMBRAER.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Década de 1960

Em 1960, instala-se a Faculdade de Farmácia e Odontologia, FFOSJC, atualmente denominada ICT-UNESP, pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, e, que foi a terceira faculdade de São José dos Campos-SP.

Em 1960, São José dos Campos-SP contava com 77.533 habitantes, 1.099 automóveis de passageiro (1,42 automóveis de passageiro para cada 100 habitantes) e 757 telefones (0,98 telefone para cada 100 habitantes).

Na época, ao contrário de hoje, não ter automóvel, televisor e telefone não era sinal de pobreza. Tê-los, sim, era sinal de riqueza. 

Em 27 de julho de 1967, São José dos Campos-SP comemorou os 200 anos da criação da Vila de São José do Paraíba.

Foi oficializado, naquele ano, o Hino do Município, o qual diz “Das mãos de Anchieta nascida”, e, “sob o olhar da Mantiqueira”

Neste hino, também é notado que São José dos Campos-SP era a “CIDADE QUE MAIS CRESCE”. Já não era a cidade de São Paulo-SP a que mais crescia, como se dizia até então.

Isto se confirmou, 3 anos depois, no Censo do IBGE de 1970, que o município dobrou sua população de 1960 para 1970: 77 mil para 148 mil habitantes.

A população de São José dos Campos-SP passou de 77.000 para 148.000 habitantes, de 1960 a 1970, duplicando a sua população em 10 anos, o que foi um dos maiores índices de crescimento populacional do Brasil naquele período.

Foi então que, depois de 350 anos, que Taubaté-SP deixou de ser a maior e mais importante vila e depois cidade do Vale do Paraíba Paulista.

E, São José dos Campos-SP passou a ser a CAPITAL DO VALE:

Com a criação, pelo Governo do Estado de São Paulo, das regiões administrativas, São José dos Campos-SP passou a ser a ser a sede da Região Administrativa que hoje abrange 39 municípios do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte Paulista.

Exemplo: Fica em São José dos Campos-SP, a sede do DEINTER-1 que coordena e dirige a Polícia Civil Paulista neste 39 municípios.

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia sobre o primeiro computador Brasileiro – o Zezinho – inventado no ITA em 1961

O primeiro computador brasileiro é joseense e nasceu no ITA

http://www.invencoesbrasileiras.com.br/index.php/inventos/eletronica/89-computador-zezinho

“O Zezinho tinha capacidade de fazer vinte operações. Seu painel com dois metros de largura por um metro e meio de altura dividia-se em três partes. “

“O projeto e construção deste primeiro computador no Brasil, foi realizado como Trabalho Individual de graduação em Engenharia Eletrônica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

A experiência pioneira teve a ajuda financeira do CNPq. Os quatro alunos do ITA em São José dos Campos-SP, José Ellis Ripper, Fernando Vieira de Souza, Alfred Wolkmer e Andras Vasarheyi, orientados pelo chefe de Divisão de Eletrônica do ITA, Richard Wallauschek, projetaram e construíram o Zezinho utilizando apenas componentes nacionais.”

 

 

 

 

 

 

 

 

MARCHA DA VITÓRIA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Em 05 de abril de 1964, 10 mil pessoas na atual Praça do Padre João, centro de São José dos Campos-SP comemoravam a Vitória da Revolução de 1964.

O Jornal Folha de S. Paulo, do dia 06/abril/1964, primeiro caderno, página 6, deu a manchete:

“Em São José dos Campos, “Marcha” foi da “Vitória”

E relatou:

“O Largo da Matriz – Praça João Pessoa – foi pequeno para conter o grande número de pessoas que acorreu ao local, portando bandeiras, faixas e cartazes, entoando o Hino Nacional e dando vivas ao Brasil, à democracia e ás Forças Armadas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

A FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP QUE NÃO SAIU DO PAPEL

“LEI N. 8.473, DE 4 DE DEZEMBRO DE 1964

Dispõe sôbre criação de estabelecimento de ensino superior

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1.º – Fica criada uma Faculdade de Medicina em São José dos Campos, na qualidade de instítuto isolado do sistema estadual de ensino superior.

Artigo 2.º – A lei orçamentária do exercício em que se der a instalação do estabelecimento de ensino ora criado consignará verbas necessárias a ocorrer às respectivas despesas.

Artigo 3.º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Govêrno do Estado de São Paulo, aos 4 de dezembro de 1964.

ADHEMAR PEREIRA DE BARROS

José Carlos de Ataliba Nogueira

Publicada na Diretoria Geral da Secretaria de Estado dos Negócios do Govêrno, aos 7 de dezembro de 1964.

Miguel Sansígolo – Diretor Geral, Substituto”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lei Estadual Paulista n° 8.656, de 15 de Janeiro de 1965

Dispõe sôbre a criação de Reserva Florestal no Vale do Paraíba e dá outras providências

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1.° – É criada, na região do Vale do Paraíba, a “Reserva Florestal da bacia hidrográfica do Vale do Paraíba”, dentro das divisas abaixo discriminadas:

“Começa na Serra do Mar, na divisa oeste do município de São José do Barreiro; continua pela Serra do Mar, em direção ao oeste, até encontrar a estrada de rodagem estadual Paraibuna-Caraguatatuba; segue pelo espigão divisor das águas dos rios Paraibuna-Tietê até encontrar a divisa oeste do município de Santa Branca; continua por esta dívisa e as dos municípios de Guararema, Santa Isabel e São José dos Campos até encontrar a serra da Mantiqueira; daí, deflete à direita e segue pela cumeeira da serra da Mantiqueira até encontrar o rio do Salto, divisa do Estado do Rio de Janeiro, pela qual desce até sua barra no rio Paraíba; atravessando o referido rio Paraíba segue pelas divisas do Estado do Rio de Janeiro até encontrar a divisa oeste do município de São José do Barreiro, pela qual segue até encontrar a serra, do Mar, ponto de partida”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Bicentenário de São José “sob o olhar” do cineasta Primo Carbonari

O velho cineasta Primo Carbonari, famoso pelos seus noticiosos exibidos antes de iniciar-se os filmes nos cinemas, mostra, neste curta metragem, em P&B, cenas e locais da cidade, como o CTA e o Sanatório Maria Imaculada.

Como não existia ainda o Avião Bandeirante e a EMBRAER, é mostrado, como orgulho da cidade, os aviões planadores.

O curta metragem, de 10:41 minutos, mostra a saudosa Guarda Mirim do saudoso vereador Francisco Ricci.

O curta metragem mostra, entre outras personalidades de destaque de São José no seu Bicentenário, o Deputado Estadual Benedicto Matarazzo prestigiando uma partida de futebol, no, hoje demolido, Formigão do Vale, (localizado onde, hoje, é um templo da Igreja Universal no centro da cidade), o Dr. José de Castro Coimbra presidindo uma sessão da Câmara Municipal na Legislatura 1965-1969, o vereador Sebastião Teodoro e outros sucessores dos velhos índios vereadores de 200 anos antes.

Aparece, sério, em sua mesa de trabalho, o saudoso seresteiro, e, 4 vezes Prefeito Municipal Elmano Ferreira Veloso.

 

São José dos Campos-SP, no bicentenário da criação da vila – 1967

 

Em 1968, o novo jornal AGORA, de São José dos Campos-SP, torna-se o primeiro jornal do Vale do Paraíba, e, um dos primeiros do Brasil, a ser impresso no novo, e, revolucionário processo OFFSET.

 

 

 

 

 

 

 

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP quando do surgimento da EMBRAER

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Vista Aérea de São José dos Campos-SP

Final da Década de 1960

 

 

 

 

A EMBRAER

Em 1969, a criação da Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., Embraer, pelo decreto-lei federal n° 770, de 19/ago/1969, originada em um setor de desenvolvimento de aeronaves do CTA, chamado PAR, coloca São José dos Campos-SP em uma nova era de desenvolvimento tecnológico.

Depois de várias tentativas frustradas de construir aeronaves, dos quais o mais conhecido foi o Convertiplano, (um misto de avião e helicóptero), o PAR constrói o avião Bandeirante, e, logo em seguida, é criada pelo governo federal do Brasil, uma sociedade de economia mista, uma sociedade anônima, a EMBRAER, para produzir, em série, o Bimotor Turbohélice Bandeirante.

Atualmente, a EMBRAER é a maior empregadora de São José dos Campos-SP, (com 19.000 empregados, em 2016, no total, sendo que destes, 13.000 trabalham nas unidades de São José dos Campos-SP), seguida pela General Motors, pela Prefeitura Municipal, e, pelo Governo do Estado de São Paulo.

Por causa da Embraer, São José dos Campos-SP é considerada a “Capital Nacional do Avião“.

Fundamental para o desenvolvimento da Embraer foi a mão de obra especializada formada pelo ITA.

A Embraer é uma das poucas indústrias brasileiras, pois domina todo o Ciclo da Tecnologia do Produto: Estuda o mercado mundial, Projeta, Desenvolve, Produz, faz o Marketing e Comercializa seus aviões; dá suporte e assistência técnica a seus clientes.

Todos os seus aviões não-militares são voltados para o Mercado Mundial.

Ou seja, a Embraer NÃO é uma mera montadora de produtos desenvolvidos no Exterior (as maquileras) e/ou com patentes no exterior.

O progresso que representava a Embraer para o Brasil foi bem compreendido pelas autoridades, como se vê na justificativa da isenção de ICM, (o antigo Imposto de Circulação de Mercadorias, o atual ICMS), dado pelo Governo do Estado de São Paulo, através do Decreto Estadual Paulista n° 52.413, de 11/mar/1970, logo após a criação da Embraer.

 

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
GS-361
Senhor Governador:
Tenho a honra de encaminhar a elevada apreciação de Vossa Excelência o incluso projeto de decreto, que dispõe sôbre a isenção do impôsto de circulação de mercadorias às saidas de aeronaves e respectivos acessórios, componentes e equipamentos promovidas pela Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., de seus estabelecimentos localizados neste Estado.
Trata-se, como se pode observar, de medida das mais justas, representando uma valiosa contribuição do Estado ao desenvolvimento daquela industria, ora assumindo forma adulta, com a publicação do Decreto-lei federal n.º 770, de 19 de agôsto de 1969, que autoriza a União a constituir a EMBRAER, Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., instalada em São José dos Campos, sociedade de economia mista que tem o Govêrno federal como acionista majoritário.
O incentivo se faz necessário se considerarmos o grande interesse mostrado pela Alta Administração do Pais, empenhado em dinamizá-la, tanto que concedeu isenção do Impôsto federal sôbre produtos industrializados, através da Lei n.º 5.330, de 11 de outubro de 1967, afora outras providências adotadas.
De se considerar, outrossim, as condições dificeis para a fixação dessa complexa atividade, os longos periodos de maturação exigidos para o lançamento de produções seriadas economicamente viáveis, a baixa rentabilidade caracteristica economicamente da industria, que tem dificultado a participação do empresário privado, os incentivos de exportação concedidos pelos diferentes países produtores de aviões, aos seus fabricantes, o papel que o avião exerce para o desenvolvimento e a integração nacional, e a necessidade de se amparar, o quanto possível, a indústria aeronáutica do Brasil – que justificam plenamente a adoção da medida ora proposta.
Esclareço, finalmente, que êste Decreto somente poderá abranger as operações internas realizadas no Estado, como as saídas que se destinem a não contribuinte localizado em outra Unidade da Federação, que e o rigorosamente permitido pela cláusula terceira do I Convênio do Rio de Janeiro. Para o benefício abranger operações interestaduais, como tais entendidas as realizadas entre contribuintes situados em mais de um Estado, tornar-se-ia necessária a permissão de Convênio, “ex vi” do artigo 1.° do Ato Complementar n.° 34.
Ao ensejo, reitero a Vossa Excelência meus protestos de elevada estima e distinta consideração.
Luis Arrôbas Martins – Secretário da Fazenda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COVAP – EMBRIÃO DO  CONSÓRCIO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DO VALE DO PARAÍBA – CODIVAP

 

DECRETO federal Nº 63.794, DE 12 DE DEZEMBRO DE 1968.

Cria a Comissão do Vale do Paraíba do Sul – COVAP e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 83, item II, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1º Fica criada a Comissão do Vale do Paraíba do Sul – COVAP, com o objetivo de promover a utilização racional e integrada dos recursos hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul, coordenando para êsse fim a ação federal e estadual relacionada com a matéria, em conformidade com o mecanismo estabelecido pelo Decreto nº 60.920-67.

Art. 2º São atribuições da COVAP:

a) disciplinar o aproveitamento dos recursos hídricos do Rio Paraíba do Sul e seus afluentes, visando à adequada integração dos diversos programas relacionados com o referido aproveitamento;

b) incentivar a proteção dos recursos hídricos e a defesa contra enchentes, bem como outros programas relacionados com o contrôle do escoamento da água na Bacia;

c) orientar as atividades de órgãos públicos e privados atuantes na área, visando à compatibilização de programas e projetos que objetivem o aproveitamento e a proteção de seus recursos hídricos;

d) realizar pesquisas e elaborar programas com vistas ao aproveitamento racional dêsses recursos hídricos;

e) promover a elaboração de projetos integrados para o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos da Bacia, tendo em vista o desenvolvimento harmônico da área;

f) colaborar com programas de assistência técnica destinados ao aproveitamento dos recursos hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul;

g) exercer outras atribuições necessárias à consecução do seu objetivo.

Art. 3º Para o desempenho dessas atribuições, a COVAP elaborará um Plano Diretor para o uso integrado dos recursos hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul, o qual será submetido à apreciação do Presidente da República.

Art. 4º A COVAP será constituída:

a) de um representante de cada um dos seguintes Ministérios: Planejamento e Coordenação Geral, que coordenará os trabalhos da Comissão: Interior, que será o seu Secretário-Executivo; Minas e Energia; Agricultura e Transportes;

b) de um representante de cada um dos seguintes Estados: Guanabara, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Art. 5º O Ministério do Interior assegurará recursos materiais e humanos para o suporte técnico e administrativo necessário ao funcionamento da Secretaria-Executiva da Comissão.

§ 1º Os demais Ministérios e os Governos Estaduais participantes da Comissão poderão igualmente oferecer-lhe apoio técnico e administrativo complementares.

§ 2º Nos têrmos do estabelecido neste artigo, os Ministérios participantes poderão constituir equipes técnicas para realização de trabalhos específicos nas respectivas áreas de atuação.

§ 3º As equipes técnicas previstas no parágrafo anterior funcionarão junto à COVAP, que lhes assegurará o entrosamento necessário à integração das respectivas atividades.

Art. 6º Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 12 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

A. COSTA E SILVA

Mário David Andreazza

Raymundo Bruno Marussig

José Costa Cavalcanti

Hélio Beltrão

Afonso A. Lima

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Avião Bandeirante chama a atenção da Imprensa Brasileira

“O BRASIL LEVANTA VOO”

Em 12 de outubro de 1969, a Folha de S. Paulo dedica um caderno especial de sua edição para a nascente indústria aeronáutica brasileira. Este primeiro grande espaço dedicado pela imprensa à nascente Embraer foi dirigido pelo jornalista Joelmir Betting. O projeto do Bandeirante é mostrado na capa do caderno.

http://acervo.folha.uol.com.br/fsp/1969/10/12/340/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Década de 1970

Com a construção das represas de Paraibuna-SP (da CESP), e, de Santa Branca-SP (da Light), no Rio Paraíba do Sul, terminam as inundações na região conhecida como Banhado em São José dos Campos-SP, próximo ao centro da Cidade.

Com o Banhado mais seco, (ainda é um brejo), surge a Favela do Banhado, atual Bairro Nova Esperança.

Na década de 1990, a linha de trem da RFFSA que passava pelo Banhado é desativada.

Em 2002, o Banhado torna-se, no papel, Área de Preservação Ambiental.

Em 1972, São José dos Campos-SP contava com 170.000 habitantes e 8.200 automóveis. Um automóvel para cada 20,7 habitantes, enquanto, em 1960, era um automóvel para cada 70,5 habitantes.

De 1970 até 1980, São José dos Campos-SP passou de 148.000 a 289.000 habitantes, quase duplicando sua população.

Em 1973, é inaugurado o Parque Santos Dumont na área do antigo Sanatório Ezra. A Biblioteca Municipal Cassiano Ricardo Leite funcionou, por anos, no Parque Santos Dumont.

Foi realizado, em outubro de 1973, uma grande feira e exposição aeronáutica internacional no CTA.

Na década de 1970,  as obras da da Refinaria Henrique Lage (REVAP) da Petrobrás trouxe mais empregos. Foi inaugurada em 1977, e, trouxe maior arrecadação de impostos e mais tecnologia à cidade. Esta refinaria foi ampliada na década de 2000.

Obras como a construção de novas refinarias faziam parte do II PND, (Plano de Desenvolvimento Econômico), do estadista Presidente da República General Ernesto Geisel, que visava a última etapa da Era da Substituição de Importações com a instalação no Brasil das indústrias de base, de matérias primas, e, petroquímica.

 

 

 

 

Os Anos do Pleno Emprego

O Milagre Econômico Brasileiro

A Cidade Progresso

O Prefeito da Estância de São José dos Campos-SP Brigadeiro Sérgio Sobral de Oliveira

Na primeira metade da década de 1970, década do Milagre da Economia Brasileira, o município foi governado pelo estadista Brigadeiro da Aeronáutica Sergio Sobral de Oliveira, conhecido como “Sobral“;

Foi nomeado prefeito municipal, pelo Governador do Estado, por São José dos Campos-SP ser, naquela época, uma Estância Hidromineral. Assinava como o “Prefeito da Estância de São José dos Campos-SP”.

Havia pleno emprego, e, o município dobrava a sua população a cada dez anos.

Trabalhadores daquela época estão sempre relembrando até hoje, 2016, do quanto era facílimo conseguir emprego em São José dos Campos-SP no Tempo do Sobral.

Na entrada da Cidade, no Viaduto do CTA, ficava escrito:

“A Cidade Progresso Cumprimenta”, e,

do outro lado:

“A Cidade Progresso Deseja Boa Viajem”.

Em 24 de setembro de 1971, é inaugurada, em São José dos Campos-SP com grande festa, e um anúncio de página inteira no Estado de S. Paulo, principal jornal do Brasil na época, a primeira grande loja das redes de lojas que surgiam no Brasil, as LOJAS AMERICANAS

Nas comemorações dos 100 anos de nascimento do inventor Alberto dos Santos Dumont, em outubro de 1973, houve uma grande exposição aeroespacial, no CTA, e, a inauguração do Parque Santos Dumont.

O Fórum, em março de 1973, foi transferido, da Praça Afonso Pena, para um local maior, na Rua Paulo Setúbal.

Falava-se, em 1973, em uma edição comemorativa da cidade, em se instalar, em São José, um trem denominado monotrilho.

Em outubro de 1973, começa a funcionar o Sistema UHF de Televisão com antenas instaladas no Bairro Alto da Ponte, dispensando-se as enormes antenas do tipo rabo-de-peixe apontadas para o Pico do Jaraguá em São Paulo-SP do antigo sistema VHF.

Com a conclusão da represa de Paraibuna-SP, é asfaltada, e, construído um novo traçado, em vários pontos, da Rodovia SP-99, (Tamoios), ligando São José ao Litoral Norte Paulista, incrementando o turismo nessa região.

Em 1974 e 1975, foi construído a REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE GÁS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP e JACAREÍ-SP pela COMPANHIA DE GÁS DE SÃO PAULO, COMGÁS.

 

 

 

 

Casas Populares de Alto Padrão do Tempo do Sobral

Uma obra prima dos governos brasileiros foi realizada, no Tempo do Sobral, em São José dos Campos-SP,  o Loteamento do Banco Nacional da Habitação,  BNH,  o Conjunto Satélite 4, inaugurado em 1972, no Jardim Satélite, antiga fazenda do Eugênio Bonádio.

O Conjunto habitacional possui 850 casas de dois e três dormitórios de alta qualidade de construção, algumas destas casas estão no seu estado original e em excelente estado até hoje. Todas as outras também estariam em excelente estado até hoje se mantidas originais por seus proprietários.

 

 

São José do “Tempo do Sobral”

https://www.youtube.com/watch?v=H7HRu-SzPqI

 

 

 

 

Um Bairro de São José dos Campos-SP, no Tempo do Sobral:

http://www.ict.unesp.br/#!/instituicao/memorias/historia-da-nossa-cidade/um-bairro-de-sao-jose-dos-campos-sp-em-1971—jardim-satelite/

 

 

 

 

 

 

 

 

MINISTRO DECANO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) Dr. Celso de Mello PROMOTOR DE JUSTIÇA EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP

Na década de 1970, o Dr. Celso de Mello, que já foi presidente do STF, no início de sua carreira, foi promotor de justiça em São José dos Campos-SP.

O Dr. Celso de Mello é primo do Presidente da República, Dr. Fernando Collor de Mello, e, ingressou na magistratura em 1970.

 

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O eminente ministro do STF Dr. Celso de Mello

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Carro a Álcool inventado no CTA

“Com o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool, em 1975, surgiu a ideia de produzir carros de passeio que rodassem com o combustível.
Quem chefiava a equipe de pesquisadores do programa, no Centro Técnico Aerospacial (CTA) da Aeronáutica, em São José dos Campos-SP, era o engenheiro Urbano Ernesto Stumpf, (1916-1998), o pai do motor a álcool no Brasil. Cerca de 160 pessoas atuaram nas pesquisas, inclusive engenheiros mecânicos das fábricas de automóveis, que foram convocados pelo governo para o projeto.

Em 1976 surgiu o primeiro Carro a Ácool joseense e brasileiro, um Dodge 1800 Polara que está, desde 2004, no Museu Aeroespacial Brasileiro, em São José dos Campos-SP, depois de passar 28 anos entre as garagens das várias divisões do CTA.”

http://dodgepolara1800.blogspot.com.br/2010/03/o-1-carro-alcool-verdade.html

 

 

O Primeiro Carro a Álcool Joseense e Brasileiro é um Dodge Polara

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O município passa a eleger o seu prefeito municipal:

A Lei Estadual Paulista n°. 1.402/1977, cujo projeto de lei é de autoria do Deputado Estadual Dr. Robson Riedel Marinho, (conhecido como o Robson), um mineiro radicado em São José, permitiu que São José dos Campos-SP voltasse a eleger seus prefeitos municipais.

A primeira eleição para Prefeito Municipal em São José dos Campos-SP, após esta lei, aconteceu em 15 de novembro de 1978, tendo sido eleito o joseense Dr. Joaquim Vicente Ferreira Bevilacqua.

Projeto de lei   Nº   0288 / 1977

Documento Número Legislativo
Projeto de lei   (não existe documento) 0288 / 1977
Ementa
Exclui da condição de estância hidromineral o Município de São José dos Campos.
Regime
Tramitação Ordinária
Indexação
ESTÂNCIA HIDROMINERAL, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (MUNICÍPIO)
Autor(es) Apoiador(es)
Robson Marinho
Situação Atual
Último andamento 23/11/1977 Despacho: mantido o veto ao artigo 2º,por decurso do prazo nos termos do § 5º do artigo 26 da Constituição do Estado.Arquive-se (DO) Clique sobre o último andamento para ver todos andamentos desta proposição.
Andamento
Data Descrição
03/08/1977 Publicado no Diário da Assembléia
25/08/1977 Publicados os Pareceres Nºs.: 902/77 da CCJ, 903/77 da CAM e 904/77 da CFO (favoráveis ao projeto) (DO)
23/09/1977 Publicado o Autógrafo Nº 13.916 (DO)
08/10/1977 Publicada a LEI Nº 1.402, de 05.10.77 (DO)
08/10/1977 Publicada Mensagem nº 127/77 do Sr. Governador do Estado com veto parcial (DO)
27/10/1977 Publicados os Pareceres Nºs.: 1349/77 da CCJ e 1350/77 da CAM (contrários ao veto) (DO)
23/11/1977 Despacho: mantido o veto ao artigo 2º,por decurso do prazo nos termos do § 5º do artigo 26 da Constituição do Estado.Arquive-se (DO)

 

LEI ESTADUAL PAULISTA N. 1.402, DE 5 DE OUTUBRO DE 1977

Exclui da condição de estância hidromineral o Município de São José dos Campos-SP:

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:
Artigo 1.º – Fica excluído da condição de estância hidromineral o Município de São José dos Campos-SP.
Artigo 2.º – Vetado.
Artigo 3.º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 5 de outubro de 1977.
PAULO EGYDIO MARTINS
Manoel Pedro Pimentel
Secretário da Justiça
Raphael Baldacci Filho
Secretário do Interior
Ruy Silva
Secretário de Esportes e Turismo
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 5 de outubro de 1977.
Nelson Petersen da Costa

Nota: Da Década de 1930 até 1977, São José dos Campos-SP teve vários prefeitos municipais e prefeitos sanitários nomeados pelos interventores federais, e, pelos governadores do Estado de São Paulo, por ter sido Estância Climatérica e Estância Hidromineral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A RODOVIA AYRTON SENNA

Antiga Rodovia dos Trabalhadores,

A SP-070

A Antiga Via Leste

A Rodovia Governador Carvalho Pinto, extensão da Rodovia Ayrton Senna

Em 01/maio/1982, Dia do Trabalhador, é inaugurado, pelo Governador Paulo Salim Maluf, um novo acesso da Cidade de São Paulo à região de São José dos Campos-SP, a Via Leste, SP-70, Rodovia dos Trabalhadores, a atual Rodovia Ayrton Senna.

Em 1994, é inaugurada a Rodovia Governador Carvalho Pinto, um prolongamento da Rodovia Ayrton Senna, até Taubaté-SP.

A Rodovia Governador Carvalho Pinto será prolongada, em 8 km, até encontrar-se com a Rodovia Oswaldo Cruz, a SP-125, que liga Taubaté-SP a Ubatuba-SP.

As Vias Norte, Sul, Leste, e, a Via Oeste são as grandes rodovias modernas e expressas, (com poucas saídas e poucas entradas), projetas, na década de 1960, pelo Estadista Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros, quando os apóstolos do atraso diziam que eram obras “caras e desnecessárias“.

Hoje são as rodovias:

– Dos Bandeirantes, SP-348,

– Dos Imigrantes, SP-160,

– Ayrton Senna-Carvalho Pinto, SP-70, e,

– Castelo Branco, SP-280.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Anel Viário e a Privatização da Via Dutra

Na década de 1990, é inaugurado a segunda parte do Anel Viário de São José dos Campos-SP; a primeira parte foi a Avenida Teotônio Vilela, ligando a Cidade, (como é chamado o Centro e seu entorno), à Zona Sul.

É privatizada a Via Dutra, em 1994, e, construída as suas marginais.

Em 2014, São José possui quase um automóvel para cada 2 habitantes, sendo, uma das cidades mais motorizadas do Brasil.

O projeto original da Anel Viário de São José dos Campos-SP era uma ligação da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a Rodovia Monteiro Lobato (SP-50) para facilitar o acesso a Campos do Jordão-SP.

Com a entrega da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-121), em 1977, muito mais moderna que a SP-50, ligando Taubaté-SP a Campos do Jordão-SP, a SP-50 passou a ser apenas uma rodovia secundária, perdendo a importância a ideia original do Anel Viário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Era dos Shopping Centers e o fim dos cinemas de rua

São José dos Campos-SP já possuía desde a década de 1970, hipermercados – O Peg- Pag, próxima à Via Dutra, foi o primeiro, e, em 27/jul/1992, é inaugurado o Carrefour, entrando a cidade definitivamente na era dos hipermercados.

Na década de 1970, surge o Calçadão da Rua 7 de setembro, e, o Shopping Centro em 1978.

São José dos Campos-SP ganhou seu primeiro Shopping Center quando a Cidade de São Paulo, em 1976, possuía apenas três shopping centers: o Shopping Iguatemi, (primeiro shopping center do Brasil; inaugurado em 1966), o Shopping Continental inaugurado em outubro de 1975, e, o Ibirapuera inaugurado em 1976.

Foi o Shopping Iguatemi que inaugurou, no Brasil, em 1966, a era dos cinemas em Shopping.

É de total desconhecimento da geração atual frequentadora de shoppings, em São José dos Campos-SP, que a cidade foi uma das pioneiras do Brasil na abertura de shopping centers.

Em 1987, é inaugurado o primeiro grande shopping Center de São José dos Campos-SP e o primeiro a ter salas de cinema – O CenterVale Shopping.

Os cinemas em Shopping Centers fizeram praticamente desaparecer os cinemas de rua no Brasil. O último dos 5 cinemas de rua a ser fechado  em São José dos Campos-SP foi o Cine Paratodos.

Com os grandes shopping centers desaparecem os 5 cinemas de rua da cidade.

A diferença básica entre os cinemas de rua e os cinemas de shopping centers é que os cinemas de rua possuem somente uma sala para exibição de filmes, enquanto os cinemas de shoppings possuem várias salas. Fato desconhecido pelas gerações atuais.

 

 

Depois de fechado, na década de 1940, o Cine Theatro São José, a cidade possuiu 5 cinemas comerciais:

– CTA,

– Planetário, na Vila Ema; hoje estacionamento de supermercado,

– Cine Santana; mantido, hoje, pela Prefeitura Municipal, como uma relíquia de um tempo desaparecido,

– Palácio, na Praça Afonso Pena, o maior, com mais de 1.000 lugares; hoje estacionamento,

– Paratodos, na Rua Coronel José Monteiro, cujo prédio ainda existe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Urna Eletrônica Brasileira nasceu, nos anos 1990, em São José dos Campos-SP

“A urna eletrônica brasileira foi desenvolvida, na década de 1990, por engenheiros do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e do CTA (hoje DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), ambos de São José dos Campos-SP.

À época, Antônio Ésio Salgado, Paulo Nakaya, Osvaldo Catsumi e Mauro Hashioka foram convocados para montar o software do aparelho.

“Fomos chamados pelo Tribunal Superior Eleitoral, (TSE), a fazer parte de um grupo de notáveis para estudar, mapear e informatizar todo o sistema eleitoral brasileiro e, por fim, criar a urna eletrônica com base em requisitos técnicos de segurança”, conta Paulo Nakaya, engenheiro aposentado do INPE.

Desde seu lançamento nas eleições de 1996, a urna eletrônica vem sendo aperfeiçoada.

Em 2000, passou a ser utilizada em todas as seções eleitorais do Brasil.

Leia mais em:

http://www.aeb.gov.br/inpe-realiza-teste-em-urnas-eletronicas/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÉCULO XXI

Em São José dos Campos-SP foi instalado, na década de 2000, um parque tecnológico estadual, com empresas, instituições de ciência e tecnologia, e instituições de ensino e de pesquisa na área de tecnologia atuando nas áreas de aeroespacial, energia, saúde, recursos hídricos e de saneamento.

 

LEIA SOBRE OS PARQUES TECNOLÓGICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO:

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=71406&c=6

 

 

O Parque Tecnológico de São José dos Campos-SP foi lançado em 2006:

 

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=71341&c=6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte no Estado de São Paulo

Em janeiro de 2012, foi criada, pela Lei Complementar nº 1.166, de 09/01/2012, a “Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte”.

Decreto n° 59.229 de 24/05/2013 instituiu o “Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte” – FUNDOVALE, o que deu novo impulso à região.

 

DECRETO Nº 61.256, DE 08 DE MAIO DE 2015

Aprova o Regulamento da Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte – AGEMVALE, criada pela Lei Complementar nº 1.258, de 12 de janeiro de 2015

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Decreta:
Artigo 1º – Fica aprovado o Regulamento da Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte – AGEMVALE, criada pela Lei Complementar nº 1.258, de 12 de janeiro de 2015, constante do Anexo que faz parte integrante deste decreto.
Artigo 2º – O Diretor Executivo da Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte – AGEMVALE promoverá a adoção gradativa das medidas necessárias para a efetiva implantação das unidades previstas no Regulamento aprovado por este decreto, de acordo com as disponibilidades orçamentárias e financeiras da entidade.
Artigo 3º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 8 de maio de 2015
GERALDO ALCKMIN
Edson Aparecido dos Santos
Secretário-Chefe da Casa Civil
Moacir Rossetti
Secretário-Adjunto, Respondendo pelo Expediente Secretaria de Governo
Publicado na Secretaria de Governo, aos 8 de maio de 2015.

Leia a Íntegra do decreto:

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2015/decreto-61256-08.05.2015.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A impossibilidade da construção de uma linha de trem de alta velocidade, TGV, (Trem-Bala), cortando o Vale do Paraíba Paulista

Existiu sempre um saudosismo com a volta dos trens de passageiros, extintos na Rede Ferroviária Federal na década de 1980, (a qual pertencia a EFCB, Estrada de Ferro Central do Brasil que passa por São José dos Campos-SP).

Extintos, por falta de passageiros, na década de 1980.

Atualmente, trens de alta velocidade, que possam competir com ônibus e aviões, são caríssimos e anti ecológicos, e, por isso estão sendo abandonados na Europa.

A proposta de se construir um Trem de Alta Velocidade entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com uma parada em São José dos Campos-SP, para a Copa do Mundo de 2014, não saiu do papel.

O forte do trem antigamente era, exatamente, ter paradas em pequenos povoados, acumulando passageiros.

Um Trem Bala permite, apenas, duas paradas num percurso Rio-São Paulo que, há 100 anos, tinha 51 paradas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Duplicação da Rodovia dos Tamoios e o Prolongamento da Rodovia Carvalho Pinto:

Em 2014, é inaugurada a duplicação da Rodovia dos Tamoios, (SP-99), no trecho de planalto, obra feita em um tempo recorde de 1 ano e meio. No trecho de serra, está previsto para ser entregue uma nova pista, (de descida), em 2019.

A Rodovia Governador Carvalho Pinto, a SP-070, será prolongada, em 8 km, até encontrar-se com a Rodovia Oswaldo Cruz, a SP-125, que liga Taubaté-SP a Ubatuba-SP. As obras iniciaram em 2014, e, a previsão de término é 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estabelecer uma numerosa povoação nesta Aldeia que foi hoje Villa nova erecta

Os Três Mais Populosos Municípios do Interior do Brasil em dezembro de 2015

Em dezembro de 2015, o Município de São José dos Campos-SP no Brasil contava com 477.560 eleitores.

Campinas-SP, o mais populoso município brasileiro fora das áreas das capitais dos estados, contava, em dezembro de 2015, com 808.316 eleitores.

Uberlândia-MG, que disputa com São José dos Campos-SP o título de segundo mais populoso município fora das regiões metropolitanas das capitais dos estados do Brasil, contava, em dezembro de 2015, com 467.214 eleitores.

Em dezembro de 2015, portanto, o Município de São José dos Campos-SP era o segundo mais populoso município fora das áreas metropolitanas das capitais, ou seja, era o segundo maior populoso município do INTERIOR dos estados do Brasil.

Nota: O número de eleitores, dado pela Justiça Eleitoral, é um dado mais preciso que o número de habitantes dado pelos Censos do IBGE.

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